23 de julho de 2010

Eu nunca mudarei de opinião a respeito de...


Quantas coisas dizemos e depois voltamos atrás, sem o menor pudor?

"Eu sempre vou te amar..."
"Nunca te decepcionarei..."
"Deus é minha esperança. Confio Nele..."
"Nunca mais farei isso ou aquilo..."
"Dessa água não beberei..."
"Isso eu não perdoo nas pessoas..."

Quem dera a juventude pudesse crêr que isso acontece. Quanta arrogância e teimosia poderia ser evitada, além da agonia com a sensação de perfeito fracasso.

Tenho cá minha teoria sobre nos tornarmos os seres que mais detestamos, admitindo "coisas" em nossa existência que, se viajássemos no tempo e informássemos a nosso "eu" do passado, ele certamente não acreditaria.

A experiência, se bem desfrutada, explica cada situação por nós vivida (na maioria dos casos), mas também creio que a "ira divina" pode estar sobre mim com algum propósito em um caso específico. Não "ira", como raiva de um deus nervoso.

Ira divina causa no ser em que está cobrindo total abandono aos desejos mais instintivos, aqueles nos quais cortejamos com simpatia, mesmo sabendo que ele nos levará a perdição. O pecado, feito com tanto prazer, que declararemos que aquilo não é bem um "pecado", a ponto de tentar readaptar e reeditar o que está proposto a séculos por conta de necessidades pessoais.

Creio que o Criador apasiguará esse "ardume" na alma, no qual escolhemos nos entregar, a partir do momento que, deliberadamente, escolhermos remar contra a maré(ounão...).

Mas isso é a minha opinião. Ao contrário do título, eu posso estar equivocado. Não seria a primeira vez.