13 de setembro de 2012

O Espírito Santo em Harry Potter?


Não.

Não faço coro com a turma que demoniza tudo. Para mim é mais fácil manter essa postura: eu não tenho compromisso com quem ministra isso, nem ministro cursos e cruzadas de evangelismo baseados nos segredos pornôs em filmes infantis (não que  não creia que isso seja implantado, mas existe material erótico e pornográfico explícito o suficiente - e a disposição em qualquer casa - para que mensagens subliminares não sejam tão consideradas quanto as explícitas, que o cidadão aceita com mais naturalidade do que a outra, com detecções de símbolos fálicos duvidosos, decifrando isso de forma parcial e tendenciosa).



No filme "O prisioneiro de Azkaban" da série Harry Potter, conhecemos os chamados "dementadores", descritos como os seres mais perversos da existência. São eles os responsáveis de manter os cativos, cativos, em Azkaban,  o próprio inferno, onde nem a magia do mago mais poderoso é capaz de livrar.

O tal dementador não mata, ele faz pior: rouba através de seu beijo pensamentos felizes, lembranças de vitórias, os dias de prazer. E tal qual como diz o nome, a pessoa torna-se algo sem alma, oco, demente. Um soldado no Vale dos Ossos Secos, sem que o espirito de vida.

Trazer a memória aquilo que traz esperança é o que o profeta Jeremias fez quando o caos o cercou, quando finalmente seus conterrâneos estavam mortos ao redor, conforme exaustivamente  - e talvez inutilmente?  - profetizado por ele mesmo.

No trecho do filme -  acima postado - Harry viaja pelo tempo, e intercede por seu semelhante, que é literalmente ele mesmo - com uma invocação mágica feita invocando pensamentos de vitória. Sem os pensamentos, a magia não funcionaria, mas Harry, um órfão sem motivos para ter pensamentos felizes.
Mas ele era especial: nele havia forças inexplicáveis e no momento crucial, seu dom veio a tona...

"O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz..." como disse outro profeta, Isaías.

E diante da luz que provinha de dentro do órfão, a mágica liberada, o "espectro patrono", emanada de um lugar inexplicável em meio ao desespero, as trevas foram gradativamente expulsas, dissolvidas, detonadas, e os grandes vilões desse filme, os monstros que o personagem central tanto temia, foi vencido pelo poder que emanava dele.

Se parássemos para perguntar para o pequeno bruxo - ou mesmo para a autora da série - para explicar de onde vem a força para vencer desafios tão gigantescos, eles mesmos não saberiam responder.

Nós, de alguma forma, temos a certeza que "Algo" pode habitar em nosso ser e emanar uma luz capaz de dissipar qualquer treva que busque nos tragar, a escuridão que busca não apenas nos tirar a vida, mas   roubar de nós a vontade de existir, ocos, sem prazer, sem sorriso.

Qualquer um que ler o capítulo 2 de Atos entenderá que luz é essa, que de bruxulenta, espectral ou maldita ela absolutamente nada tem, e qualquer um que ler o livro anterior a esse, entenderá de que forma foi permitido aos homens que esse Espírito excelente, o verdadeiro é único discipador de trevas, habitar nesses vasos de lodo, chamado de raça humana.