13 de dezembro de 2009

Mais sobre Jugos: Quando não há como nos acompanhar.

cristão confuso
Como já postado, jugos (ou cangas) são aqueles apetrechos atados nos pescoços do gado, que puxam arado no intuito de direcionar seu caminho enquanto preparam a terra para o plantio.

Não só Jesus usou o exemplo, quando comparava sua doutrina a dos fariseus, ou em como proceder enquanto conduz o arado, fixando-se no caminho, sem perder o foco, mas era uma sociedade com este aparelho muito presente na cultura, e outros escritores da bíblia também usaram.

O campeão dos versículos usados quando um jovem cristão pergunta sobre namorar com alguém que não confessa a mesma fé é esse:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos” II Coríntios 6.14

Isso é dito, e pronto. Resolvido. Como se fosse mandamento ou mantra. Permita que eu isole outro texto, “postado" para a mesma igreja:

“se alguma mulher tem marido incrédulo, e ele consente em habitar com ela, não se separe dele...” I Corínthios 7.13

Muitos alegam que os conceitos morais – ligados normalmente a sexualidade – são os principais problemas evitados quando o “jugo é desigual”, mas o que seria essa desigualdade de cangalha?

Imagine dois bois atados para andarem juntos. Um tem em seu pescoço a leve, mas necessária, obrigação de cumprir com o que o Espírito que nele habita o direciona, enquanto o outro boi, com uma canga diferente(ou nenhuma), é dirigida pelo próprio boi, fazendo o que lhe vem a mente, não sendo necessariamente atitudes sempre más, mas sem compromisso com o Caminho que o outro se comprometeu a seguir.

O curioso é que a igreja, a qual a carta é enviada, é a comunidade da cidade de Corintho. Nela, todos os dons espirituais são manifestos. Em contra-partida, intrigas, fofocas, homossexualismo - tudo isso e muito mais - eram flagrantes na vida daqueles crentes da igreja primitiva.

Embora Jesus tenha dito que aquele que se separa adultera, e só no caso de pornéia a separação seria admitida, Paulo consente que a separação ocorra em casos de divergência de fé, embora admita, se consentido pelo parceiro pagão, que o casamento continue.

Voltando ao primeiro versículo citado, a recomendação paulina vem dentro de um contexto de uma vida miserável que os crentes eram capazes de suportar, com flagelos, açoites, perseguições e mortes, e que alguém sem o Espírito não teria condições humanas de suporta-la.

Era um mundo onde deuses gregos e romanos ajudavam a movimentar a economia, e alterações nesta área incomodavam empresários, fecharia fábricas de imagens, geraria desemprego de sacerdotes destas religiões, e traria miséria a muitas famílias, além de ameaçar a cultura tradicionalmente transmitida a séculos.

Cristãos, que aumentavam em adesão em grande velocidade, não consumiam os produtos (imagens, apetrechos mágicos, sacrifícios) daqueles grupos,os ricos religiosos daquela época. (hoje, eles já aprenderam: vendem quinquilharias e as rotulam “evangélicas”, recuperando assim a fortuna perdida em outros tempos”).

O problema não era a sexualidade. Era dinheiro. Mamom. O deus concorrente ao verdadeiro Jeová. O versículo, usado de forma errônea, pode servir como pretexto, mas em seu contexto é outro.

Certamente, muitos se aproximarão de crentes esperando que estes abandonem seu costume cristão, e tentarão que ele assuma seu comportamento descompromissado com qualquer coisa moral ou ética. O cristão e o não-cristão tem conhecimento da lei vingente do país e sabe que roubo, assassinato, tráfico, consumo de drogas, corrupção, são crimes puniveis por código penal, além de que, para o que se diz cristão, é algo evitado por amar e respeitar a Deus.

E por amor a Deus, como quem respeita um bom Pai, ou Mãe (como na “A Cabana”), procuramos nos guardar de comportamentos, independente de mandamentos.

Um bom “estudo” em MP3 sobre sexualidade, é ministrado por Ed René Kivitz, em Luxúria, numa série de pregações sobre os 7 Pecados Capitais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário