4 de maio de 2010

Sobre Illuminattis, Vacinas e conspirações

Teoria da Conspiração - por katatsurimodako

por Zé Luís

Pensei em fazer uma resenha sobre um “estudo” em DVD de um pastor, que tem como assunto a “Nova Era” representado pelos Illuminatti, controlando ocultamente cada passo humano.

O tal estudo foi amplamente distribuído nas igrejas da região onde vivo – ABC Paulista. O rapaz, com ar preocupado perguntou-me sobre minha opinião, e quando revelei que ainda não havia visto, me olhou como se eu tivesse cometido uma heresia.

Ele me cedeu uma cópia, e qual não foi minha surpresa:
O DVD mostrava um homem, que eu nunca havia visto antes, falando rapidamente, e como se fosse um repórter de telejornal.

Qual não foi minha surpresa quando deparei com uma compilação de vídeos antigos, mesclados a imagens recortadas, disponíveis no Youtube e banco de imagens, falando sobre conspirações mundiais dos Illuminatti e seus planos de reduzir a população a 25%. Coisas que podem ser lidas e vistas nas histórias de Dan Brown (Código Da Vinci, Anjos e Demônios,...).

Entre os capítulos disponíveis, um me chamou a atenção em especial: o que fica, estrategicamente, posterior às informações sobre a vacina H1N1 e sua missão de adoecer quem a toma. O tema? Os riscos de Dilma ser a próxima presidente.

Não duvido que exista um complô mundial para dominar o mundo (embora ache meio exagerado crer que as tais duas famílias descendam diretamente de Ninrode, neto de Noé, fundador de Babel, a bons 6.000 anos atrás, ainda mais quando existe judeus no clã, onde não se aceita mistura de castas, mas...).

Também não duvido que a tal vacina cause mais danos do que benefícios. Existe muitos grupos – não religiosos – que defendem esta tese. Aqui n Brasil, muitos casos de óbitos ocorridos após a aplicação da vacina foram simplesmente ignorados pela imprensa.

Isso é realmente preocupante, mas algo me aborreceu.

Toda aquela produção é apenas mais uma propaganda anti-algum-candidato. Um jogo “quase” discreto, tentando associar um candidato ao mal eminente que se agiganta na terra, e parece depender de uma decisão para que não aconteça. Essa ação é eleger o candidato que - supostamente - é amiga do capeta.

Uma jogada eleitoreira, com máscara de cruzada cristã. Uma forma de colocar na cabeça de um seguidor de Cristo que praticar o Bem é evitar o candidato “X”, quando se beneficia o candidato “Y”(que, por sinal, é o que paga para que um grupo de marketeiros propaguem essa forma mentirosa de manipulação).

Minha resenha sobre aquele vídeo? Dan Brown, apesar dos pesares, é mais imparcial e menos manipulador, não usa a credencial religiosa para fortalecer e deixar incontestável a sua tese.

Em suma: detesto quando fazem meus irmãos de palhaço.

Pronto. Falei.