16 de maio de 2012

Apenas boa música - sinistra... profunda...


Obscura, ouvi Carmina Burana pela primeira vez no cinema, no filme Conan, O Bárbaro, de 1982, quando Arnold Schwarzenegger ainda nem sonhava com política. Logo procurei saber um pouco mais daquele som que deu todo o teor para a cena - para época - forte.

Com o tempo, virou trilha sonora em uma série de filmes e peças teatrais. Abaixo, uma prévia do que seria a história cantada através de latim arcaico,  narrando a trágica vida de uma prostituta que tenta sair de sua miséria, vivendo a roda da fortuna.

Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos em um importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização de 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera. O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Atualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique.

Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.