28 de novembro de 2011

A diferença entre raças é inferior a 0,1%

por Zé Luís

Para ser mais exato, 0,03% é a diferença máxima no DNA de um ser humano para outro, independente da etnia. Todos os seres humanoos do planeta são 99, 97% geneticamente iguais, e dentro dessa pequena fração alterada é que nascem brancos, amarelos, vermelhos, caucasianos, negros, todos descendentes de uma única família, originária em um ponto entre o Oriente Médio e Africa. 

Não. Não é conversa de crente tentando mostrar que a bíblia está certa onde a Ciência discorda. Quem afirma isso é o Dr. Spencer Wells, através de seu trabalho, “ A grande árvore genealógica da humanidade”, recentemente transmitida na National Geographic. 

O Dr. Spencer Wells, explorador-residente da National Geographic Society, é um grande geneticista populacional e diretor do Projeto Genográfico em que se baseia o programa "The Human Family Tree", do canal National Geographic. Durante a filmagem, o Dr. Wells e sua equipe genográfica visitaram um dos lugares com maior diversidade étnica do planeta - o Queens, em Nova York - para recolher amostras de DNA de cerca de 200 nova-iorquinos e fazer de tudo para rastrear os caminhos migratórios dos seus ancestrais. 

Wells dedicou grande parte da sua carreira a estudar a árvore genealógica da humanidade e a ampliar o conhecimento sobre a migração da raça humana. Seu principal objetivo é que este projeto - baseado em trabalhos anteriores registrados no seu livro e no seu programa de televisão, ambos chamados "The Journey of Man" (A Jornada do Homem: uma odisseia genética), e realizado com a colaboração de cientistas do mundo todo - permita elaborar um extraordinário quadro panorâmico da genética da humanidade antes que a modernidade apague os seus rastros para sempre. 

Em resumo, a luta entre raças, causadora de tantas guerras, onde nos definimos superiores, baseia-se numa alteração genética minuscula, oriunda de uma mesma fonte, confirmação cientifica que nos define a todos como irmãos. 

O assassínio de milhares de milhares por conta da pigmentação da pele, toda uma concepção perversa de superioridade entre raças, a escravidão de tantos povos e nações quando um grupo étnico julgou outro indigno pelas diferenças, diante dessa ótica fica ainda mais absurda. 

Pior constatar que mesmo o mais puro e ariano dos caucasianos tem como descendente primordial uma Eva africana, possivelmente negra, o que faz da pele branca uma anomalia, uma distorção da pigmentação original, e não um sinal de evolução de espécie, como defendem tantos(alguns estudos genéticos deduzem que a cor original destes seres, os “neandertais”, eram ruívos, vermelhos. Curiosamente, o nome “Adão” significa exatamente isso:”vermelho”).

Maiores detalhes podem ser obtidos diretamente no site da National Geographic


2 comentários:

  1. Sim, e a diferença entre os humanos e chimpanzés são de aproximadamente 1,5% no codigo genetico

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  2. Mas o descendente homem rastreado também era africano e não neandertal.
    Muito legal isso, principalmente a parte que o doutor Wells fala sobre o pequeno número de humanos que sobreviveu às catástrofes de uma era do gelo.
    Nós, seres humanos, somos uma família. Uma grande família. =]

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