26 de março de 2010

Quando o amor não é apenas teoria

Zé Luís

Quando o Brasil foi invadido e dominado pela Argentina, foi estabelecido pelo governo da mesma, que brasileiros poderiam coletar impostos e enviá-los para o atual país dominante.

Naquela época, havia a possibilidade que qualquer um destes cobradores, agindo de má fé, coletasse mais dinheiro do que as taxas realmente cobravam, já que a estes, os argentinos, pouco importava se um brasileiro era lesado por seu compatriota.

Essa corrupção de brasileiros em brasileiros acabou por tornar esta profissão conhecida popularmente por profissão de gente sem escrúpulo. Quando se queria ofender alguém que era suspeito de lesar seu próximo, logo o chamavam: "coletor dos hermanos"

Tais coisas pareciam não incomodar essas coletores: ricos, davam de ombros, enquanto passavam em suas picapes caríssimas, ou postando fotos em suas piscinas, plantadas em grandes aparatamentos duplex, nas cidades litorâneas mais caras.

Como não odiar uma pessoa assim?

O Mestre amou. Não só amou: chamou-o para ser seu discípulo e amigo íntimo.

Matheus, escritor de um dos evangelhos, foi cobrador de impostos a serviço de Roma, que dominava Israel, e os mantinha com mão de ferro, matando qualquer um que esboçasse a mínima intenção de ameaça.

Matheus era alguém que tiraria dinheiro dos brasileiros para dar aos argentinos, e certamente era odiado, como deveria ser.

Nele, Jesus mostrou que não era apenas meras mensagens que Ele tinha. Estava disposto a amar como dizia que deveria ser amado. Amar gente que não presta, contar com a ajuda de quem não tem caráter. Pegar justamente aquele sem escrúpulo, e botar para viver entre os santos verdadeiros.

Essa é a loucura da Graça, tão difícil de praticar, tão boa de receber.
Não sabemos como pratica-la, mas precisamos desesperadamente desse chamado.

2 comentários:

  1. Rapaizzz

    foi no ponto, belo texto.
    A Graça é demais....

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  2. E não é desses que o mestre gosta?

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