23 de janeiro de 2010

A Estranha Vida de Um cidadão de Mordor

Zé Luís


Orcs não têm consciência do quanto são horríveis, não só em seu aspecto, mas também em seu comportamento e conduta. Como toda espécie que aparentemente pensa, acaba usando o poder de pensar para gerar divisões entre pessoas e pessoas . Uruk-Hai são diferentes dos Goblins. Orcs de Moria são superiores aos de Orthanc.

Mas entre os horrendos cidadãos de Mordor existem famílias. Embora não sejam raros os assassinatos e discórdias entre os seus, os orcs se reproduzem, pois encontram entre os seus, seres dignos de se apaixonar e montar famílias, apesar da influência de Sauron.

Conta um apócrifo extra-J.R.R.Tolkien que a lenda sobre a Terra Média seriam diferente:

Naquele mundo não existia nada além de Orcs, que elfos e hobbits seriam seres mitológicos de um mundo distante, que vivem na ânsia do prazer de servir às ordens do Grande Criador dos Orcs. Conta o manuscrito – fora do âmbito do Senhor dos Anéis - que nem sempre estes foram horríveis; inicialmente eram tão belos quando o próprio Criador. Sofriam pela incapacidade de conseguir fazer coisas realmente belas, embora sentissem em seu íntimo uma estranha saudade de um lugar perfeito que nunca foram, e de alguém que, por mais que se esforçassem, não conseguiam lembrar do rosto.

Um dia, nasceu entre os monstros, alguém de mesma aparência, mas que falava como se nunca tivesse ficado monstruoso. Ele parecia ter uma missão que seus orcs seguidores não entendiam, não levava armas, não falava sobre coisas de orcs. Falava das coisas que eles, os orcs, sentiam saudade, sem nunca ter conhecido.

Os orcs o humilharam, torturaram e mataram, e com isso e através dele, o Criador conseguiu o que queria: começar a re-transformação. Aos poucos, alguns monstros começaram a ter um brilho nos tortos olhos semelhantes aos olhos do que um dia foram: homens. Não foram plásticas ou aparelhos odontológicos, regras e normas. Nada disso devolveria o aspecto humano àqueles seres. Foi o Deus dos seres maus, que se fez orc feio e andou entre eles para viver naquelas almas recém ressurretas.

Alguns ainda se escandalizam quando vêem orcs resgatados pelo deus-orc se comportando como um legítimo e truculento orc. Realmente é difícil aceitar que alguém queira voltar a ser um monstro total. Mas acontece. Não tenho todas as respostas

2 comentários:

  1. Oi, Zé!

    Com todo respeito, gostei da tua "viajada" no universo tolkieniano, muito interessante mesmo. O manuscrito extra-Tolkien me lembrou o primeiro capítulo do Silmarillion ("A Música dos Ainur" - disponível em http://veja.abril.com.br/idade/estacao/sr_aneis/trechos/silmarillion.html ), que você já deve conhecer, e mostra como é difícil simplesmente crer e ser, e principalmente viver na total dependência de Deus.

    Abraço!

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  2. Olá, Hélio.

    Estou com ele em mãos agora. Vou dar uma "re-lida".
    "Vale a pena ver de Novo"...rs

    Abraço

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