26 de setembro de 2010

Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás...


O nome da música acima é "Do alto", do Pastor Davi Rodrigues, que tive a oportunidade de ver pregando a quase uma década. Ri muito do seu jeito estabanado de trazer a Palavra( na verdade, na primeira vez que o vi pregar, era o único que chorava entre os presentes que gargalhavam aos borbotões. Percebi que me encarava, sem entender minha dor enquanto contava seus "causos", mas só eu sabia o que ia em minha alma naquele dia, o que Deus tratava naquele instante... outro dia conto...).

Ouvi essa canção há muitos anos, e confesso que a princípio não houve nela nada que me chamasse a atenção. Mas, como as coisas da vida no Caminho sempre são, um dia ela fez mais sentido do que podia imaginar, ou mesmo querer.

O crescimento que a dor traz em suas lágrimas traduz a dor alheia de forma instantânea, vetada antes pela pouca compreensão da existência. A compaixão - que nada mais é que o compartilhar a dor alheia (sim, paixão é um tipo de dor, o Mestre bem sabia disso), trouxe para minha alma o entendimento do que ia na vida do compositor no momento da sua criação.

Espero realmente que você compreenda a dor da letra, mas que já tenha essa dor como uma fase de sua história, já superada.

Caso você tenha se retido na amargura da dor que lhe colheu, fica a frase que é título deste singelo post, de autoria de Che Guevara.

Sim, concordo com ele: devemos ser firmes, enrijecermos diante dos tropeços da existência, mas nunca deixarmos nossa primordial alegria infantil.

Sei que é difícil. Para isso serve o "perdoar".

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