10 de setembro de 2014

O que pode substituir aquele vazio longínquo no fundo da alma?

 tradução: Zé Luís 

 Estou convencido que a raça humana busca instintivamente duas coisas.

Ansiamos por significado, entender de que forma nossa existência importa ao mundo a nossa volta. E ansiamos por comunhão, por nos sentirmos aceitos, amados.

Embora cristãos e não cristãos possam concordar com o diagnóstico, discordamos com a forma de cura. Diferentemente da mulher samaritana*, nem todos escolhem o simples ato de abandonar o cântaro de água quando Jesus promete saciar sua sede. 

Mencionando um exemplo, a filha de Bertrand Russell, famoso ateu, conta que seu pai "passou a vida na busca por Deus: 

"... Em algum lugar da mente de meu pai, na conexão para seu coração, nas profundezas de sua alma, havia um espaço vazio que uma vez foi preenchido por Deus, e ele nunca encontrou nada que pudesse substituir e preencher esse espaço."

Nas palavras de Bertrand Russel, "Isto é uma escuridão externa, e quando eu morrer, ela estará do lado de dentro."

[do livro "Vanishing Grace: O que tem acontecido com as Boas Novas?", a ser lançado em Outubro de 2014]

*João 4