3 de novembro de 2009

Piadas e o Efeito Borboleta


Irineuza acorda na madrugada, e percebe que Jeruzo não está ao seu lado na cama Levanta-se e desce até a cozinha onde o marido está sentado, olhos marejados, contemplando a escuridão da noite pela janela.
-O que foi homem?
-Hoje fazem vinte e dois anos que casamos...
-Oh meu amor!
-Lembra quando seu pai me obrigou a casar? Disse que se eu não cassasse, me poria na cadeia e que eu só seria solto após vinte e dois anos?
-Lembro sim...-riu ela.
-Então... Hoje eu estaria livre...- e chorou copiosamente.

Nem sempre é simples entender a infelicidade e a felicidade co-existindo nas mesmas situações.
Tempos atrás, assisti o Efeito Borboleta, uma ficção baseada na Teoria do Caos. A história conta sobre um rapaz que gradativamente descobre seu dom (ou sua loucura): a capacidade de – literalmente – reescrever a própria vida. O detalhe é que a cada retorno ao passado, tentando desfazer as injustiças, as coisas pioram no novo futuro.
A Teoria do Caos conta exatamente isso:
Segundo a cultura popular, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um furacão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.
Isso pode ser um alívio quando imaginamos que nossa vida poderia ser diferente, ainda mais quando os cálculos matemáticos não determinam o porque de, em determinado ponto, o caos recua, e a ordem se restabelece. É como todas as eminentes catástrofes estivessem devidamente controladas por um “poder invisível inexplicável”.
Pistas para saber como seria o que nunca será.
No filme, a solução para não existir tantas dores no futuro é deixar de viver o que era mais bonito.
Na vida real, mais mágica: onde existe um “poder invisível inexplicável”, o caos eminente deste mundo ainda recua, ainda oferecendo esperanças de alegria após as catástrofes que a existência traz.
O destino não está traçado. Calvinistas que me desculpem...

Zé Luís

Um comentário:

  1. Meu Deus! Acreditar numa coisa dessas (Teoria do Caos) seria um terror!!! Imagina a gente preocupado em acertar cada detalhe, pois um simples ato mudaria um futuro inteiro. Não não, deixa quieto! Melhor é a gente viver irreverentemente, preocupado apenas com o bem e o mau de cada dia.

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