27 de outubro de 2009

A História que se Repete

É domingo. São vinte horas e o pastor encerrou mais um culto.
Meço a saúde da comunidade quando isso acontece: as pessoas permanecem dentro da igreja – ou não – botando os assuntos pessoais em dia entre os irmãos.
Corrijam-me se isso não for a idéia de Cristo quando orava: “Que eles sejam um...”
Eu mesmo, apesar de minha pressa em ir para casa e usar meu banheiro, não resisti a um breve papo com o Kleber.
Este é um daqueles crentes teimosos - e nesta altura do campeonato, poderíamos chamar de heróicos, que insistem na sã doutrina. Casado, dois filhos, excelente qualificação profissional, se aventurou numa formação mais aprofundada em Teologia, não medindo esforços neste investimento (mas não gastando um minuto divulgando este mérito).

Confessou que visitou meu site ( e não comentou!!). Conversávamos sobre a idéia de um evangélico postar, em um site dito protestante, material positivo sobre um líder católico(creio que não ganharei o selo de 100% Cristão).

- Se olharmos a História como numa linha continua, veremos que ela está se repetindo - disse ele, enquanto balançava seu filho mais novo no colo . Tudo que a igreja fazia – em relação a cobranças financeiras, dízimos, manipulação das massas, entre tantas – se repete, sendo necessário que surja uma nova reforma. O problema é que neste momento, a igreja se dividiu de uma forma, que só protestos fixador na porta , como feito por Luthero, em todas as igrejas do mundo não seriam suficientes...

O papo terminou aí. Kelly, esposa de Kleber, se aproximou e começou com sua tradicional ridicularização de meu grisalho cabelo, e caçoar sobre a imensitude alcançado por minha barriga, interrompendo precioso dialogo, como sempre, no meio do caminho. Se ela não fosse tão engraçada, brigaria com ela.

No final dos tempos, o amor de muitos se esfriará – disse o Mestre, sabendo sobre este futuro no qual agora existimos.
Como explanado em “Peregrinos Decepcionados”, as bobagens distribuídas como sagradas, a longo prazo, serão abandonadas, fazendo muitos ficarem indiferentes a qualquer mensão do Reino, mesmo quando legítima.

Certa vez, Jesus acusou os mestres religiosos daquela época: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um “novo convertido”; para depois de o terdes feito, faze-lo filho do inferno duas vezes mais do que vós.”

Meu pessimismo mostra que vivemos o limiar do “fim dos tempos”.
Não consigo crêr na possibilidade de uma nova reforma.

Zé Luís