29 de novembro de 2014

Apóstolos atuais: 10 motivos para não aceitar

Falsos apostolos

- Prazer, meu cartão: Apóstolo Zé, da Igreja Intergaláctica de Jesus, ministério apostólico Itaquera... você pode ler meu nome na placa do meu carro...Exagerado? Cômico? Milhares aceitam o absurdo de forma natural.

Em alguns casos, chegam a agredir verbalmente quem questiona a idoneidade desses novos apóstolos e suas intenções.

Na lista abaixo não são citados nomes nem igrejas com a prática, embora  sejam bem conhecidos no meio evangélico, e dispensem apresentação. Você, que defende a legitimidade desses líderes, procure alguém com conhecimento de bíblia, gente séria, e verifique se a lista está incorreta.
10. Por ser uma excelente campanha publicitária.
falsos apostolos

Muitas das novas igrejas possuem além da esperada honesta pretensão de oferecer uma espiritualidade genuína com o Deus Todo Poderoso, um planejamento gerencial digno de multinacional. É natural que em algo tão lucrativo, nem todos envolvidos no projeto tenham interesse em algo que não seja a criação de uma boa forma de sustento.

Para isso, uma “marca” se faz necessário: o que poderia ser feito para alguém insatisfeito com sua igreja locar querer mudar e ir depositar seu dizimo e oferta em outra?

Contrataria um “simples” pastor com sua pregação genuína capaz de mover os céus? Ele teria que ser sério, mas sendo dessa índole correta, não aceitaria as manipulações necessárias para este tipo de NEGÓCIO.

Então, ofereceremos ao público um excelente produto: muito mais que um super-pastor. Vai além de bispo, ou um arcebispo (que é coisa que a igreja católica já tem). Inventemos um apóstolo, capaz de coisas extraordinárias! Daremos um nome denominacional forte (algo internacional, mundial, universal...) e está pronto!

Se um pastor era suficiente, um apóstolo nos trará multidões, sem que ele tenha necessariamente conhecimento da bíblia. Ele falará a gente sem esse conhecimento. Para que saber disso então?

09. Por não existir quem os nomeie.

falsos apostolosNuma igreja séria – e às vezes nem tão séria – existe o cuidado bíblico de não se elevar pessoas a cargos pastorais de forma apressada: o que está em jogo são almas a quem não colhemos para nós e sim para Aquele que nos chamou.

Atualmente, sabemos que o Espírito Santo vive ainda entre nós, embora muitos justifiquem nisso suas mazelas e vaidades pessoais (além da bíblica meninice) pela ação santa do Espírito de Deus. Isso – de dizer que fez por ordem de Jesus - se multiplica, e a falta do temor parece estar se alastrando cada vez mais.

É fácil ter títulos de pastor, bispo ou messias numa igreja que eu invente segundo minhas ideias e vontades. Eu mesmo me consagro e jogo a responsabilidade para Deus.

Quando se questiona QUALQUER um desses apóstolos sobre quem os consagrou a esse título, não existe uma resposta séria: ele foi levantado por Deus para ser apóstolo, embora saibamos que Jesus tinha muitos discípulos que andavam com Ele, mas menos de quinze foram chamados assim, apesar dos nomes respeitáveis citados no Novo Testamento (Apolo, por exemplo).

Por ser sinal de soberba - ou falta de humildade

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Uma “serva” de uma dessas igrejas certa vez me contou que trabalhava na radio de um desses apóstolos, e ela ligou para casa dele a fim de notificar um problema na empresa. Ao reconhecer a voz do mesmo, já foi disparando:

- Alô? Paz, pastor!

O apóstolo bateu o telefone na cara da funcionária, que seria demitida pouco tempo depois. Ele não atendia por cargos inferiores. Era um comportamento comum do apóstolo. Se quisessem que ele falasse ao telefone, que o chamassem assim.

Em um comentário em um dos sermões do Pastor Gondim, ele brinca que em Apocalipse chamam “pastor” de “anjo da igreja”, e caçoava por alguns que não aceitariam tão baixa hierarquia angelical, e se acham no mínimo “Serafim”.

Essa tentação de ”dar carteirada”, de olhar de cima para baixo e dizer “você sabe com quem está falando?” faz parte do pecado luciferiano chamado “orgulho”, o que deveria ser atípico em um líder espiritual que alega patente, que se julga tão acima dos simples mortais.

Quando alguém requisita para si tal posição de destaque como um super-star do Reino de Deus parece ignorar que nosso verdadeiro Mestre lavava pés, abraçava leprosos e sentava nas escadarias públicas para curar e falar sobre as coisas do Céu.

Esses não tem parte com Ele, certamente.

