22 de junho de 2011

Os 10 "Santos" mais duros na queda

por Zé Luís

Quando se fala sobre “santo”, logo nos vem a imagem de pessoas introvertidas, silenciosas, com aquele olhar tuberculoso e perdido no nada das imagens religiosas.

A história está repleta de pessoas canonizadas com histórias surpreendentes e curiosas, . Abaixo, a lista analisa dos dez - chamados - santos mais durões que já andaram sobre a Terra - homens e mulheres que, além de reconhecidos como santos pela ICAR, eram geniosos e não levavam desaforo para casa.

Para a ICAR, um santo, resumidamente, é alguém que viveu uma vida de virtudes. Muitos dos santos da Igreja primitiva o são por aclamação geral. Em outras palavras, eram tão populares que simplesmente passaram a ser tratados como tal. Desde muito cedo no cristianismo, alguém era declarado como tal pelo papa (ou, no caso dos mártires, pelo Bispo local).

Biblicamente, ser "santo" se refere a qualquer pessoa que está nos céus - não apenas aqueles assim chamados pela Igreja. Mas chega de detalhes - aqui estão dez santos que você não quer se encontrar num beco escuro.
 
10. São Francisco de Assis
Canonizado em 16 julho de 1228, pelo Papa Gregório IX

Francisco de Assis é mais lembrado na cultura popular como o padroeiro dos animais - o santo que falava com bichos e acalmava feras. Embora seja verdade que houve muitos relatos de milagres em relação aos animais na vida de Francisco, ele é mais reverenciado na ICAR por causa de sua estrita pobreza, estigmas e os esforços para corrigir problemas na Igreja em tempos de crise.

O que a maioria não sabe (incluindo muitos religiosos) é que Francisco era tão devoto em suas crenças que seguiu para o Egito em 1219 para se tornar um mártir - ele planejava converter um grupo de muçulmanos e, em seguida, ser morto. Aquela era uma esperança que quase se tornou realidade:

Francisco foi recebido pelo Sultão Melek-el-Kamel, a quem queria converter, e sugeriu que seus alunos muçulmanos fossem submetidos a um teste da verdadeira religião pelo fogo. Eles se recusaram, por isso São Francisco ofereceu-se para entrar numa fogueira e, se sua fé fosse capaz de deixá-lo intacto, eles teriam que concordar que o único Deus era quem o protegia, provando ser o Deus cristão, o verdadeiro. O sultão rejeitou sua oferta, mas ficou tão impressionado que permitiu a Francisco que pregasse livremente em suas terras - uma concessão inacreditável, considerando que o país estava no meio da guerra contra os cruzados do Ocidente. Este santo foi definitivamente um homem de aço.

9. São Luís IX
Canonizado 1297, pelo Papa Bonifácio VIII

Luís reinou na França de 1226 até sua morte em 1270, e é o único Rei francês canonizado. Foi coroado rei com 12 anos de idade, após a morte do pai, o Rei Luís VIII. Por causa de sua juventude, sua mãe, Branca de Castela, governou a França como regente durante a menoridade. Ele passou duas cruzadas durante sua vida, uma com trinta e outra com meio século de vida, o que não é tarefa fácil considerando a truculência das campanhas. A primeira começou com a captura de Port Damieta, em 1249, e foi para a Batalha de Fariskur, onde perdeu o seu exército, sendo capturado pelos egípcios e libertado após um resgate de 400 mil libras (quase o dobro das receitas anuais da França), retornando da cidade de Damieta.

Talvez o mais significativo para Rei Luís ser considerado um santo durão foi que ele passou sua vida nas batalhas, usava um cilício (corrente de metal desgastado bem afiada para provocar dor e sangramento às vezes) ao redor das pernas e cintura. Quando os seus sofriam por causa de cicatrizes de batalha, o rei estava sofrendo duas vezes. Seu fim ocorreu em sua segunda cruzada, quando ele morreu – como se esperava de reis honrados - no meio de uma batalha sangrenta.

8. São Jorge
Século 4 dC

São Jorge é, sem dúvida um dos santos mais conhecidos nesta lista. Foi soldado romano do século III e um padre da Guarda de Diocleciano, venerado como mártir cristão. É considerado o santo militar mais importante e um dos mais reverenciados no mundo ocidental. George foi criado como cristão e decidiu em uma idade jovem que queria ser soldado, juntando-se ao exército de Diocleciano e, em pouco tempo, era um dos melhores soldados da região. Algum tempo depois, Diocleciano decidiu que todos os soldados cristãos deveriam renunciar à sua fé, tornando-se pagão. George recusou-se . Diocleciano tentou convencê-lo, não queria perder seu melhor soldado, mas George estava irredutível.

