27 de julho de 2011

Minha pequena luz


Sou grato a Deus por muitas coisas.

Uma delas é por ter estado numa das apresentações do grupo acima, onde a Vânia, irmã da igreja, cantou por anos (hoje ela - e o marido - faz backing vocals em programas como Raul Gil, e com cantores como Chitãozinho e Xororó). Trouxe os amigos de coral para cantar na pequena igreja onde congregava, onde o pai é o grande pastor Valdo Bispo, e eu - veja você - congregava ali e bebi daquilo que foi uma festa para os tímpanos.

Impossível não se emocionar com a moça que interpretava essa música, que dispensava microfone para tal e inundava nossos ouvidos de som e nossa pele de arrepios.

A simples letra fala apenas o que temos dificuldade em fazer: deixar que a faísca que faz em nós morada, os resquícios do Reino, o Tudo em todos, se manifeste como alabastro pelo ambiente onde nos derramamos.

Sim: também sou grato por ainda haver irmãos em Cristo orando por minha alma - apesar de mim - e isso manter em sobre-vida minha sensibilidade a pequenas coisas de Deus há tantos anos, a ponto de hora ou outra, trazer uma surpreendente lágrima de gratidão. Peço que não se magoem com minha ingratidão com esse amor que só Deus sabe dimensionar: sou grato a Ele também por ele ter me feito tão ogro.

Seria bom se deixássemos de correr atrás da própria cauda como fazem os cães bobos e descansar Nele, deixando essa pequena luz brilhar, sem aquele medo de soltarmos os remo e deixar que o Grande Deus Invisível e Presente nos guie em águas que não conseguiríamos navegar.

Deus sabe quem somos, mas insiste em usarmos como lâmpada. O que nos falta entender que não se entende lâmpadas, se usa como ferramenta em tempos de escuridão, e nesses tempo o que interessa é a luz emitida, e não tanto o estado de conservação do lampião.