26 de maio de 2011

10 crenças obsoletas do Cristianismo

Muitos cristãos não são os radicais ou tem medo da mudança como a maioria das pessoas pensa, mesmo porque o cristianismo não manteve unanimidade desde seu início a 2000 anos. Como os tempos mudaram, o cristianismo também mudou e, embora as crenças fundamentais sempre foram sólidas, algumas esquisitices colaterais vêm e vão.

Aqui está uma lista de algumas das estranhas crenças primitivas que os cristãos, desde então, abandonaram:

10 Apócrifos


Muitas das crenças mais bizarras dessa lista (e muitas ainda aceitas por algumas denominações) vêm de livros proscritos da Bíblia que foram assimilados por algumas seitas cristãs (como os gnósticos), mas mais tarde foram considerados fraudulentos.

O Livro de Enoque, por exemplo, era uma cronica sobre anjos caídos, dando às pessoas conhecimentos proibidos. Mais tarde foi comprovado que este teria sido escrito por aqueles que afirmavam terem achado-o.

Outro livro, o Evangelho de Tomé, narrou a infância de Jesus. Nele se relata que o Messias traz pássaros de barro para a vida e ressuscita um colega morto, que caiu de um edifício. No entanto, é provado que foi escrito séculos depois da morte de Cristo e não tem documentação comprobatória. Mais recentemente, o Evangelho de Judas fico em evidência, supostamente escrito pelo traidor de Jesus, Judas Iscariotes, mas depois se provou ser uma fraude, como os outros.

9. Restrições ao conhecimento bíblico


A Bíblia não foi sempre tão disponível como agora é. Na verdade, na Idade Média, algumas Bíblias foram acorrentados para evitar o roubo - a famosa foi a Grande Bíblia do Rei Henrique VIII. Isto era principalmente devido ao fato de que uma Bíblia completa era incrivelmente cara (era escrita à mão por monges). A Bíblia é considerada a santa palavra de Deus, e como a maioria das pessoas comuns eram analfabetas, era considerado uma despesa desnecessária eles terem um exemplar. 

Mesmo depois da Bíblia ser impressa, houve grande controvérsia sobre quem deveria ser capaz de lê-la, há centenas de anos. Muitos culpam essa polêmica pela sangrenta guerra de 30 anos travada entre católicos e protestantes. Nos tempos modernos, os cristãos não acreditam apenas no direito de todos a ler e estudar a Bíblia, mas a importância do estudo da Bíblia e do conhecimento. Para o ponto onde os modernos missionários cristãos que arriscam suas vidas para contrabandear Bíblias para os países onde eles são ilegais (incluindo, acredite ou não, a Arábia Saudita).

Recentemente, havia um movimento católico interessado em que as missas voltassem a serem feitas em latim.

8. O Ocultismo


Estou certo que alguém lendo esta lista está - ou foi - familiarizado com o "oculto" ou a prática de magia arcana ou espiritismo. Embora hoje em dia o Cristianismo e o ocultismo sejam antagônicos, quando o movimento começou o ocultismo foi considerado inofensivo, até mesmo saudável. No final do século 19, o divertimento psíquico era considerado inofensivo, e a realização de uma sessão espírita não era considerada má ou errada de forma alguma (embora sempre tenha sido considerado pecado na Igreja Católica. Isso pelo fato de que as artes ocultas e espirituais são explicitamente proibidas pela Bíblia). Mais tarde, em 1900, com a ascensão de ocultistas desagradáveis ​​como Alistair Crowley, o oculto, mais uma vez começou a ser condenado.

7. Outros Deuses

A igreja cristã primitiva viveu seu momento confuso: Embora a crença central em Cristo como o Filho de Deus e seu sacrifício, muitos relutavam com a idéia do Deus de Abraão ser a única divindade. As escrituras a princípio não excluíam explicitamente a existência de outros "deuses", e ainda fazem menção de várias outras divindades (denominados demônios), tais como Baal.

No entanto, embora as escrituras inicialmente reconheçam a crença nesses outros deuses, em nenhum momento valida a existência de outra divindade. Esta convicção foi realmente dissipada antes da Bíblia canônica ser concluída, com o Apóstolo Paulo exortando as igrejas primitivas por reconhecer outros deuses em suas cartas, assim como São Pedro, recusando-lhes permitir que a imagem do Deus cristão ser exibido ao lado da imagem de os deuses romanos.

6. Jesus Branco


Em um passado muito recente, era comum a crença que Cristo era um homem de aparência europeia, com cabelos castanhos e semblante pacífico.

