10 de dezembro de 2014

10 Artefatos Históricos Autênticos inexplicáveis

Codex Gigas - artefatos inexplicaveis

O mundo está cheio de artefatos arqueológicos legítimos, históricos, bizarros e misteriosos. 


Enquanto muitas dessas peças expostas não passam de montagens acompanhadas de teorias improváveis que tentam comprovar sua autenticidade, muitas outras são verdadeiramente misteriosas e tem contexto muito estranho. Uma pena que as bobagens lançadas na Internet acabem por desacreditar outros mistérios reais, vistos pelos museus do mundo. Abaixo, uma lista dessas peças reais, bem mais interessante que uma afirmação de “ser um produto alienígena” ou “provinda de Atlantida”.

lista de reis sumeria - artefatos inexplicaveis

A lista de Reis Sumérios

Lista de Reis é uma relação de reis, que se estendem até a pré-história dos povos sumérios.

Até hoje, foram encontradas 18 versões fragmentadas não idênticos desses artefatos de pedra cuneiforme. O mais “completo” é o prisma Weld-Blundell no Museu Ashmolean, em Oxford.

Os pesquisadores inicialmente acreditavam que eram apenas documentos históricos, mas como as atuais descobertas de novas versões, tornou-se óbvio que muitos dos reis ali registrados não passaram de mitos. Alguns governantes já conhecidos foram omitidos, outros tiveram reinados absurdamente longos (para um ser humano comum), tendo relatos míticos anexados a suas crônicas ou ao tempo de seus reinados, como o registro sumério de uma grande inundação, onde se conta a famosa Epopéia do Rei Gilgamesh, versão do dilúvio bíblico.

A questão é: Por que os sumérios foram tão cuidadosos em documentar a linhagem de reis e, ao mesmo tempo, escorregaram em referências claramente mitológicas? Isto parece enfraquecer o propósito histórico do documento.

Uma possível resposta encontra-se no início da história da Suméria. Cidades como Kish, Ur (local onde a bíblia relata ser a cidade de Jó), e Akshak eram cidades protegidas por muralhas, tendo sua governança e religião independentes em casa local. Devido o aumento de rivalidade entre essas cidades, viu-se a necessidade de se unificar a liderança com um rei, e ter um documento oficial que conte-se as “verdades” de cada cultura local foi um passo político importantíssimo, conseguindo assim uni-los como única civilização.

As listas são usadas por dois grupos opostamente diferentes: alguns tentam provar que o cristianismo descende de crenças pagãs anteriores ao judaísmo, enquanto o grupo opositor usa-o como prova de que o dilúvio bíblico é um fato citado na Bíblia.

Alguns estudiosos, como Zecharia Sitchin, defendem que a longa vida dos reis citados era possível, já que estes não eram totalmente humanos, mas provindos de Nibiru (matéria que será postada em breve por aqui, baseada no livro “Guerra entre deuses e homens”)

9 - Codex Gigas – a bíblia do diabo - Suécia

codex Giga - biblia do diaboO mais conhecido dos antigos manuscritos é o Codex Gigas, também chamado por “A bíblia do diabo” por possuir uma pagina inteira com a ilustração do próprio demônio e as lendas que circulam sobre a peça.

O livro se, que se encontra na Biblioteca Nacional de Estocolmo, Suécia, e é composto da pele de mais de 160 animais, sendo preciso de, pelo menos, duas pessoas para erguê-lo.

Conta-se que ele foi produzido por um único monge, em uma única noite, no século XIII. O autor, condenado a ser emparedado vivo por ter feito pacto com o diabo, teria escrito o livro – auxiliado pelo capeta em uma única noite, véspera de sua sentença, e a gravura teria sido desenhada pelo próprio satanás.

Curiosamente, a caligrafia no livro é notavelmente uniforme e estável ao longo de toda a obra, como se realmente fosse feita dentro de um curto período de tempo. No entanto, seria necessário, pelo menos, de cinco anos sem parar para escrever. A maioria dos estudiosos acredita que levou cerca de 30 anos.

