8 de novembro de 2009

Três Dialogos e a Opinião de Quem Importa


- O que dizem os povos a meu respeito?
- As opiniões são as mais diversas a seu respeito... Uns dizem que é a reencarnação de João, o Batista, seu primo. Outros creêm que seja um dos profetas...
- Ótimo. E vocês, meus amigos íntimos, o que acham?
- Sinceramente?
- Claro. Como os amigos tem que ser...
- Você é a encarnação de Deus que anda na Terra. Aquele que cada judeu esperava.
- Isso. E como acertou sobre minha personalidade, revelarei a sua: Você fará parte da mesma matéria do plano que executo neste mundo. Sobre esta realidade, revelada por você, edificarei meu templo para eternidade...

Foi durante a tarde de sábado, que conversei com Cláudio Márcio, meu correspondente em Santa Catarina, e falávamos sobre a real importância de nosso testemunho.
Ele, colecionador de artefatos japoneses, por ser admirador da cultura nipônica, se vê as vezes obrigado a esconder de certos visitantes de sua casa, para evitar “escândalos” de irmãos que não distinguem a ficção da realidade.
Segundo o que nos foi ensinado, não devemos escandalizar os pequenos na fé, mesmo que estes algumas vezes detenham lá suas credenciais eclesiásticas, e com elas, tentem fazer valer sua opinião-achista-teológica validada apenas pela bendita credencial, diploma, curso, formação...
Na conversa, lembramos que as cartas de Paulo não foram colocadas na Bíblia em ordem cronológica. O “Apóstolo (esse sim) dos Gentios” em certo trecho injuriasse com o imaturo João Marcos. Em outro, pede que ele venha visitá-lo, pois é - naquele momento - de grande valia.
Opiniões mudam, mas podem custar bem caro enquanto não acontece: Barnabé, companheiro de Paulo e tio do futuro evangelista Marcos, após a rejeição do sobrinho, desistiu de acompanhar Saulo e, consequentemente, abandonou as missões, voltando para sua casa, o que para mim foi grande prejuízo para o Reino.
Erramos sempre.
Fique bem claro.
Aqui, como editor deste blog, tenho o tempo que for para trabalhar meus textos, escolher o que postar e qual público atingir...e mesmo assim, erro. Todos erram.

Um último diálogo, escrito no “Príncipe Caspian” de C.S.Lewis, alguém sem nenhuma credencial eclesiástica:
- É o momento oportuno – respondeu Ciclone, o grande centauro. – Eu observo os céus, texugo, porque compete a mim vigiar, como a você compete não esquecer.

Se o centauro decidisse inverter os papéis, e mudasse sua opção para os atributos da memória, falharia, mas são servos de Aslan: fazem o que o seu “rei” planejou para eles.

Existe uma opinião que me interessa: a de Cristo. Só assim entenderei minha posição em seus propósitos.
Minhas falhas são imprevistas, mas por pior que sejam, são contornáveis e reprogramáveis por Deus, se ele assim o decidir.
Maledicências no meio “cristão” são inevitáveis, e as falhas acontecerão em muito mais numero de que meus acertos, e deixar de cumprir o Caminho por conta dos olhos que se escandalizam – e nunca abandonam sua visão, o que contraria o próprio mandamento que ordena que devemos “remover o olho” - é mais dano do que benefício, para ambas as partes.

Zé Luís

Um comentário:

  1. Graça e paz!
    “Andando” por aí cheguei até o seu Blog e quero te parabenizar, pois gostei muito do seu estilo.
    Já estou te seguindo.
    Será uma honra te receber no pastoragente.blogspot.com, e se quiser segui-lo vai ser uma alegria pra mim.
    No blog conto da forma mais realista e divertida possível as realidades, dúvidas e experiências de uma simples pastora como eu.
    Fique na paz. Um abraço.

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