17 de junho de 2010

O chá milagroso

-...E ele, depois de começar a beber, deu prá me bater! Olha aqui pastor: meu braço! Ele me tacou a pasta, pouco tempo depois de chegar em casa catingando a cerveja! Ele sabe que eu detesto cheiro de bebida! Mas chega naquele estado, fedendo, e ainda me bate! Deus não está me ouvindo. Se estivesse, não permitiria que um mal tão grande se abatesse sobre a serva Dele...”

-Eu tenho algo que pode te ajudar, mas você não pode questionar...- interrompeu o Pastor aquela mulher que se debulhava em lágrimas durante seu desabafo.

-Qualquer coisa, pastor. Eu “tô” desesperada...

O homem sai da sala pastoral, e volta com um saquinho com folhas de camomila:
-Faça isso: toda vez que seu marido chegar neste estado, você corre e começa fazer gargarejo com este chá. Por mais que se sinta provocada, por mais indignada, não pare de fazer o gargarejo...

Um mês depois a mulher visivelmente melhor volta a procurar seu líder espiritual:

-Pastor! Que remédio santo! Nunca mais apanhei, e ele até deu uma maneirada na bebida. Já tem uns dias que não chega bêbado. Que coisa maravilhosa... mas me diga: É só camomila que tem naquele chá?
-Sim...
-Mas eu não sabia da propriedade desta folha! É um verdadeiro milagre!
-Milagre é tú ficar calada quando tem que estar...

Calma, mulherada: nem todas são assim... né?

9 comentários:

  1. tá certo Zé

    Dá o tapinha depois pede desculpa?

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  2. Achei horroroso.

    Espero que não postes mais estas coisas. Estava começando a gostar do blog. Mas quem se importa?

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  3. É verdade. Animais selvagens não podem ser incomodados, senão atacam. O ruim é que a moça só descobre que o príncípe vira fera depois.

    Só um idiota machista pra escrever uma coisa horrorosa como essa.

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  4. Olá, Cibele.

    Aqui vão mais erros do que acertos. Mas numa coisa eu discordo de você: não sou machista, idiota possivelmente.

    A intenção jamais foi fazer apologia a violência doméstica. Nem teria sentido para alguém que se intitula cristão(por mais confuso que seja).

    Fica o registro aí.
    Fica na paz.

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  5. E qual foi a intenção então? Desabafo?

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  6. Oi Cláudia.

    Não sei se já teve aquelas ideias momentâneas que jurou ser legal divulgar, talvez por um momento da vida que está passando, ou por absoluta falta do que pensar.

    Ouvi de um idoso pastor que comemorava seus 50 anos de casamento diante de sua igreja:
    "Faz cinquenta anos que sou casado com ela - apontou a velhinha - e nunca pensei em me separar...em assassinato e suicídio...quantas vezes..."

    Sempre rio com esta declaração devido a sinceridade do autor, diante de um "público" que esperava algo mais "politicamente correto"...

    Biblicamente falando, é reconhecido por Paulo que o excesso de uso desta ferramenta - a fala - faz com que ele recomende que elas não o façam na igreja.

    No mais, nunca me relacionei com nenhuma muda.

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  7. Eu ouvi falar, que a esposa do Billy Gram em uma entrevista deu uma mancada sincera deste tipo.
    Quando perguntada se já teve vontade de se separar do famoso evangelista, ela respondeu que não, mas de sufocá-lo com o travesseiro, várias...

    Eu me divirto!!

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  8. Eu, particularmente, acho que o seu Zé se explica demais. Acho que toda leitora que se expressa aqui se sentindo ofendida, vai logo recebendo uma resposta justificativa. Esse é o problema de blogs com poucos comentários: se tivessem muitos, o Zé ia ficar muito ocupado respondendo a todos e ia ser maravilhoso!
    Sobre o post: o problema não está no teor do texto, mas na cabeça de quem lê. Primeiro, porque a idéia foi a de ser engraçado, comédia, pra rir, etc. Segundo, porque é brincando que se dizem as verdades, não é? Pergunte pra minha esposa, com quem sou casado há 17 anos, que marido eu era no início do casório e o que sou agora. Podem perguntar. Eu era terrível, melhorei bastante, mas sei que posso melhorar ainda mais. Agora perguntem a ela se ELA também não teve que mudar pra que isso fosse possível! Claro que teve, e o quesito principal foi "saber quando abordar certos assuntos, e quando não dizer nada".
    Reclamem o quanto quiser: dá certo! A gente consegue ouvir os próprios pensamentos!

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