14 de setembro de 2011

Um diálogo de Domingo

por Zé Luís

-... Graças às sementes que você plantou quando esteve aqui, em Santa Catarina, um grande numero de pessoas tem se convertido a Cristo– disse Míriam, esposa de Cláudio, quando liguei no Domingo para dar parabéns para ele pelos seus 41 anos.
-Como assim?
-Aquele material que você trouxe, as pregações que nos enviou. Nós repassamos para alguns amigos, que também o fizeram, e a coisa espalhou-se...
-Que bacana! Quem diria? Quanto tempo faz que estive aí? Quatro anos?
-É... pessoas de Camboriú e Itajaí converteram-se com as mensagens. Formamos alguns grupos de estudo e oração. São conversões legítimas. Já pensei em indicar seu blog, mas você sabe, tem coisa ali que não é para qualquer cristão...
-Não entendi. O que tem no site que não pode ser lido? Não tem nada pornô ou de conteúdo imoral...
-Ah...você sabe... - disse ela.
-Sei?
-Você postou Paulo Brabo! E as reportagens sobre alienigenas? Fora as citações à Saramago, Dalai Lama, Walt Disney. Isso só para começar...
-Mas você vê erro nesses escritos postados?
- Claro que não, Zé...mas entenda: alguns, quando pequenos, só podem se alimentar de leite, nada sólido. Quando estiverem plenos, creio que suas postagens possam ser algo sadio.
-Confesso que nunca olhei nada daquilo que é postado como algo que possa ser nocivo a um cristão. Deus não deixa de existir por que li um autor ateu que defende a inexistência de um criador, mas escreveu um texto que julguei ser edificante.
-Concordo Zé... mas entender isso, reter o que é bom do que se é lançado não é um exercício muito utilizado entre os cristãos...
-Mas isso é um ensinamento bíblico! “Examine-se o homem a si mesmo” Paulo recomenda quando fala sobre o preparo para participar da ceia do Senhor... Se o indivíduo não tem capacidade de pesar essas coisas, creio que falta a esse que alguém que é templo do Deus imponha a mão sobre ele e ore para que o Espírito o habite, e essas compreensões tornem-se algo (sobre?) natural em seu próprio raciocínio...

Breve pausa ao telefone.

As ligações para aquele casal sempre geram esses assuntos, que tendem a se expandir como o templo descrito em Ezequiel: ele começa em algo minúsculo, desinteressante, e a cada passo, cada nova verificação, algo se expande, se revela, gera um broto que deve crescer nos próximos dias de forma exponencial.

O Cláudio tomou o telefone com sua saudação, que sempre busca me denegrir de alguma forma, seguida de sua sonora gargalhada: Eu sei que um novo assunto surgirá no que era para ser apenas um “parabéns”. Muito bom ter amigos crentes.

Poderíamos falar sobre o capítulo 11 de Eclesiastes:
"Lança teu pao sobre as águas, porque depois de muitos dias, o achará..."

Vale a pena falar sobre esse amor salvador, mesmo quando você nem imagina que um dia, o pão lançado em tempos idos, será achado, quando menos se espera.

Vale a pena.