Alem disso, você não iria usar o Diabo para ajudá-lo a sair da parede em vez de escrever um livro? À primeira vista, o conteúdo deste livro bizarro é igualmente estranho: Ele contém uma Bíblia Vulgata completa, intercalada com vários outros livros, incluindo Antiguidades dos Judeus de Flavio Josefo, uma coleção de trabalhos médicos de Hipócrates e Teófilo, As Crônicas de Bohemia de Cosmas de Praga, a Enciclopédia Etimológica de Isidoro de Sevilha, e outros textos, menores. Os últimos trabalhos incluem um texto sobre exorcismo, fórmulas mágicas, e uma ilustração da cidade celeste.

Hoje o trabalho parece bizarro para nós por conter tantos textos díspares, mas é importante entender que um monge limitava-se muitas vezes a escrever como forma de penitência, gastando sua vida fazendo copias manuscritas de obras importantes ou interessantes. Essa multiplicidade de assuntos eram comuns devido a raridade dos materiais disponíveis, tornando-se um imperativo a necessidade de usar tudo que estava disponível. A disciplina e habilidade de um grupo dessa natureza é algo raroe nos dias de hoje.

Os estudiosos modernos acreditam que o Codex Gigas surgiu originalmente do mosteiro beneditino de Podlazice (na moderna República Checa) e que foi tomada como despojo pelo exército sueco na Guerra dos Trinta Anos.

8 – Os Escritos Rongorongo - Ilha de Pascoa


Mais conhecida pelas estatuas Moai, a ilha de Pascoa possui outros artefatos igualmente curiosos, com questões insolúveis tão qual as estatuas. Os primeiros registros do missionário católico Eugene Eyraud são de 1864, e mostram um total de 24 peças entalhadas em madeira, revelando um sistema de escrita hieróglifos batizados como “escritos rongorongo”, o que acreditavam ser um proto-alfabeto. Naquele tempo, não havia quem pudesse decifrar os diversos sinais e formas dispostas, o que poderia dar pistas sobre as origens misteriosas daquela estranha cultura.

Caso fosse comprovado, essa seria uma das quatro únicas formas de escritas surgidas espontaneamente em culturas isoladas, já que se tratava de uma ilha, e decifrá-las revelaria o colapso da civilização da ilha. Outros defendem que a produção é apenas decorativa, influenciada pelo que os nativos viam chegar nos navios espanhóis que invadiram a ilha, trazendo epidemias que destruíram a população sem a imunidade necessária.

Outros estudiosos defendem que apenas os anciões religiosos nativos dominavam o conteúdo dos escritos e por isso, acabou por desaparecer rapidamente.

7 - Gobekli Tepe na Turquia


O pensamento arqueológico convencional defende que a religião organizada, com templos e rituais, era um subproduto da formação de assentamentos sociais e formação de cidades. As pessoas se estabeleciam em sociedades agrícolas, e utilizavam seu tempo livre produzindo artefatos e locais para a prática de suas crenças religiosas, partindo gradativamente para projetos cada vez mais organizados formando-se assim sua religião.

Isso até que os arqueólogos descobrissem as ruínas de Gobekli Tepe, localizada na planície de Urfa, sudeste da Turquia, uma das regiões mais conflitantes da Terra. Trata-se de um templo onde possivelmente tenha acontecido o mais antigo culto organizado pela raça humana. Gobekli Tepe (localizado sob a colina de Potbelly) foi descoberto por Klaus Schimdt, por volta de 1990, e teria sido criado em 9500 a.C., cerca de 5000 anos antes das formações de Stonehenge. Alguns defendem que o templo foi criado antes até da descoberta da cerâmica, quando ainda se vivia em sociedades nômades.

O local segue o modelo feito de Stonehenge, com enormes lajes de calcário, cobertas de elaboras esculturas de animais. Essas formações rochosas não existem na região e ninguém sabe como chegaram lá. O autor da descoberta, Schmidt (morto em 2014) e seu sucessor, Lee Clare, acreditam que as ruínas eram de cunho religioso, e serviram para rituais anteriores a formação de sociedades que supostamente inventariam os conceitos de religião, contrariando a pensamento comum.

Foi observado que o local não mostrava evidências de habitação, e sua manutenção era frequente, enquanto outros locais desapareciam quando enterrados ou transferidos

Claro: há quem conteste essa conclusão. A antropóloga canadense E.B. Banning alega que, antes de ser um ponto de encontro religioso nômade, o local serviu de casa para alguns dos primeiros colonizadores da região. Ela ressalta que a ideia de separar os espaços religiosos de outros mais comuns (como casas) é um conceito ocidental de que o antigo Oriente Médio não compartilhava.

