6 de dezembro de 2009

Início das Dores, Multiplicação das Ciências e Internet


Zé Luís

Nunca houve na História do mundo tanto conhecimento disponível sobre qualquer coisa. No último capítulo de Eclesiastes se afirma que não existe limites para fazer livros. Hoje verificamos o quanto isso é verdade e até onde vai a capacidade humana de produzi-los.

Quantos estudos em tantos idiomas se produz hoje, diariamente? Basta fazer uma rápida consulta em sites como o Google, sobre qualquer assunto, e descobriremos o que se produz.

Este pequeno blog, por exemplo, é uma gota no mar de escritos em sites, que tem como tema principal a fé em Jesus Cristo. Isso só na língua portuguesa.

Mesmo assim, o tema já consumado e perfeitamente concluído pelo próprio personagem acima citado impele a qualquer um que o conheça, crendo ou não, a continuar a divulgar, comentar, criticar, questionar, reler. Não cansamos – inexplicavelmente – de esmiuçar contextos, questionar traduções, peneirar condições, analisar razões entre tantas outras coisas que fazemos de forma compulsiva. Alguns escrevem e são assimilados por muitos, por seu brilhantismo, ou por sua clareza em se expressar. Outros, confusos(rss) e sem as qualidades gramaticais necessárias para transmitir suas idéias, acabam por ficar como registro, de coisas 'teologicamente” aceitáveis ( e muitas vezes não).

Tal multiplicação de conhecimentos e ciências foi prevista e descrita por Jesus pouco antes de sua execução, no discurso conhecido como “O princípio das Dores”. O Mestre, sempre plácido em seus discursos e ensinamentos, parece correr em seus relatos sobre os “fins”. Digo “fins” por existir no relato informações sobre o fim imediato de Jerusalém, o destino sangrento de seus discípulos e o final da História humana, tudo de forma não muito clara e distinta, a princípio.

O Messias, em seu relato, parece angustiado, apressado – comportamento totalmente justificado – e fala com uma linha de raciocínio aparentemente desconexa, já que cita tempos que só fazem sentido agora, 2000 anos depois, em um tempo, cultura e continente totalmente diferente(por si só isso não é um milagre?). Parece falar de uma pespectiva de quem conhece todos os trechos da linha de tempo, mas comenta, fora de cronologia, aquilo que lhé mais importante transmitir.

A multiplicação do conhecimento em caráter mundial foi citado por Cristo como sintoma do que viria, um dos sinais do fim. Sendo assim, é de se esperar que tanto acerto fora de contexto social - falar de um mundo além de Israel onde todos recebem, em suas mentes, tudo que quiserem - a de se tornar algo inevitável e terrivelmente nocivo, parte de um cenário apocalíptico, jamais visto desde todas as épocas, culturas, lugares.

Longe de querer se profeta do fim do mundo ou mesmo o menor dos atalaias (sabe aquele sujeito que vigia nos muros das cidades antigas, para ver se algum exército inimigo vem?). Simplesmente, a mesma fonte de consulta alerta que nem Seus dois melhores profetas, vindo em pessoa, fazendo sinais, seriam ouvidos. Antes, seriam mortos pelo “lado negro da força”, e então, pela inversão de valores daquele mundo, a este, o Mal, seriam gratos.

Quem sou eu para querem ser alerta de alguma coisa? E mesmo que fosse este legítimo atalaia, segundo a Palavra, não seria ouvido, era previsto. Alias, este é apenas um registro, que se perderá no mar das informações no qual estamos inseridos. Claro...

3 comentários:

  1. Que cargas d'agua são aqueles blogs no painel??? Foi vc? Eu

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  2. Muito interessante seu artigo, principalmente porque, no último encontro semanal que fazemos aqui em casa, toda quinta-feira, foi lido justamente Lucas 21.
    E eu tive que dizer justamente o que vc disse, sem ter lido qualquer autor antes desse encontro: que Jesus falava de duas coisas distintas dentro do mesmo assunto. Os mais tradicionais afirmam que era da derrocada de Jerusalém apenas que Ele falava, mas e o termo "quando vir o Filho do Homem descendo sobre as nuvens..."? Os mais renovados dizem que era apenas sobre o fim dos tempos, mas e quando Jesus diz "quem estiver no campo, não entre na cidade, fujam para a Judéia..."???
    Incrível, né... a sua visão sobre esse texto é tão simples e tão clara. Eu concordo com ela: Jesus estava apressado...
    Um grande abraço.

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