15 de maio de 2012

Bohemian Rhapsody - Batalha dos corais - Australia



Não tenho vergonha em confessar que quando ouvi Queen pela primeira vez, Fred Mercury era vivo e saudável. Tinha 11 anos quando o Wagnaldo, novo vizinho da Benedita Vial, rua sem saída onde cresci, me apresentou suas coleções de vinil, entre eles :"Queen ". Foi exatamente essa música a quem fui apresentado. Ouvi escondido, já que folhas copiadas em mimeografo e distribuidas no portão da escola juravam que esse som era obra do capeta (composição e letra do mesmo), e ouvi-la poderia me tornar algo digno do inferno.

Pior: apaixonei-me pelo som, seguindo d outras bandas de rock (não citarei o nome do Iron Maiden, por exemplo, responsável por eu ter me interessado pelo contra-baixo) que passei a ouvir e apreciar cada dia mais.

Andava com fitas K7 gravando trechos dessas bandas, de forma clandestina, e contrabandeávamos entre os badboys da escola a mais nova banda de garotos americanos. Se Queen era do diabo, o que dizer do som cortante do Metallica?

O tempo passou, e hoje, os tais endemoniados - pelo menos, os que sobreviveram ao tempo e a vida - são - nem sempre tão - respeitáveis senhores, e a música, outrora de mal gosto, é ouvida e reverenciada em todo o mundo, milhares de corais cantam a "ópera rock" do Queen, Metallica é conceito, Iron Maiden é referência.

O que os meninos de hoje gostam? Eu diria que, com todo respeito, coisas do inferno...rsrsrs. Incentivo a pedofilia através dos funks? Mesmo com todos os recursos tecnológicos, quanto pior, melhor...

Enfim... devo estar ficando velho?