Seu estudo observa que não há nada sobre as distribuições características das estruturas que revele não ser apenas casas, e que ruínas próximas também compartilham características que misturam elementos "sagrados" com fins domésticos. Artefatos domésticos, como pilões portáteis e taças de pedra também pode indicar que pessoas residiam lá. A época não tinha culturalmente o hábito de se estabelecer em locais, mas os habitantes possuíam ferramentas, como foices, e outros itens encontrados em torno do local, indicando a possibilidade de um possível início de cultivo de plantas.

06 Dodecaedros romanos

Foram encontrados, pelas regiões que estavam dentro do domínio do Império Romano, que ia do País de Gales ao Mediterrâneo, cerca de 100 pequenos objetos, de formas estranhas e são, até hoje, completamente inexplicáveis. Chamado de "dodecahedrons" por conta de sua forma, e cada, de pedra ou bronze, são ocos, variando entre 4 e 12 centímetros de diâmetro. Apresentam 12 lados pentagonais planas e buracos de tamanhos variados em cada face, com pequenos botões salientes de cada canto.

Os romanos eram geralmente meticuloso sobre a manutenção de registos escritos sobre tudo o que faziam, mas nesse caso, nunca se encontrou um relato definitivo sobre tais objetos. O mais próximo que temos é Plutarco, que supôs que eram algum tipo de instrumentos zodiacais. Outros imaginam serem instrumentos de guerra. Alguns defendem algo sobre um significado religioso ou astronômico, já que muitos foram encontrados em templos.

Uma hipótese mais aceita é que eram usados para medir o tempo de semeadura ideal para grãos de inverno, e ainda há quem diga que eram castiçais ou brinquedos para crianças. Um homem chegou a defender que eram utilizados na fabricação de luvas de tricô.

O que quer que fossem as peças, eram objetos bem comuns em todo o Império Romano. Até encontrarmos algum registro escrito ou descobrir algo que possa ser contextualizado estabelecendo sua utilização, o quebra-cabeça bizarro continuará a ser um mistério.

5 – o Irlandes Fulachtai Fia


Ao longo dos ribeiros e pântanos da Irlanda foram encontrados cerca de 6.000 espaços misteriosos conhecidos como os fulachtai fia (plural), que remonta à Idade do Bronze (1800 a.C.). Eles são chamados de "montes montes" no Reino Unido, onde também são encontrados.

A Fulacht Fiadh (singular) é um pequena área em forma de ferradura, murada com pedras, formando um espaço grande o suficiente para guardar um carro, e tendo em seu centro uma espécie de buraco que serve como captação de água, se enchendo sempre em determinados momentos, a partir de qualquer afluente ou nascentes encontradas logo abaixo.

Os fulachtai fia são encontrados geralmente isoladas, mas existem casos de grupos de dois a seis dessas formações, sempre perto de uma fonte de água.

A evidência de ter em torno pedras quebradas por calor indica que pode ter havido algum tipo de lareiras anexadas a essas construções. Outro detalhe comum é que são sempre encontradas longe de assentamentos, o que significa que seria necessário algum esforço para chegar ao local. Isso é tudo o que sabemos sobre eles, com certeza.

Especula-se que eles foram usados como cozinha por expedições de caça ou, talvez, para a produção têxtil. Outros imaginam que eram cervejarias ou que foram usados como saunas ou prostíbulo, mas até o momento, não existem respostas conclusivas. É possível que fulachtai fia tivesse múltiplos usos.

