7 de maio de 2010

Deus não deve estar em primeiro lugar

por Zé Luís

Certa vez, numa dinâmica em sala de aula de escola bíblica, propus que ,os então, adolescentes escrevessem em ordem de prioridade seus principais interesses na vida. Obtive as mais variadas ordens dentro dos mesmos (ou semelhantes) interesses: namorado(a), sucesso, uma banda de rock gospel, um emprego decente, ser jogador de futebol, entre tantas outras não tão decentes. Feito isso, pedi que colocassem em ordem de prioridade.

Na sinceridade desinteressada de um grupo de adolescentes nem perceberam que o “quesito Deus” sequer apareceu na imensa maioria das listas. O objetivo era mostrar o quanto eles se importavam realmente no Autor e tema primordial daquelas explanações.

“Ele tem que estar em primeiro lugar..."  pensei em dizer aos garotos, usando ali um chavão típico, na conclusão de mais uma brilhante aula. Eu estava errado. Tanto no brilhantismo como na conclusão.

Sempre aprendi que, em primeiro lugar de nossas prioridades deve estar Deus, depois a família, e só então a igreja. A lista então, após os três primeiros itens, devidamente preenchidos e na ordem, pode ser prolongada com os dispensáveis (em muitas vezes, não temos sinceridade suficiente para admitir que essas coisas, as vezes, podem ser mais interessantes para nós).

O problema desta tese é que se Deus está em primeiro, ele já não está em segundo. Se estou cuidando da minha décima prioridade e ela tem direito, por exemplo, um percentual mínimo de tempo, como este trabalho que faço agora, escrever idiotamente, é um momento só meu, onde o Mestre não tem direito a participação:. Como teria? Estava no décimo nível, meu momento pessoal de escrever, e o Criador? Lá, no alto das prioridades do 1º lugar de todas as coisas de minha existência.

Na verdade, o Mestre não tem de estar em primeiro lugar. Ele tem que fazer parte em todas prioridades: na igreja, presente em meu trabalho. Minhas conversas corriqueiras teriam que estar permeadas com os trejeitos simpáticos do Cristo.

Ele compara seus discípulos a sal. O sal que tempera e da sabor em tudo. Ser cristão é lembrar os trejeitos de Jesus enquanto falo, reajo, olho e escuto. E isto está em toda minha vida, não apenas numa parcela temporal em que separei para um devocional ou no momento do culto.

Deus tem de estar opinando na escolha de minhas prioridades.

6 comentários:

  1. Excelente!
    Realmente Deus deve estar em todas as nossas prioridades, fazer parte de tudo e estar em tudo que diz respeito a nós.
    Parabéns pela postagem!

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  2. Ótima reflexao.
    Pensando assim, entendemos muito mais o que ele quis dizer com o "sal".

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  3. O certo é que quando estamos "impregnados" Dele, não há como dissociá-LO de nós. Ele é nossa respiração, nosso sopro de vida e, mesmo com toda essa nossa natureza falha, é a partir Dele que nos impulsionamos para todas as atividades práticas do cotidiano, como também para todos os nossos anseios e perspectivas.
    E por mais que a gente opte inicialmente pela nossa própria teimosia, a opinião final é sempre dele, como diz você! :)

    Abs...

    R.

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  4. transpirando Deus?
    é isso?

    muito bom.

    tai um texto que gostaria de ter escrito.

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  5. Interessante conclusão...
    Não tinha pensado sob esse aspecto...

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  6. Muito interessante!
    O primeiro lugar pode ser visto como algo longe, mas pode-se entender também como primeiro lugar em tudo....

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