Reconhecendo a inutilidade de seus esforços, Diocleciano ficou sem alternativas que não fosse a execução por sua recusa. Antes da execução, George doou seus bens aos pobres e se preparou. Depois de várias sessões de tortura, incluindo laceração de uma roda de espadas, no qual foi reanimado por três vezes, George foi decapitado na cidade de Nicomédia, em 23 de abril, 303.

Antes de tudo, ele é considerado durão por ter matado um dragão ou assim diz a lenda. Abaixo a história de São Jorge e o Dragão:
"Na versão ocidental, que se desenvolveu como parte da Golden Legend, o dragão ou crocodilo fazia seus ninhos na Primavera na nascente que fornece água para a cidade de" Silene "(talvez a atual Cirene) na Líbia ou a cidade de Lida(dependendo da fonte). Por conseguinte, os cidadãos têm para afastar o dragão de seu ninho por certo tempo, para coletar água. Para isso, eles oferecem diariamente ao dragão, inicialmente ovelhas e, se nenhuma pudes ser encontrada, então uma jovem deve ir, em vez do animal. A vítima era escolhida por sorteio. Um dia, isso acontece com a princesa, e o monarca implora para que sua vida seja poupada, sem sucesso. Ela é oferecida ao dragão, quando surge São Jorge, em meio à suas viagens. Ele enfrenta o dragão, protegendo-se com o sinal da cruz, mata o dragão, e resgata a princesa. Os cidadãos locais, agradecidos, abandonam seu paganismo ancestral e convertem-se ao cristianismo. "

7. Santo Inácio de Loyola
Canonizado 12 de março de 1622 pelo Papa Gregório XV

Inácio de Loyola (Basco: Ignazio Loiolakoa, Espanhol: Ignacio de Loyola) (1491 - 31 de julho de 1556) foi um cavaleiro espanhol de uma família basca nobre, eremita, sacerdote desde 1537 e teólogo . Fundou a Sociedade de Jesus (Jesuítas ) e foi seu primeiro Superior Geral. Inácio foi um cavaleiro extremamente brilhante, lutou em muitas batalhas, sem sofrer qualquer ferimento, até que em 20 de maio de 1521, um balaço feriu uma das pernas e quebrou a outra. Imperturbável, levantou-se e saiu mancando de volta ao castelo. Sua cirurgia foi realizada sem anestesia - um tratamento que os homens de hoje se recusam. Parte de seu osso da perna teve que ser cortado, e a operação foi um desastre. Apesar do fato dele ter ficado com uma perna mais curta que a outra (o que levou os médicos a colocar pesos sobre a perna para esticá-la de volta, para fora), ele sobreviveu e passou a liderar uma das mais famosas ordens religiosas do mundo (inspirado nos textos religiosos lidos enquanto se recuperava de bala de canhão).

6. São Simeão Estilita
Século V

Simeão Estilita viveu por 37 anos em pé, em cima de uma pequena plataforma sobre um pilar de altura. Isso é suficiente para rotulá-lo duro-na-queda. Antes disto, passou 40 dias fechado em uma pequena cabana, sem comida ou água. Quando saiu, foi tido como um milagre. Os peregrinos se reuniram para ver São Simeão e erguiam pilares mais alto para ele ficar . No fim, s ua coluna já tinha 15 metros de altura.

Ele vivia de pão de leite de cabra doados por crianças do local, e se recusava a aproximação de qualquer mulher perto do pilar (incluindo a sua mãe), deixando que subissem em uma escada para conversar com ele e pedir conselhos.

São Simeão, verdadeiramente firmou seu nome nos anais da história dos durões quando desenvolveu uma úlcera na coxa que infeccionou e levou à sua morte - em pé.


5. Joana d'Arc
Canonizado em 16 de maio de 1920, pelo Papa Bento XV

"Avante! Eles são nossos! "
Esse foi o grito de batalha de Santa Joana d'Arc, a jovem virgem, que liderou o exército francês a várias vitórias importantes durante a Guerra dos Cem Anos, abrindo caminho para a coroação de Charles VII.
Em uma batalha, Joana foi atingida no pescoço por uma flecha. Ao contrário da maioria dos homens na guerra, ela não se rendeu, levantou-se, tirou a flecha e continuou a liderar o exército. Em outra batalha, enquanto escalava um muro para atacar os ingleses, foi atingida na cabeça com uma bola de canhão – e como é de se esperar de um santo guerreiro, balançou a cabeça e continuou a subir. Sua liderança (e estilo de batalha, que foi de acatar a 100% ) amedrontava o Exército Inglês, onde quer que ela aprecesse.

Ela foi capturada pelos borgonheses, vendida aos ingleses, julgada por um tribunal eclesiástico e queimada viva na fogueira aos dezenove anos. 25 anos depois, o Papa (o Papa Calisto III) investigou o julgamento, a pedido da mãe de Joana, Isabelle Romée, e o Inquisidor Geral revogou a acusação, declarando Joana mártir. Levou 500 anos para que fosse oficialmente canonizada.

