2 de abril de 2010

O que uma imagem não conta: triste...

 Clayton de Souza - Agência Estado
As vezes, nos propomos a ter um nicho de informações, e opinar apenas sobre determinado assunto. Quando vi a imagem acima, postei emocionado, pela descrição que me era dada, já que não se tratava de política, mas de um ser humano ajudando outro.

Não tardou para que a verdade viesse a tona, fazendo me sentir um verdadeiro idiota. Também não tardou para que comentários surgissem, hora como informativos, hora como verdadeiras agressões inexplicavelmente pessoais - sempre anônimas (que obviamente me reservei a não postar). Gente truculenta que não se identifica, mas quer chamar de desinformado, contando parcialmente sua versão da história. Esse jogo nojento que acontece nesse mundo político tentou se arrastar para um simples post de um blog que possui pouquíssimo acesso (a moçada que me lê é praticamente parente e só gosta das tirinhas do Batman...rrsrs).

Logicamente, os comentários anônimos cessaram com a exposição do que realmente aconteceu naquele dia: policiais infiltrados entre os professores, incentivavam a depredação do patrimônio público, para que, diante das câmeras, os "professores maus e arruaceiros" fossem associados ao partido a qual pretendem derrotar nas próximas eleições.

Emprestando a pergunta - retórica? -de Ariovaldo Ramos:" O que policiais infiltrados faziam entre professores? Eles são tão perigosos assim?" Abaixo, uma reportagem vista no Viomundo.

“PM embarcou em Osasco no ônibus dos professores; é um P2″

por Conceição Lemes no 

Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato  dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.

Confundido com professor, policial é torturado por horas
Diretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.

No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.
A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.

A descoberta da Apeoesp derruba três versões oficiais da PM paulista.
A primeira, no sábado, a Terra Magazine, de que o PM não-identificado “era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação” .

As outras duas são de hoje.  Ao Viomundo, disse  que o policial militar à paisana “estava no local”.  A Terra Magazine, informou que ele estava “passando” pela manifestação.

Aos poucos a verdade sobre a foto famosa da manifestação dos professores vai se revelando. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas. Por exemplo, qual era a missão dele na assembleia dos professores? Levantar informações sobre o andamento do movimento? Fazer provocação? Ou o quê? A mando de quem? Qual a intenção? Criminalizar a Apeoesp?

“A partir dessa noite uma das hipóteses que passamos a considerar é a de armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra os professores”, lamenta a presidente da Apeoesp. “A figura da policial feminina, frágil, indefesa atacada por nós, professores, uns bárbaros. Curiosamente o capacete dela está direitinho. A roupa alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem levou uma paulada, como disse a PM,  é estranho. Os dois muito arrumadinhos, ajeitadinhos…Esquisito demais. ”

“O fato é que seremos mais rigorosos na fiscalização de quem entra nos nossos ônibus ”, cogita Isabel Noronha. “Talvez passemos a exigir o holerit, para ter certeza de que aquela pessoa é professora mesmo e essa história não se repita.”

2 comentários:

  1. Não gosto de falar palavrão..mas neste caso PUTA MERDA eim!! Que falsidade do caramba...tudo para incriminar outras pessoas, indepentende de quem esteja certo ou não, uma atitude dessas de quem na prática deveria proteger e servir? E pergunto para quem eles trabalham? Para nós cidadãos é que não parece ser!!

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  2. (°L_°) Ai meu Deus, que raiva! QUE RAIVA! QUE RAIVAAAAA!
    (>L_<) Sacanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! [mãos na cabeça, lágrimas no rosto e a abominável consciência de que não tenho coragem pra me suicidar e acabar com isso de uma vez].

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