08. Por procurar mostrar autoridade inquestionável.

falsos apostolosQuando alguém procura um título desses – que não demandam nenhum esforço, nem estudo, nem formação: vou a um cartório, registro a igreja, me autodenomino líder espiritual de alta patente e pronto: sou rei – procuram também estar acima de questionamentos.

Eles sabem o efeito positivo disso: o medo que um mortal tem em desafiar as bobagens que seres especiais dizem sem se policiarem ao serem ridículos. Eles falam o que querem em suas reuniões e ninguém ousaria questionar a autoridade de quem fala tamanhas imbecilidades: ele fala em nome de Jesus e é tão apóstolo quanto Pedro, Thiago ou João.

Certo deputado, que se elegeu por ser admirado como homem de poder nos púlpitos, não esperava que as asneiras ditas e gravadas nos pregações fossem expostas pela internet e acessíveis ao mundo todo. Coisas racistas, extorsão financeira, bobagens pseudocientíficas citando fontes inventadas (“um pesquisador americano muito famoso da universidade de Harvard...”).

Apesar disso, se reelegeu. Da mesma forma, os apóstolos atuais continuam achando seguidores: as pessoas não questionam nada.

07. Por ser desonesto

falsos apostolosPara justificar o emprego desse título – quando alguém tem coragem de questionar a potência espiritual que ele representa – o benevolente detentor jamais age com sinceridade, embora saiba exatamente o porquê de tê-lo escolhido.

Buscará demonstrar ações que o façam crer que é digno de ostentá-lo, e caso você não acredite ou não aceite, não tem importância: você é apenas mais um para ELE, e não existe aqui realmente preocupação com sua vida. Um rebelde do diabo que não aceita a autoridade sacerdotal em sua vida, explica aos outros.

Entenda: se este não se preocupa com a opinião de Deus, por que se importaria com a sua?

06. Por fazer o papel do diabo

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Matar, roubar e destruir. Esse é o papel do inferno.

Quando minhas ações, independente do que meu discurso afirme, causam prejuízo aos que buscam o Reino, então é isso o que me tornei.

Conheço muitos desses e a maioria busca mostrar aos seus seguidores um diferencial que os eleve acima, não só das ovelhas que o sustentam e projetam, mas dos os outros megalomaníacos que também defendem a posição apostólica nos dias atuais.

Com o aumento de apóstolos, já existe quem invente novos títulos (como o uso do recente “paipóstolo” por um desses).

Recebi vasto material recentemente de uma ex-seguidora de um apóstolo que já se autodenomina ELIAS, e alega que o Reino de Deus se dará nas cavernas do centro-oeste do Brasil, através dele, claro, e não da volta de Cristo. Absurdo não é a pessoa defender isso: impressionate é crer que muitas pessoas são crédulas o suficiente para defender isso diante de outras pessoas.

Induzir pessoas ao erro é roubar delas a esperança de conhecer a Verdade, e assim serem libertas. A estratégia é demoníaca e serve para lotar o inferno.

05. Quem os defende: seus seguidores e eles próprios.

falsos apostolosÉ comum que as pessoas defendam valores que acreditam. No caso, usam nas justificativas, frases pré-formatadas ensinadas pelos próprios. As mais comuns:

“Ele/ela é especial! Ele orou e algo aconteceu!”;
“Deus deu um ministério especial para ele! Eu sei disso! Eu senti!”;
“Se você soubesse a história de vida dessa pessoa, não estaria falando isso...”;
“Ele tem um conhecimento que vai além...”;
“É normal que essas pessoas especiais sejam atacadas por pessoas como você. É bíblico que o diabo procure desacreditar os escolhidos do Senhor...”;
“Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto!”;
“Que seja verdade, então! É Deus quem vai tratar! Não toqueis nos ungidos do Senhor!”

Jesus não fazia isso. Ele mandava que seus inimigos o acusassem do erro que encontrassem.

O apóstolo por si só, terá prejuízo se admitir a falcatrua: sendo apenas pastor, ele terá que pregar a Palavra, terá que ser ovelha do aprisco, só um servo de Jesus. E isso, meu amigo, ele só admite em discursos politicamente corretos. Viver isso, realmente, não é cogitado.

Resta a ele, pelo desgaste que isso causa, ensinar aos outros o que dizer, botar um bobo que o defenda sempre, enquanto ganha seus milhões e propaga suas asneiras.

04. Por contribuir com a descrença das pessoas.

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Diz Deus através de seu profeta: “Meu povo perece por falta de conhecimento”. Também creio que Ele não os deixará para sempre no engano.

Essa unção imposta por esses líderes (um ser acima das outras pessoas) é bem diferente da que Jesus propunha: “Raça de víboras” – Cristo chamava-os “carinhosamente” na época – “propõem um peso enorme para os fiéis carregarem, mas nem com um dedo querem encostar neste pacote*”.