Havia uma série de outras representações, mas nunca eram aceitos como canônicos. Em milhares de pinturas e estátuas de Jesus é descrito como um caucasiano, e a igreja primitiva tomou isso como a imagem de Cristo, sem qualquer prova real de que Jesus seria semelhante. No entanto, a maioria dos cristãos modernos aceitam que Jesus provavelmente parecia diferente do que a nossa projeção dele. Enquanto a maioria das religiões mantém o Jesus branco por causa da tradição (como visto acima - Cristo Rei), é amplamente aceito que ele era realmente um galileu que, para nós, apareceria como um típico cidadão do oriente médio. Atualmente, há também um amplo movimento que defende que Jesus seria etíope.
5. Cynocephaly



Nos primórdios do cristianismo, houve algumas transições entre a mitologia. Uma delas foi a crença na cynocephaly, ou pessoas com cabeças de cães. Pensou-se que muitos dos povos mais distantes, como centro-africanos ou indianos, tinham as cabeças de cães, crendo que essas pessoas voltariam ao normal, uma vez batizados. Diferentes santos naturais dessas terras distantes, como São Cristovão, foi retratada com uma cabeça de cachorro (veja acima). Havia até mitos sobre os descendentes de Caim, que habitavam Canaã, diante dos israelitas, que "latiam e comiam carne humana". Marco Polo foi alertado sobre essa possibilidade, mas não viu qualquer pessoa com cabeça de cachorro na China, apesar de afirmar que muitas pessoas que conversei tinham encontrado "cães bárbaros" da Ásia.

4. Conspirações em Rituais Satânicos


No final dos anos 70 e início dos anos 80, muitos cristãos acreditavam que havia uma vasta conspiração satânica que o propósito foi o de recrutar crianças para suas fileiras. Os cristãos acreditavam que os satanistas tinham mensagens ocultas nos desenhos animados, jogos e música popular que induziriam crianças à igreja satânica, onde seria usado para pornografia, prostituição e até sacrifícios.

Os cristãos afirmam que haviam cânticos satânicos no rock , e desenhos animados como He-man foram feitos para "substituir Deus", "referências ocultas intencionais" eram defendidos por escritores cristãos, afirmando, por exemplo, que o cartoon Rainbow Brite é "graficamente violento e repleto de imagens satânicas" . Essa tendência foi largamente desacreditada e, quando confrontado pelos líderes cristãos, muitos músicos e animadores foram confundidos com as acusações.*
3. Auto Flagelação


No século 13, uma denominação cristã radical conhecida como o "flagelantes", acreditava que a melhor maneira de absolver o pecado era bater com chicotes e outros desagradáveis e dolorosos dispositivos,imitando o martírio de Cristo.

Enquanto o Papa rapidamente condenou essa prática, " a mortificação da carne com moderação era comum a partir do primeiro dia da própria Igreja. Mais tarde, no século 15, os puritanos praticaram brevemente a flagelação, como foi registrado no romance de Hawthorn, "A Letra Escarlate". Esse item da lista ainda não caiu em desuso já que ainda continua em vertentes da Igreja Católica, e entre algumas culturas da América do Sul. Por isso, fiquei receoso em coloca-lo.
2. Venda de indulgências

Na Idade Média, alguns bispos gananciosos decidiram fazer algum dinheiro extra com a venda de indulgências. As indulgências são orações especiais que diminuir parte ou a totalidade da pena devida pelos pecados graves; indulgências não tem efeito se a pessoa não tenha confessado seus pecados. Esta venda de indulgências (que invalidou-se, na verdade) se estendeu por algum tempo antes do Papa da época ficar sabendo disso e proibir. As indulgências não foram mais vendidas desde então, mas o comportamento escandaloso dos Bispos lhes tornou uma prática muito bem conhecida da Idade Média . A Igreja Católica ainda pratica o uso das indulgências, com todos os papas da introdução de novas durante seus reinados.

1. Lilith

A Igreja Primitiva (principalmente as seitas gnósticas) acreditava realmente que Adão teve outra mulher antes de Eva. De acordo com vários livros apócrifos da Bíblia, Lilith foi criada ao mesmo tempo e do mesmo pó, como Adão.

Ela se recusou a ser subserviente a Adão, e decidiu acasalar com um arcanjo chamado Samiel, sendo posteriormente expulsos do Jardim do Éden. Muitos dos primeiros judeus e cristãos conheciam os mitos de Lilith, e criam que a prole eventual dela e Samiel eram ladrões e causadores nas poluções noturnas. Muitos acreditam que seus filhos eram as criaturas semi-humanas dos mitos gregos, como o Centuaro e Minotuaro. Outros acreditam que eles se tornaram vampiros. Mais tarde, seitas e grupos racistas acreditam que todos os não-brancos eram descendentes de Lilith ou "Lillam".


Traduzido daqui

*Vale a pena ressaltar que a matéria foi escrita em um país onde essa crença já é tida como tola. No Brasil, esse assunto ainda é amplamente aceito em alguns círculos e usada inclusive em campanhas políticas.