15 de novembro de 2009

Fariseus do Sexo(1)


Zé Luís

Já dizia Tiago, irmão do Senhor, que não é bom que se tenha entre cristãos muitos mestres.
Nos tempos de Jesus, um novo mestre era aceito quando dois reconhecidos rabinos(mestres) o aprovavam publicamente. Os critérios para tal era a forma de interpretação da lei do candidato.
Se este interpretava a Lei de forma satisfatória, era dito a ele: “É dado a você as chaves do reino”
Se insatisfatória, era dito: “Você esta abolindo a Lei!”.
Questões da Lei Mosaica - como a guarda do sábado - eram abordadas:
“Quantos quilômetros nos é lícito andar sem infringir a guarda do sábado?”
“Dez quilômetros...” poderia ser uma resposta muito branda ao que avaliava, e ele poderia ser reprovado como rabi. Uma resposta de aprovação mais segura seria um jugo mais pesado como “Um quilômetro”.

Jesus dizia que não veio abolir a Lei, embora garantisse que seu fardo fosse leve, e seu jugo, suave.

Os fariseus e doutores da Lei questionaram sobre a identidade de avaliadores, como mandava a tradição. Um deles, lembrado por Jesus, não reconheceu apenas como mestre, mas como Messias: João Batista. O outro foi o próprio Deus, no momento do batismo do nazareno.
"Estranhamente", eles não quiserem emitir opinião sobre o mestrado de João.

Hoje, entre nós, existem os doutores da “Lei Cristã”, com sua lista de comando para dizer aos outros por onde andam os limites que ninguém consegue discernir com exatidão.
Para não correr o risco de serem rejeitados pelos seus companheiros de toga, aplicam suas ordenanças e preceitos, e a coisa piora quando o assunto é sexo e assuntos correlacionados.

É triste ver o rosto decepcionado de um jovem quando busca uma solução para aquele “problema” e recebe uma resposta, muitas vezes, irresponsável.
Irresponsável por não se importar com as consequências na vida daqueles que respeitam sua opinião: imaginam ser estes mestres no assunto também.

Quando o novo testamento foi escrito, era costume na cultura judaica de dois mil anos atrás, casamentos de mulheres ainda bem jovens. Possivelmente Maria, mãe de Jesus, pariu-o entre doze e quatorze anos.

Paulo não ignora a libido natural humana, quando reconhece a necessidade do casamento como forma de equilibrar o apetite no caso desta estar estrapolando.
Hoje, o sujeito só vai poder pensar em casar depois da faculdade. E o que se faz com seus hormônios neste tempo? Judô? Futebol? Oração no monte? Alto flagelo com chibatadas nas costas?

Muitos de nós terá um “banco” para pagar o preço de seu adultério, fornicação, homossexualismo.
Outros serão apenas ignorados, fingirão que não veem o situação, e ficarão aliviados quando finalmente, desaparecermos da Igreja.

Poucos conseguem manter sua castidade até o fim, as custas de não pouco condicionamento, e então se casam, quando um novo problema começa: O casal terá que inverter todo a condição de negativa para positiva, de castração para total líbido (sempre dentro da interpretação dada por algum "doutor da Graça", que tentará dizer o que pode e não pode). Mas isto é assunto para outro post.

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