13 de outubro de 2009

Como Zaqueu


Interessante como certas músicas ficam populares, independente do que falam.
Temos exemplos negativos (ao meu ver) como "Créus" e "Tchans", mas existem casos de verdadeiras e genuínas adorações se popularizando fora da redoma "Gospel".
Quando era adolescente (faz tempo, hein?) uma música "evangélica" conseguiu ultrapassar este universo, através da cantora Aline Barros, quando ela tinha apenas 14 anos. Foi no Show da Xuxa que o espirita-adolescente aqui ouviu “Consagração” na voz potente daquela menininha que a apresentadora deslumbrada apelidou de Rouxinol.

Eu nem sabia o que era evangelho, ou qual era a diferença de uma adoração e uma música comercial (hoje a coisa está mais difícil ainda de discernir), mas gravei o som num K7 e rebobinei e ouvi varias vezes, mas nunca associei àquela raça de crentes que eu abominava, e a qual faço parte hoje.

No momento, “Como Zaqueu” de Régis Danese - que fez parte até de trilha sonora de novela - está sendo cantada até em Reality Show (com direito a "canja" depois do fim do programa).

O interessante é que maioria canta, mas não sabe de quem se trata, já que é uma composição feita a partir de uma reflexão bíblica.
Zaqueu - assim como São Matheus - era publicano, cobrador de impostos.
Muito se lerá sobre cobradores de impostos nos evangelho, mas vai aí uma analogia simples:

Imagine este Brasil, terra onde Deus nasceu (Deus é brasileiro?) dominado por outro país. A Argentina, por exemplo. Imagine a polícia falando em castelhano, pessoas sendo presas e fuziladas por se imporem contra o regime invasor, a submissão tupiniquim aos mandos dos “hermanos”. Pense emtoda a sobrecarga de impostos que nosso governo já imposta, só que, ao invés de ser revertido em benefícios para os nossos concidadãos, o dinheiro é enviado para os invasores, deixando-nos às necessidades.
Imagine agora que um brasileiro venha recolher este dinheiro para enviar para o inimigo, ainda deixando a nítida impressão que parte do dinheiro fica em seu bolso, e que este enriquecimento repentino é fruto de desvio financeiro.

O mesmo ocorria com Israel sob o domínio de Roma


Publicano é bicho justificadamente odiado.
Mas Jesus resolve escolher sua companhia para a janta naquela noite, assim que o viu pendurado naquela árvore. (ele era de baixa estatura, e precisou subiu para ver Jesus passar).

Naquela noite só um grupo ficou feliz: os merecidamente odiados.
Não cai bem para um homem-Deus escolher os piores para ter relações afetivas, ou mesmo, demonstrações públicas de simpatia. Quanto mais um evento tão intimo como um jantar.

Zaqueu ainda chama seus amigos pilantras para o jantar, o que deixou os “melhores-que-os-outros” mais indignados ainda.

Mas assim como Matheus deixou o “serviço”, Zaqueu declarou, sem pedidos, sem exortações, sem broncas ou senhos franzidos, seus novos procedimentos e de como a simples presença do Messias era suficiente. Suficiente para procurar o certo.

A visita do Mestre foi suficiente para ele.
Será que a simples passagem Dele em nossa vida faria a transformação que fez com o baixinho Zaqueu?
Ou você precisa de mais: Sinais, Milagres, Provas, bençãos, unções...
Para o cobrador de impostos foi dado a honra da visita do Cristo, e foi suficiente, mesmo sendo ele o pior dos canalhas. Por que para nós, bons e honestos cidadãos, é necessário mais que uma simples passagem?

Canta aí:
“Entra na minha casa..., entra na minha vida...”

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