25 de setembro de 2012

Chavões e jargões


Quando perguntaram ao Mestre como deveriam ser feitas orações, Ele fez questão de responder com riqueza de detalhes sobre como se conversa com o Autor da Vida. A oração do Pai Nosso deixa isso bem claro.

Também esclareceu em que circunstâncias isso é aceito: fazer disso marketing pessoal é repudiado pelos céus. Quando alguém se vangloria de ser de oração, ou ter a oração que funciona diante de outros, ele na verdade está inutilizando seu dom.

Jesus instrui que as conversas mais efetivas com o Todo-Poderoso são feitas na intimidade e na reclusão, entre o indivíduo e o Criador.

Mas o detalhe mais ignorado: as vãs repetições, as rezas, as frases mântricas repetitivas, as coisas repetidas para não-sei-quem, com as intenções mais estranhas:

-Cumprir uma cota de falação com meu deus, como se sacrificasse minha parte em conversa sem sentido.
-Insistência em pedir algo que nunca vem, sem se perguntar qual o propósito daquela coisa nunca vir (meu sonho de pilotar um avião ser realizado poderia ser algo irresponsável da parte do realizador de sonhos, já que possivelmente conseguiria apenas um voo de Ícaro).
-Repetir trechos - ditos - sagrados, em hebraico, latim, grego, ou mesmo na língua nativa, fora de contexto, colando em para-choques de caminhão como se aquilo fosse um amuleto...

Sim: o Cristo ensinou direitinho. Se você faz errado?