Essa teologia de líder supremo não é nova. Outros países já vinham usufruindo o método de arrebanho há algumas décadas. O resultado é o aumento de céticos e ateus, provocando a descrença geral não só naquilo que é falso, mas no autentico.

Se quem os engana é quem supostamente está acima de qualquer suspeita, então a frustração grita aos ouvidos que tudo, sem exceção, não passa de enganação.

03. Pela necessidade de dar aos seus fiéis show e entretenimento:

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Sim: conheço igrejas lotadas de gente querendo ouvir Deus falar, onde só existem pastores pregando o que leem na bíblia. Isso existe e lá Jesus está. Líquido e certo.

Adaptar o culto a um show para manter a frequência não gera gente transformada. Cria pessoas que escolheram algo melhor para fazer do que ficar diante de suas TVs. Eles se emocionavam e discutiam sobre o que assistiam nas novelas. Agora dançam e se divertem com as apresentações das bandas e coreografias com músicas com letras religiosas.

Eles ganham promessas de receberem “X” se fizerem “Y”, e assistem testemunhos genuínos(?) das curas milagrosas feitas por alguns, onde Deus obedece sempre que ele manda e as câmeras estão gravando.

Mas o que ele fará quando não houver mais entretenimento? Continuará ali sentado, apenas na expectativa de ouvir Deus falar?

02. Por que é a Bíblia - que afirmam seguir e ensinar - que os reprova.

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Abaixo – algumas - passagens que funcionam como pré-requisitos para ser um apóstolo autêntico:

• Viu o Senhor. 1 Co 9.1; 2 Co 12.22.:

Com o suicídio de Judas Escariotes, Mathias foi escolhido entre os discípulos. Paulo também teve uma visão de Jesus indo para Damasco. Eu sei: eles podem alegar terem tido a mesma visão, mas isso abre premissa para qualquer outro, sem necessariamente o colocar acima dos outros seres comuns que também o viram.

• Foi escolhido e enviado pelo Senhor Lc 6.13; Jo 6.70; At 9.15; 22.213.

A coisa foi pessoal e direta. Não houve aqui um entendimento pessoal de um pensamento ou coisa obtida como revelação através de sonhos. Isso não serve.

• Testemunhou Sua ressurreição At 1.22; 1 Co 15.8,15

De novo, os defensores desses líderes distorcerão esse testemunho, dizendo que de alguma isso ocorreu de forma subjetiva, embora seja impossível a comprovação, e qualquer justificativa serve-lhes para lhe conferir essa autoridade. O que poderíamos esperar?

• Lançaram e formaram o alicerce da Igreja, da qual Jesus é a Pedra angular 1 Co .10; Ef 2.20

Os livros de Historia contam que cada igreja fundada no passado teria que possuir um apóstolo (e isso gerou sangrentas batalhas entre cleros, que guerreou com o passar dos séculos para que restasse apenas uma. Ou você acha que só existia a ICAR?).

A Igreja Católica Apostólica Romana possui esse nome por um motivo:
“Católico” significa “universal”, pois tentavam manter os valores cristãos unificados, não distorcidos, em um momento da história onde o Cristianismo se dividia em diversos entendimentos pessoais, inclusive crenças gnósticas. Nada diferente do que ocorre hoje.

Segundo a tradição, ser apostólico e ter um fundador apóstolo legítimo. No caso, Pedro foi seu fundador.

“Romana” por ter sido fundada por Pedro nesse local, após ser martirizado por Nero, sendo crucificado em “X”, de cabeça para baixo (embora a bíblia defenda que foi Paulo que lá esteve evangelizando).

Será que algum desses apóstolos atuais se submeteria ao martírio dos verdadeiros apóstolos? Acho que não...

01. Por que seguir estes homens é brincar com sua salvação

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"Nunca subestime o poder de gente
estupida em grandes grupos"
É isso mesmo: através desta pequena lista (que qualquer conhecedor básico poderia criar) podemos constatar que um seguidor de apóstolo compactua conscientemente com erro. E ele sabe, no fundo, que está errado.

O que ele procura na igreja não é Jesus: é alguém que possa resolver seus problemas pessoais da forma mais fácil. Busca alguém que possa representa-lo em questões que você teria que estar em intimidade com Deus. Parece desespero, mas muitas vezes é preguiça.

Ele se emociona com as frases de efeito e as promessas que parecem falar-lhe diretamente a sua vida. Chora ao ouvir as canções (as vezes) bem feitas e com letras carregadas de apelo emocional.

Defende cegamente - as vezes por gratidão – as besteiras que o líder fala, e justifica tudo que ele faz de errado, por crer que existe um propósito maior dado por Deus para ele ter agido daquela forma.

Responda sinceramente, você que aceita isso: você se julga inocente nessa historia?

Por Zé Luís Jr.

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