18 de setembro de 2010

100.000 - é muita coisa...

As páginas vistas deste blog poderiam encher um grande estádio

por Zé Luís

Estou lendo “100 anos de solidão” de Gabriel Garcia Marquez. Na edição que me foi cedida – não sei se as outras são assim – além de estar transcrito antes do prefácio o discurso feito pelo escritor ao receber o Nobel de literatura em 1982, existe uma breve biografia dele e a forma com que a história, tão premiada, foi concebida.

Quando enfim conseguiu finalizar a obra, teve que empenhar o secador da mulher, pois no processo de criação, ficara individado a ponto de não ter dinheiro nem para enviar a obra pelo correio.

Quando recebeu o cheque do editor pelo livro – que pagava um ano de aluguel – ele ficou assustado. Ele notificou a Gabriel que a primeira tiragem de 10.000 livros já estava em vias de chegar às livraria:
-Dos meus livros lançados até hoje, o que mais vendeu não chegou a 8.000... não vai encalhar?
-Não se preocupe, acho que até dezembro (três meses) já teremos vendido 8.000 exemplares.

Em 15 dias, já havia sido esgotada toda a primeira edição, o mesmo acontecendo com a 2ª , o México pediu 20 mil... Na entrega do Nobel, aproximados vinte anos depois, a história já havia sido lida por 2,5 milhões de pessoas no planeta.

Essa semana, o Cristão Confuso – nome que sempre considerei uma infeliz escolha – completou um ano de atividades.

Criei o blog para parar de escrever em cadernos velhos, ou qualquer pedaço de papel que achava, e perdia, sistematicamente. Cada faxina que se fazia, lá iam minhas anotações para o lixo.

Na época, ainda viajava pelo país regularmente, o que fez minha atividade na igreja como professor de E.B.D. ser abandonada. O que fazer com todas as ideias surgidas para edificação daqueles moços? Gostei de ver a primeira geração deles desistir de sub-empregos e usar a Palavra como Norte da bússola.

Um ano depois, o blog passa da marca de 100.000 visualizações, marca jamais imaginada por mim. Também nem em minhas fantasias mais absurdas sonhei que seria lido por pessoas tão preciosas como as que comentam aqui.

Seria injusto não dizer que consegui parcerias que me impulsionaram a essa marca: o Danilo, do Genizahvirtual apostou alto em mim – só eu sei, e ele mais ainda – dando oportunidade de ter minhas ideias divulgadas lá, sem pedir nada em troca. O Eder, do Recortes e toda sua turma de blogueiros malucos, um assíduo comentarista, assim como a Adriana, uma pastora-psicóloga-escritora-mãe, que nem sabe o quanto alguns de seus comentários me consolou em tempos mais difíceis. O Gildo, na qual tem sua liderança ministerial mais que aprovada (eu bem sei) faz questão de passar por aqui, o Claúdio, Robo Gigante, fundador dos comentários por aqui... Como esquecer da Regina? Assim como muitos aqui, é capaz de fazer um comentário a ponto de deixar o post infantil.

Blogueiros como PCAmaral, Pastor Márcio, Wallysou, Leilahh, Dr. Hélio, Amana, Dianne, Elidia Rosa, , João, Luciano, O Pastor... Certamente cometerei aqui injustiças, deixando de citar gente muito importante(se esqueci de alguém, poste seu comentário reclamando deste ingrato editor).

Os twitteiros que tanto me ensinam, (atualmente tenho a fantástica marca de mais de 500 seguidores, para mim, um marco!) e cometerei a injustiça de não cita-los, para não injustiçar outros. Mas sempre os faço lá mesmo, no universo dos 140 caracteres.

Até os cunhados -pasmem! Um deles, ateu atoa, sempre comenta sobre a preciosidade de meus escritos (para você ver como certas drogas na adolescência podem deixar sequelas. Moço tão inteligente, dado a ler essas porcarias...)

Realmente, em 2011, não sei a quantas estarei com este espaço. Não sei se o Mestre continuará me dando ânimo para compartilhar minhas coisas com gente de todo credo, raça e nação. Posso dizer: se não escrevesse nunca mais, teria alcançado – não só em quantidade, mas muito em qualidade dos que me acompanham – além do que poderia pensar.

Gratidão? Ainda é pouco.

Obrigado amigos, a culpa é de vocês.