23 de setembro de 2009

Blade Runner, O Caçador de Andróides



 Para quem já passou dos trinta, e está mais próximo de numerações com o final que rima com "enta", certamente lembra do sucesso que foi esta produção de 1982.

É mais uma daquelas estórias sobre ficção cientifica e ação policial, ocorrida desta vez, em 2019. Para variar, no futuro, os carros voam (vide De Volta para o Futuro, O 5º Elemento, Os Jetsons, Flash Gordon, Futurama, etc.).

Outro detalhe é que na mão de obra sempre há poderosos robôs, dotados de inteligência artificial refinadíssima.

No filme acima citado, este era o problema: os andróides - chamados replicantes - são poderosíssimos, idênticos aos humanos, construídos para mão de obra escrava, para lutar em guerras espaciais, quando se rebelaram contra seus criadores.

Harrison Ford é um Blade Runner, força tática policial que "aposenta" estes "equipamentos", ou seja, os destrói.

A trama é bem trabalhada, e no final, o chefe da rebeldes revela o porque de sua rebelião.

A máquina é perfeita, e sua inteligência a conduz a procurar seu criador, e exigir que sua história não se perca. Ao contrário de nós, ele procura viver, e não se perder no esquecimento de deixar de existir quando sua serventia não mais existir. Ele não quer a escravidão. Então, refletindo em seus últimos momentos sobre o medo que sentia, percebe que este medo é o que realmente o faz escravo.

Provando uma humanidade mais sublime, poupa a vida de seu algoz, e se desliga, "morrendo".

As pedras clamando...sempre.

Zé Luís

Um comentário:

  1. Concordo com vc... tive a mesma impressão quando vi o filme pela última vez. Esta cena final, o diálogo de Hutger Hauer (é assim que escreve?) relatando todas as maravilhas que presenciou, e o lamento sobre a perda para sempre de suas memórias... é fantástica. Só essa cena valeria o filme todo. Uma bela parábola sobre criador e criatura.
    > Claudio Marcio

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