25 de outubro de 2009

Caminhos Incompreensíveis



Certa vez, Deus escolheu um homem, e fez dele um dos maiores líderes de sua época. Esse líder era pagão e inimigo do  povo escolhido de Deus.
Este foi levantado por Deus para dominar – se necessário – com violência. Arrasou com Israel, nação constituída pelo próprio Criador. Matou muitos, escravizou outros, arrasou o templo sagrado dos judeus e seus utensílios cerimoniais foram levados para Babilônia como despojos.
Fez de jovens, escravos e eunucos.
Tal tragédia não foi novidade para os judeus: os profetas, aqueles a quem Jeová escolhia como porta-voz, repassavam dia após dia avisos celestiais sobre o rei pagão, escolhido como justiça Dele para seu próprio povo.

Os israelitas tinham o orgulho de ser a nação escolhida por Deus, mas este  sentimento era semelhante ao dos finlandeses em relação a ser a nação de Papai Noel: Se necessário, matam para defender o legado, mas não acreditam realmente que “ele” exista.

Cumprido foi o que tinha se dito pela boca dos “atalaias” de Deus. Logicamente existiram “profetas” que disseram ao rei e seu povo que Israel prevaleceria, e estes foram os preferidos, os mais populares, aqueles a quem todos optavam em seguir.

Raros são os que preferem continuar ouvindo a voz do Pai quando ela não condiz com as necessidades umbilicais de nossa existência. Antes, procuram outras vozes, ditas ser do Pai, só para não dar o braço a torcer que já não estamos mais vivendo segundo a vontade Dele.

Neste caos, registrado nos livros de Jeremias e Daniel, deixou-se lições que insistimos em não aprender:
Continuamos a mercê do tirânico Nabucodonosor a mando do mesmo Deus - que garanto a todos que sirvo e só me faz carícias e dengos.
Continuamos acusando o acusador de ser o responsável por nossas algemas, quando o gosto amargo de nossas fraquezas são ingredientes do remédio que o próprio Senhor colheu em nós e nos injeta como antidoto de nosso próprio veneno.
O lamento de Israel foi ver seu belo povo de Deus ser cativo por ser de Deus como os finlandeses são de Papai Noel.
Exite apenas uma pessoa que não aceita “cristão nominal”: Deus. Cristão nominal não é cristão, e por isso não consegue ouvir a voz de ser Criador

Quanto a Nabucodonosor, Deus tinha planos para ele também, e não foi com conquistas e fortunas que o imperador reconheceu o poderio do Pai das Luzes. Mas isso é coisa para se comentar em outro dia.

Um abraço.
Zé Luís

2 comentários:

  1. Bom texto, hein... gostei!
    Acho que a história bíblica do Nabucão é de máxima relevância para os dias de hoje, haja visto que toda autoridade, toda potestade é colocada em seu lugar pela permissão de Deus. E o que a Bíblia nos conta sobre o Nabuco é coisa séria: o homem admirava muito o "Deus de Israel", mas demorou muito tempo até se curvar a Ele. Precisou de uma boa dose de humilhação bestializante! Lembra do "Manimal" que passava na GLobo? (Globo? Xô!!!) Pois é, o Nabuco foi o protótipo! : )
    - Claudio Marcio

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  2. Manimal você desenterrou, hein, Claudio? São coisas dos quase "enta" na idade. Quanto ao Nabuco, seria injusto não separar este assunto.

    Logo que puder, vou abordar o assunto.
    Um abraço.

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