A propósito: ao contrário da crença popular, Santa Joana não vestia roupas masculinas: ela lutou contra todas as suas batalhas em um vestido com uma armadura por cima.

4. São Vladimir de Kiev
Entre os séculos X e XI

Que “santo” tinha centenas de concubinas, várias esposas de todo o mundo, incontáveis filhos, e um exército de pagãos? São Vladimir de Kiev!

Vladimir foi grão príncipe de Kiev, converteu-se ao cristianismo em 988, mas antes de sua conversão foi um sujeito bem depravado. Desde o início do seu reinado em 980, usurpou terras, matando pessoas, teve filhos e, em geral, na forma de estupro. Em algumas ocasiões ele, sendo um bom pagão, tomou parte nos sacrifícios humanos:
"Em 983, depois de outro de seus sucessos militares, o príncipe Vladimir e seu exército julgou ser necessário sacrificar vidas humanas aos deuses. Sortes foram lançadas e caiu sobre um garoto, chamado Ioann, filho de um cristão, Fyodor. Seu pai estava irredutivel contra o seu filho ser sacrificado aos ídolos. Mais do que isso, tentou mostrar aos pagãos a futilidade da sua fé:

"Seus deuses são apenas de madeira simples: ele está aqui agora, mas amanhã podem apodrecer em esquecimento; teus deuses não comem, nem bebem ou falam e são feitos por mão humana, com madeira, e que só há um Deus. Este é adorado pelos gregos e que criou os céus e a terra E seus deuses? Não criaram nada, pois eles foram criados. Nunca vou dar meu filho para o diabo !"

Curiosamente, foi este discurso que fez Vladimir refletir sobre os próximos anos , e se deveria se converter ao cristianismo, que finalmente fez. Ele governou tão gentilmente após sua conversão, que ficou conhecido como Vladimir, o Grande - muito longe de sua vida anterior.

3. São Moisés, o Negro
Século IV dC

Moisés, o negro, foi escravo de um funcionário do governo no Egito, que o demitiu por roubo e assassinato de suspeitos. Ele tornou-se o líder de uma gangue de bandidos que percorriam o vale do Nilo, espalhando terror e violência. Sua estatura era grande e imponente. Em certa ocasião, um homem foi apanhado em um roubo irritou São Moisés imensamente. No dia seguinte, ele nadou através do Nilo (um ato não insignificante) com uma faca em sua boca: sua intenção era matar o sujeito. Quando chegou na casa, o mesmo tinha fugido (este conhecia algumas das façanhas anteriores de Moisés). São Moisés, então, matou quatro das suas ovelhas antes de retornar a faca na boca e nadar de volta. Pouco depois, agentes da lei começaram a caçá-lo e ele fugiu, escondendo-se em um mosteiro. A influência dos monges foi tão grande que ele converteu-se, tornando-se monge.

Mas a história não termina aí. Alguns anos mais tarde, um grupo de ladrões queriam roubar o mosteiro onde São Moisés viva. Ele pegou-os desprevenidos e sozinho, derrotou todos. Ele arrastou os corpos ensanguentados para o monge-chefe, e perguntou o que fazer (sabendo que um monge não mataria). O chefe do mosteiro mandou perdoá-los e enviá-los de volta, surpreendendo os ladrões de tal forma que todos se arrependeram, convertendo-se e tornando-se monges também!

Ele acabou morrendo nas mãos de um grupo de guerreiros que atacaram o convento quando tinha 75 anos - mas não antes de ter conseguido ajudar a fuga de 70 monges. Moisés Negro preferiu ficar para trás, com alguns monges, para lutar contra os guerreiros.

2. São Longino
Século I dC

São Longino foi um soldado do exército romano, de Cesaréia. Passou a vida ganhando seu soldo em batalhas ao longo das terras romanas, e terminou sua vida em Jerusalém , ajudando com várias tarefas que ele era capaz de fazer (ele era quase cego). Uma das tarefas foi a mudança da vida: Longino foi orientado a assistir à crucificação de Jesus. Um bom soldado romano levava seu trabalho a sério e, provou sua capacidade, ganhando sua promoção por fazer um bom trabalho, e foi exatamente esse soldado que perfurou o lado de Jesus enquanto o Messias perecia na cruz. Em outras palavras, Longinus esfaqueou Deus. É preciso ser muito durão para ter a coragem de fazer algo assim.

