24 de junho de 2013

Occupy Wall Street, passeatas e os novos ativistas-miojo

seria mera semelhança? 

por Zé Luís 

Nota do editor: chamo de ativista-miojo esses novos experts em política feitos em 3 minutos de estudo.

-Que bom, meu irmão, que você compareceu a todas passeatas! - respondeu ele ainda com um naco de carne na boca. João gabava-se de participar de tão importante movimento.
-É! Nós vamos mudar o Brasil! - respondeu o rapaz, orgulhoso.
-O movimento conseguiu reduzir as tarifas realmente... e agora?
-Temos 5 reivindicações, não pararemos aí! Fora Dilma!
-Quem reivindicações são essas, João?
-Ah José... pelo fim da impunidade e da corrupção...
-Tipo liberação de pena de morte? Baixar maior idade penal?
-Isso... acho que é isso...
-E o aborto e o casamento gay?
-Também lutamos por isso, claro. Uma parte...
-Mas dentro do mesmo movimento há quem lute pela proibição dos mesmos fatores, e se sabe que existem cristãos nessa linha que repudiam tais ações militando ao lado dos gays...
-Você vive me criticando! Poxa! O movimento é sério! Não viu o tanto de gente? Os brasileiros acordaram! O gigante acordou!
-Hum... tá... vi a propaganda do Whisky... fala das outras reivindicações...
-Revisão de salários de políticos... quer mais? Saúde, educação... e salários da polícia...
-E é a Dilma que resolve isso?
-Claro!
-Entendi... legal... mudando de assunto, você viu? Vai começar a nova edição do Big Brother Brasil?
-O que foi? Você está achando que é bobagem? Por que não vai na passeata e confere por você mesmo, em vez de ficar com a bunda na cadeira me criticando?
-Calma... não falei nada, maninho... é que são reivindicações que não me parecem legítimas: esperam que um poder, no caso a presidência, resolva algo que não está nas mãos dela... é como pedisse carne na farmácia e se irritasse por não conseguir, por ter só remédio...
-Você não entende nada de política! Cala a boca! Tá do lado deles!
-Não... tô do lado do legítimo e verdadeiro, e isso tá com cheiro de golpe, de jogada pré-eleição... Pela minha pequena experiência, me parece mais um jogo de manipulação. Você, que nunca se interessou por política, agora fica repetindo que nem um papagaio um texto que nem entende direito... desde quando virou um expert no assunto?
-Vai #%$@$#%¨#!!!! Seu petista do Ca&#;$¨%! Você não quer que o Brasil melhore!
-Petista? Eu? Mais essa... Melhor pararmos a conversa... apesar de você ser bem grandinho, nada me impede de te dar umas palmadas, seu moleque.
-Experimenta a sorte, seu Zé povinho do c%$¨%$¨%#¨!!!! Filho de um p%$#!
-Vai trocar as fraldas, garoto. Vá fumar seu cigarrinho de maconha para se acalmar e me deixa em paz...

O garotão bem nutrido, frequentador de academia, largou a cerveja, pegou uma faca que era usada no churrasco da família e rasgou a barriga do irmão, derramando as tripas roxas diante dos filhos. A namorada dele gritou seu nome em diminutivo, mas quando viu, estava feito.

Foi assim que o jovem universitário, numa crise de ira, esfaqueou o irmão mais velho, deixando uma cunhada viúva, e três sobrinhos órfãos. Apodrece numa cadeia qualquer, odiado pela família e pelo país – claro: a imprensa de rapina divulgou o episódio para seus fins escusos, como um exemplo do que pode acontecer quando alguém tenta conversar sobre política. Hoje, quando João pensa no episódio, não entende porque tomou uma atitude tão esdrúxula naquele momento, e segue orando incessantemente para que no Brasil tenha pena de morte, e ele seja o primeiro da fila a ser aplicada.

Mas que movimento seria esse?

Tenho um bom e recente exemplo, que curiosamente, não deu em nada. Só o tempo dirá no que esse movimento vai dar. Qualquer semelhança é mera coincidência (modo irônico ligado):

Occupy Wall Street ('Ocupe Wall Street'), OWS, é um movimento de protesto contra a desigualdade econômica e social, a ganância, a corrupção e a indevida influência das empresas - sobretudo do setor financeiro - no governo dos Estados Unidos. Iniciado em 17 de setembro de 2011, no Zuccotti Park,  distrito financeiro de Manhattan, na cidade de Nova York, e denunciava a impunidade dos responsáveis e beneficiários da crise financeira mundial. Posteriormente surgiram outros movimentos Occupy por todo o mundo.

As manifestações foram a princípio convocadas pela revista canadense Adbusters, inspirando-se nos movimentos árabes pela democracia, especialmente nos protestos na Praça Tahrir, no Cairo, que resultaram na Revolução Egípcia de 2011 . A denúncia de que o megainvestidor George Soros seria um financiador do movimento foi desmentida pela própria agência que divulgara a versão.

No dia 1º de outubro de 2011, o protesto mobilizou de cinco a dez mil pessoas. Ao longo dos últimos meses de 2011, uma onda de protestos semelhantes espalhou-se por diversas outras cidades nos Estados Unidos (Boston, Chicago, Los Angeles , Portland, São Francisco, entre outras), na Europa e em outras partes do mundo.

A estratégia do movimento é manter uma ocupação constante de Wall Street, o setor financeiro da cidade de Nova Iorque. As pessoas se organizam em assembleias gerais, nas quais todas podem falar e participar das decisões coletivas. Os manifestantes indicaram que a ocupação será mantida "pelo tempo que for necessário para atendimento às demandas."O slogan, We are the 99% ("Nós somos os 99%"), refere-se à crescente desigualdade na distribuição de renda nos Estados Unidos entre o 1% mais rico e o resto da população. Para promover mudança OWS aposta na ação direta.

No site occupywallst.org, o OWS é descrito como um movimento de resistência, sem liderança, com pessoas de muitas cores, gêneros e opiniões políticas.

"A única coisa que todos temos em comum é que nós somos os 99% que não vão mais tolerar a ganância e a corrupção de 1%. Estamos usando a tática revolucionária da Primavera Árabe para alcançar nossos fins e encorajar o uso da não violência para maximizar a segurança de todos os participantes. Este movimento #OWS dá poder a pessoas reais para criar uma mudança real, de baixo para cima. Queremos ver uma assembleia em todo quintal, toda esquina, porque nós não precisamos de Wall Street e não precisamos de políticos para construir uma sociedade melhor".

Para o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, OWS tem poucas reivindicações econômicas, mas luta por uma democracia não controlada pelo dinheiro. Isso a torna revolucionária. (Fonte)

Mas e daí? O que está acontecendo?

Vejo as diversas imagens produzidas nessas passeatas e editadas em cada emissora como se a pauta escolhida pelo canal de mídia fosse realmente a real causa do protesto que atira para todo lado.

Levantem-se, por favor, vocês que sabem realmente do que se trata e expliquem para esses moços e moças bonitas, com riqueza de desenhos e letra de forma, que eles estão sendo novamente vitimados pela mais pura manipulação de alguns meios.
Para pensar:Se vocês militam contra a manipulação de uma rede midiática – como a Abril (vide Globo, Veja, Folha, Estadão, Istoé,...), por que utilizam como fonte de informação e protesto aquilo que eles mesmos fornecem?

No próximo capítulo:
Como fazer um vídeo anônimo com máscara do “V de Vingança”.