7 de outubro de 2009

Evolução Cultural e Ateísmo


Muito se fala sobre as atrocidades feitas em nome de Deus.
As barbaridades da “Santa Inquisição”, guerras feitas em nome do Criador, as matanças e sacrifícios de tantos para se provar que um deus é melhor que o outro, ou que esta comunidade é mais certa que a outra.
Sempre um prato cheio para qualquer ateu, em sua argumentação contra “a muleta designada religião” e os malefícios da crença em um “Grande Fantasma”.
Mas...
As teorias do Séc. XIX sobre evolução biológica e cultural deixavam fortemente implícita a probabilidade de um ramo da humanidade, o europeu, ter superado outras raças no que diz respeito a evolução física e cultural, sendo o filósofo alemão Nietzsche (1844-1900) um dos que desenvolveram esta idéia e suas conclusões lógicas. Segundo os conceitos deste alemão – e muitos outros evolucionistas da época – tal tese pode ser ilustrada assim:
Todas as sociedades humanas estariam participando de uma gigantesca “maratona” cultural, que parte da mais simples das culturas, como a sociedade da Idade da Pedra, até a de entãol, onde a Tecnologia dominaria a Natureza. Logicamente, partindo deste conceito de evolução, a sociedade européia da época estaria na frente desta tal “maratona”.
Nietzsche concentrou-se, dentro dos parâmetros de superioridade por ele mesmo estabelecido, no líder desta corrida, designado Super-Homem, individuo qualificado para dominar a humanidade, que alcançava esta posição através do puro “desejo de poder”, eliminando a necessidade de qualidades morais, já que o “super-homem” estava acima do bem e do mal.
Esta idéia foi bem difundida na época, sendo um conceito em comum para a Europa intelectual da época.
Tal conceito, ainda em 1910, foi refutado pelo conterrâneo de Nietzsche, Franz Boas, que alertava que os conceitos que mediam os povos diversos ao caucasiano não estavam corretos.
Boaz insistia que não uma só maratona, mas diversas, ocorriam simultaneamente entre as culturas mundiais, sendo que cada sociedade tinha seu próprio ponto de partida, seu próprio percurso, seu próprio objetivo de chegada. Uma sociedade, por exemplo, que tivesse como objetivo uma melhor harmonia com a natureza, ao invés de avanço tecnológico (coisa que hoje, Século XXI, se tem por correto) não poderia ser inferiorizado numa escala dita evolutiva.
Dentro deste critério, se invalidava o uso da cultura como base para extrair conclusões a respeito da superioridade inata de um ramo genético da humanidade sobre os outros.
Mas já era tarde.
Um ambicioso austríaco, de nome Adolf Hitler, decidiu usar a tese em que eram superiores, uma super-raça, e nesta CRENÇA, fortificou-se e agigantou o Racismo Nazista, que o mundo inteiro conheceu como um dos maiores pesadelos da humanidade.
Os nazistas de Hitler naturalmente não apreciavam Boas, nem sua refutação. Nos anos 30, anularam seu certificado honorário, conferido pela Universidade de Kiel, enquanto queimaram suas obras em público pelas cidades alemãs. Manter a cruel crença era prioridade, independente se condizia com a atual realidade cientifica.
O racismo nazista foi fundado sobre a rejeição deliberada da evidência disponível.
O Nazismo tem sua origem nas deliberações do ateísmo mais sincero, embora refutado.

Um ateu que gasta seu tempo apontando as barbáries da religião, saberia sobre a potencialidade destrutiva de sua “crença”(ou ideologia, se preferir) e de como foi fundamental para a criação de políticas como o Nazismo?
Ou como, assim como 3º Reich, prefere omitir estas refutações, denegrir suas origens e continuar a fingir que tudo está bem, que o mundo é melhor assim, e tudo não se escambará para o total Caos, próprio de uma existência aleatória e sem sentido?
Como um cético convicto reage quando é colocada evidências contrárias ao seu credo a sua frente?

Baseado em informações contidas no livro: Fator Melquisedeque – Cap.Eruditos com Teorias Estranhas.

2 comentários:

  1. O problema é que Hitler era cristão. É o que todos os historiadores competentes atestam. Ele cria estar fazendo a vontade de Deus.

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  2. É sempre um padrão a pessoa comentar uma bobagem desmedida dessas como anônimo... claro. Ninguém assinaria uma imbecilidade dessas.

    Típico..rsrsrs

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