Sangue e água fluiram para fora da ferida, respingando nos olhos de Longinus, curando sua cegueira, no que declarou: "Na verdade, este era o Filho de Deus!" [Marcos 15:39]. Imediatamente ele deixou o exército, converteu e se tornou um monge. Pouco tempo depois, foi preso por sua fé, seus dentes arrancados e a língua cortada. No entanto, São Longino continuou a falar de forma clara, conseguindo destruir vários ídolos na presença do governador, que, consequentemente, mandou decaptá-lo. Suas relíquias estão na igreja de Santo Agostinho, em Roma, e a lança* que usou para perfurar Jesus está contida em um dos quatro pilares sobre o altar da Basílica de São Pedro em Roma. (*o que nada tem haver com a peça mostrada no filme Constantine)

1. Santa Quitéria 
Século II

Esta é o número um na lista, não apenas por ser uma duro-na-queda, mas pelas circunstâncias absolutamente estranhas de sua vida. Santa Quitéria foi uma das nove irmãs gêmeas, todas nascidas no mesmo parto. A mãe das nove gemêas "era uma senhora de alta posição e ficou revoltada por ter dado à luz a nove filhos, como um animal comum e ainda mais, nove filhas e nenhum filho” (filhos eram muito mais valioso). Em um acesso de raiva, exigiu que a enfermeira afogasse os bebês em um rio. A enfermeira não o fez, levando-as para uma vila remota, onde as meninas cresceram juntas. Curiosamente, elas formaram um grupo de guerreiras.

As moças eram cristãs e sua gangue viajava libertando cristãos das prisões. Passaram alguns anos nessa tarefa (além de destruir ídolos romanos), até que foram capturados e devolvidas aos pais, que as reconheceram. Tentaram obriga-las a casar com maridos pagãos romanos como mandava o costume, mas eles se recusaram e foram presas por isso.

Foi então que mostraram como eram duronas: Abriram guerrilha contra o Império Romano. Eventualmente, eram mortas ou assassinadas. Quitéria foi decapitada, e junto a ela, duas de suas irmãs, Marina e Liberata, também tida como santas.

Fonte Listserve

8 comentários:

  1. Ze,

    Que genial seu post... Sou muito dada aos detalhes históricos dessas coisas de religião.... sempre fui muito estudiosa.... adorei seus pormenores....

    Parabéns!

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  2. PoiZÉ...

    Sou fascinada por História e curto pesquisar a origem das coisas. Admiro muito alguns aí acima pela história de vida, como São Francisco de Assis, Loyola, Joana D'arc e São Jorge.

    A grande questão da religião é chegar às raias do fanatismo e direcionar sua adoração a homens pelos seus feitos, delegando a estes, por presunção ou tolice (que, no final, é a mesma coisa) um poder que somente o Senhor possui.

    Valeu pelas informações.

    Abs,

    Rê.

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  3. O CristãoConfuso escreveu: '' Biblicamente, ser "santo" se refere a qualquer pessoa que está nos céus ''
    .
    ?
    .
    Biblicamente ? Escreva uma passagem bíblica só para comprovar esta sua tese por favor
    .
    No demais gostei demais do artigo
    .
    Infelizmente muitos cri~stãos verdadeiros foram 'sequestrados' e 'apropriados' pela Ig Católica Apost Romana, como sendo católicos, o que na verdade NÃO ERAM
    .

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  4. Deus sempre foi Santo, nunca precisou ser feito por alguém e nunca precisou morrer para se tornar santo.Gostaria de saber porque para a igreja católica a pessoa tem que morrer para se tornar santo, e ainda mais "ser santificado por homens que nem santos são?" Você consegue dar aquilo que não tem?

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  5. Excelente postagem!
    Pena que montes de estrume como o "pastô" Afonso e o cagão anônimo aí de cima vieram aqui cagar regra. Típico desses canalhas e hereges protestantes.

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  6. Como é paxtô?a ICAR sequestrou santos que nem eram católicos? o que a palavra católico significa pra vc?por acaso tua seita protestante existia a 2.000 anos? e vc anônimo pesquise sobre tais questionamentos com um padre,ele irá lhe explicar.E vc Regina Farias quem disse que santo tem poder?aliás quem disse que pastor tem poder?pra curar pessoas?quer dizer que Deus pode dar o poder para o pastor curar?e para o santo que tá no céu não?

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  7. Faltou Clara de Assis: Enfrentou a familia p poder virar freira, deixando d ser levada a força pra casa pq qdo o tio invadiu o convento ela lhe mostrou os cabelos ja cortados e segurou no altar, impassivel.(Enquanto as outras freiras fugiram)
    Seguidora assidua de Francisco de Assis, Clara jejuava toda semana e dormia num colchao de palha sobre um travesseiro de pedra.
    Dizem q expulsou um exercito de sarracenos (muçulmanos) segurando um ostensório, e afirmando que "Jesus era mais forte que todos eles"- O que teria feito todo o exercito fugir, inexplicavelmente.
    Fica a dica, se quiser pode pesquisar a historia mais a fundo.

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