12 de setembro de 2010

Fui da Geração Coca-Cola?


Ano retrasado, estive a serviço em Taguatinga, Brasília. Fiquei quase um mês trabalhando e ficava hospedado ali no centro.

É curioso o quanto o que vivemos em nossa mocidade pode voltar a memória diante de uma cena. Gostava muito do Legião Urbana, admirava as letras do Renato Russo, e muito do que aprendi no violão - inicialmente - foi influenciado pela banda.

Andando a noite pelas ruas do centro vi uma portinha, com uma placa em bronze, pichada e mal conservada. A pequena entrada era - segundo a placa daquele bar de Taquatinga - o primeiro lugar onde o grupo teve chance de tocar.

Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, entre tantos nomes, estiveram andando por aquelas calçadas onde eu, com trinta e "muitos" anos, passeava. Fui músico na época, e estes nomes todos fizeram parte da trilha sonora de boa parte de minha adolescência.

O Renato morreu, vítima da Aids, O Capital ainda está tocando, assim como o sobrevivente Herbert Vianna, do Paralamas.

Ouve aí a rebeldia da Geração Coca-Cola, cantada ainda numa época de Ditadura, onde americanos mandavam e desmandavam por aqui.