14 de fevereiro de 2010

Melissa sai no Orkut em fotos de sexo oral, e sua vida desaba

Melissa (foto) amava o namorado, e o sentimento era recíproco. Frequentavam a mesma universidade, a USP, se viam sempre, se curtiram ao longo de três anos, a partir de 2000, até que o dia em que ela resolveu acabar com o relacionamento.

O rapaz ficou profundamente magoado, na versão de Melissa, e ele ia dar o troco, o que ela soube depois.
Dois anos após o fim do namoro, em 2005, Melissa – contou ela – recebeu do ex-namorado um recado com um link para o Orkut que dizia: “Olha só o que eu fiz”.

No site de relacionamento havia um profile falso (mas com nome e telefone verdadeiros) da Melissa no qual ela aparece em 50 fotos íntimas, em algumas fazendo sexo oral, como se fosse garota de programa.
Era a vingança do rapaz, segundo ela.

As fotos foram tiradas na época em que tudo ia bem no namoro. “Eu confiava nele e achava que iríamos nos casar”, disse ela ao portal G1.

Somente agora, cinco anos depois, é que Melissa obteve a condenação de seu ex-namorado e ainda assim ele vai recorrer para não ter de pagar a indenização de R$ 50 mil por danos morais. O rapaz alega que não há prova de que foi ele que colocou as fotos no Orkut.

Mesmo que a Justiça confirme a sentença, o dinheiro da indenização é insuficiente para cobrir os gastos que Melissa teve com advogados e demais despesas.

Mas o pior é que a vida dela ficou arrasada, algo que não tem preço.

Melissa passou a receber pelo telefone propostas para sexo, uma de suas fotos virou capa de uma revista estrangeira de pornografia e quinze dias após a publicação do profile falso ela foi demitida de um cursinho pré-vestibular onde era professora. Ficou dois meses desempregada e amigas lhe viraram o rosto. Conseguiu emprego de professora em um colégio de classe média e lá estava havia dois anos até que um aluno de 13 anos viu as fotos no internet – foi despedida mais uma vez. Desistiu de ser professora, mudou de nome (Melissa é o seu codinome), teve de trabalhar por uns tempos como atendente bilingue de telemarketing pela metade do salário de professora e hoje, aos 30 anos, está no setor administrativo de uma empresa.

De vez em quando, as fotos reaparecem na internet, e Melissa tem de pedir para que sejam deletadas. Ela acredita que esse tormento não vai ter fim.

Melissa foi vítima de quem colocou as fotos no Orkut e, pior, do machismo da sociedade.

Se as fotos fossem de um homem, desde que não houvesse depreciação de sua virilidade, nada ocorreria com ele, que até poderia se vangloriar de seu desempenho.

Vi no Paulopes Weblog

Nota deste editor:

É impressionante o numero de mulheres que veêm sua vida marcada por isto, sem direito de arrependimento. Ficam com suas imagens guardadas por anos, para serem expostas, muitas vezes, quando aqulilo se tornou um constangimento. Basta ver a vida de Suzana Alves, a tiazinha, longe da mídia, missionária no Nordeste e Joana Prado, a Feiticeira, hoje uma evangélica legítima, mas com um passado de apelo sexual que um latino dificilmente esquece.