16 de maio de 2010

Desperte-me para a vida


Com minha noção - brasileiramente intermediária - do idioma inglês, não pude deixar de prestar atenção no que dizia esse rock do Evanescence quando ouvi a primeira vez, a alguns anos atrás. A letra, nada mais é, quem um clamor de uma moça de 17 anos (idade em que compôs num acampamento evangélico americano)por um Deus que parecia estar longe.

Durante meses, nos Estados Unidos, a banda esteve a frente nas duas paradas de sucesso: Rock e Gospel(sim: a mídia lá tem essas divisões). Os CDs eram vendidos nas prateleiras "seculares" e "evangélicas"(religião predominante naquele país).

O público exigia que a banda informasse qual era realmente a "natureza" do grupo, e o produtor resolveu que seria melhor assumir o mercado tradicional.

Muitos devem ter pensado: "Negaram Jesus!".

Creio justamente no contrário. A banda vendia - e creio que ainda vende - para obter lucro. Se a escolha fosse a outra, teriam que fazer de congressos e igrejas a sua fonte de lucro.

Embora Amy Lee, cantora e co-fundadora do Evanescense tenha negado que suas letras tivessem cunho religioso, fica claro que ela está falando de sua relação com Deus. Mesmo assim, preferiu fazer lucro bem longe dos templos. Quem dera se os nossos artistas tivessem a mesma coragem de assumir o lado que lhes interessa: o do lucro.

#Prontofalei

4 comentários:

  1. agora me diz, meu amigo confuso:

    quem destes vedetes do mundo gospel faria sucesso fara do arraial do incautos?

    na minha,modesta opinião, dá pra contar nos dedos, então eles ficam onde os suportam.

    vc já teve o desprazer de ouvir uma rádio evangelica?

    a musicalidade rala,com letras medonhas e repetitivas, cantores sem treino musical, enfim é de um mal gosto de doer.

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  2. A Musical aqui de SP? Deixei de ouvir a muito tempo...

    Até chegou a ter uma grade de programação interessante, mas quando começou com os cogumelos do sol, os prantos de pastores clamando por um depósito que pagasse o horário da rádio, as revelações por telefone... aí não há boa vontade que suporte.

    Sobre os cantores? Temos versão gospel prá tudo...mas não creio que esses cantores ocupariam espaço em uma mídia secular normal.

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  3. eu tbém ouvia a musical no tempo do programa do Ricardo Gondim e as vezes eu pegava um pouquinho do Crescendo na Fé.
    Agora, não sobrou nada, acho que até o Paulo Lutero de Mello tá fora.

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  4. Sou fã de Evanescence, então sou suspeito pra falar especificamente dessa banda. Mas eu acredito que a Música como expressão artística teria muito mais a ganhar se alguns dos músicos no meio Gospel assumissem-na como ganha-pão, saísse dos Templos e fizessem músicas com temáticas filosóficas, reflexivas, românticas ou qualquer coisa dessa natureza voltada pra todos, ou seja: secular. Acredito que seriam muito mais Luz do que enfurnados no mundinho evangélico com aqueles jargões que só os de dentro entendem.

    Uma banda que faz exatamente esse tipo de coisa que conheci há pouco tempo é essa aqui: http://www.youtube.com/watch?v=ufYp9SHLQX0
    Todos os componentes são cristãos, e fazem músicas pra todos (Church or not). Recomendo!


    Leão.

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