7 de julho de 2011

Os Benefícios da Falha

Quando nos tornamos adultos?

Quando as coisas passam a ser nossa responsabilidade? Quando podemos chegar e dizer: deixa, que agora eu resolvo?

Como bem sabemos, não existe um dia certo nem um marco onde possamos dizer ‘passei, a partir de agora sou um adulto maduro’.

“Existe um prazo de validade para culpar seus pais”

Como essa fronteira não é nítida, nossa tendência é adiantar os bônus e adiar ao máximo o ônus. Sempre queremos ter vantagens e evitar os deveres. Só que, independente do tanto que a gente reclame, uma coisa não vem sem a outra.

Depois que assumimos nossa parcela de responsabilidades, temos que nos preocupar com outra armadilha de satanás, nosso medo de errar. Esse medo é fortíssimo, e passa a servir como uma justificativa mais elaborada para nossa inércia.

Ultrapassado esse desafio, encontramos outro. O atalho de culpar os outros. O mundo, o chefe, a azeitona, ou o alfabetizado em inglês de nossa filha.

Mas e se eu assumir meus erros, quer dizer que serei um fracasso pro resto da vida?

Não, pequeno sachê de insegurança.

Errar amassa nossa auto-estima, deixa a gente tristinho, mas também tem uma parte boa.

Ele tira de nossa frente tudo aquilo que não era importante. Limpa nossa visão e objetivos. Permite que a gente se foque no que precisamos com mais urgência.

“Falhar lhe despe do que não é essencial [...] Algum erro na vida é inevitável. E se você tentar viver sem errar, é a mesma coisa que não viver, o que é uma falha por definição”

O erro não significa a falta de sucesso. Essa é uma associação errada que temos que nos esforçar para destruir. À medida que crescemos, fica mais fácil de reconhecer que não podemos ser avaliados só por pequenos momentos retirados do contexto.

Se errar é bom, quer dizer que eu devo tentar errar ao máximo?

Depois da falha, nós devemos analisá-la pra aprender e evitar novos erros. Para isso, contamos com uma habilidade extraordinária: a imaginação.

Ela pode ser usada para aprender até mesmo com experiências que nunca compartilhamos de pessoas com quem nunca tivemos contato.

Trechos de um discurso feito para formandos em Harvard, por J.K. Rowling: sim, a escritora da série Harry Potter. Abaixo, o vídeo, sem legendas, do tal discurso

O post do @Ovidiofm pode ser lido na integra no Tarrask