7 de novembro de 2012

O PEIXE NA LATA DE LIXO

por SAMUEL NEVES

Começamos no mês de outubro uma caminhada rumo aos 500 anos da Reforma Protestante que acontecerá em outubro de 2017. Com isso, iniciou-se uma profunda reflexão a respeito dos princípios e motivações que regem nossas igrejas nos dias de hoje.

Como almejar a eternidade se não temos um destino claro em nossas mentes? Não é possível alcançar a eternidade sendo uma igreja (corpo e templo físico) que não faz de sua base a palavra de Deus.
 “Se a Bíblia não for o centro de seus sermões e de sua igreja, dificilmente Cristo também será.“ SNA.
Procuramos crescer em números, mas esquecemos de crescer em semelhança com Cristo, sendo esse é o ponto alvo de nossa salvação: crescer em semelhança com Cristo. Mas como crescer assim, se limitamos a palavra de Deus, colocamos algema nas mãos e mordaça no boca de Deus? Colocamos a Bíblia como objeto de uso resumido e esporádico. Se leva a Bíblia para o culto pra que? Se ela fica mais no banco do que em nossas mãos!

As igrejas Brasileiras, em sua maioria, tem a capacidade de mobilizar as massas, mas não as mentes. Sabem que a palavra de Deus nos traz a verdade, e a verdade liberta! Como fez por meio de Lutero, Calvino, John Knox, entre outros reformadores. Com a reforma eles devolveram a Bíblia para o povo. Mas a Reforma dos dias de hoje deveria trazer as pessoas de volta para a palavra de Deus. Hoje se lê apenas um versículo para se pregar um sermão de 1h. Esse é o único momento que a maioria das pessoas irão ter o encontro com a palavra de Deus durante um culto! O restante da pregação é uma emenda de citações de auto-ajuda e visão pessoal de vontade própria.

A Igreja Cresce porque Deus a faz crescer (Eu edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão). Como Deus edificará a nossa igreja, se a base de nossos sermões e o foco principal de nossas igrejas não estão sendo mas a Bíblia? Como falei: Se a Bíblia não for o centro de nossos sermões e de nossas igrejas, dificilmente Cristo também será.

É como se pegássemos o peixe*, símbolo do Cristianismo, e o jogássemos na lata de lixo.
“Qualquer ensinamento que não enquadre nas escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias.“ (Martinho Lutero).
Samuel Neves escreve e de quando em vez, envia uns textos legais.

*Nota do editor:
No inicio do Cristianismo, não era uma cruz que o simbolizava, e sim o desenho simples de um peixe, e por um motivo óbvio: segurança. As letras que formam o nome em grego, ΙΧΘΥΣ, - no abrasileirado ICHTUS, são um anagrama, com as inicias de uma frase que significa Jesus-Cristo-Deus-Filho- Salvador.

A necessidade do símbolo com código era para demarcar as reuniões secretas para os cultos, ocorridos em cemitérios subterrâneos muitas vezes, já que Roma perseguia e matava os que confessassem ser seguidores de Jesus.