4 Os labirintos russos da Ilha Bolshoi Zayatsky

labirintos russos - artefatos inexplicaveis

A ilha de Bolshoi Zayatsky faz parte do arquipélago Solovetsky no norte da Rússia, e é onde reside outro mistério. Moradores pré-históricos datados de 3000, A.C. usaram a ilha para construir pequenas vilas e locais sagrados, incluindo um sistema de irrigação. Eles também cobriram a ilha – e algumas ilhas próximas - com pilhas de pedras contendo ossos, pinturas rupestres e lugares de culto. O mais interessante são as construções de labirintos com misteriosas pedras, embora nada se saiba sobre esses construtores. O maior labirinto encontrado possui 24 metros de diâmetro, e como a maioria deles, tem forma espiral (alguns possuem espiral dupla, como as serpentes com cabeças viradas para outra). As pedras são cobertas por vegetação, somando 13, de um total de 35, só nesta ilha. A intenção de uso dessas construções permanece sem resposta definitiva, embora arqueólogos defendam que representavam a fronteira entre o nosso mundo e o submundo, e foram usado em rituais para ajudar a passagem dos que morriam para a próxima existência. Os labirintos de Bolshoi são um achado raro, e são um dos mais bem conservados do mundo.

03 - Garrafas de bruxo (Europa e Estados Unidos)

garrafas de bruxo
Em 2014, arqueólogos cavavam em local do Centro da Guerra Civil, em Nottinghamshire, quando fizeram uma descoberta bizarra: uma garrafa de vidro verde de 15 centímetros foi encontrada, usada provavelmente contra “bruxos”.

Essas garrafas eram feitas com feições de bruxos entalhados, comuns tanto na Europa como na América, por volta de 1600 e 1700. Normalmente eram feitas de argila fina ou vidro, embora pudesse servir de de potes de nanquim ou castiçais, cada convertidos conforme seus propósitos. Por volta de 200 desses objetos já foram encontrados, e eles sempre contem combinações de unhas, alfinetes, agulhas, pregos, cabelo e até mesmo urina.

Acreditavam que o dono da garrafa ficaria protegido de magias malignas e malignas, mandado por bruxas. A primeira menção da existência dessas peças foi mencionada no Saducismus Triumphatus: prova completa e clara a respeito de bruxas e aparições por Joseph Glanvill em 1681, sendo enterradas ou ocultadas nas casas em grande segredo: o sigilo era uma parte do ritual que envolvia garrafas de bruxo
s - e artefatos semelhantes.

Há uma notável falta de documentação sobre esses artefatos, apesar de a sua utilização popular até a metade do século 20. Outros objetos são usados para proteger as pessoas de bruxaria e incluem crânios, ferraduras, sapatos escondidos, vassouras e gatos mumificados, para citar apenas alguns.

02 – As estátuas-lagartos do Iraque

Entre os artefatos mais famosos nesta lista são as estátuas Ubaid do Iraque, principalmente encontrados em Al'Ubaid mas também em Ur e Eridu. Eles vêm de um povo anteriores aos sumérios Ubaidians. Estas estatuetas do tamanho de uma mão geralmente retratam lagartos-humanos ou de serpente-humanas em várias poses informais, como segurar e amamentar um bebê. Outros são retratados como vestissem armaduras e segurando lanças ou cetros.

As cabeças alongadas e olhos amendoados emprestam às estatuetas sua aparência reptiliana, levando muitos a acreditar que eles retratam deuses relacionados a serpentes. Teorias estranhas evocam origens extraterrestres ou uma raça reptiliana desconhecida, que pode ou não ainda existir, como já mencionada acima. De qualquer forma, a maioria dos arqueólogos acreditam que as formas serviam a um propósito mais mundano, e outros até mesmo questionam se existe algo reptiliano nas formas .

A sociedade Ubaid era conhecida pela prática de modificação craniana e que a manipulação dessas formas desde a tenra idade deformava gradativamente sua forma, o que explicaria as cabeças. Os olhos amendoados poderiam ser apenas uma rendição estilística, bastante comum nos traços asiáticos, e os exemplos menos pronunciados foram anteriormente encontrados em torno da falta de informação contextual em torno dos locais de região. O local onde as peças foram desenterradas está em constante conflito, o que torna difícil conseguir maiores dados e estabelecer a sua finalidade.

Muitas das figuras foram encontradas com cidadãos comuns da região, parecendo cumprir um propósito durante a vida do proprietário: nem todos tinham uma estatueta e, as maiorias dos arqueólogos tendem a acreditar que elas davam alguma forma de status ao portador. Pistas adicionais incluem a semelhança das características do portador e da idade do grupo geral de proprietários (principalmente adultos jovens) com a das figuras. Os proprietários podem ter sido professores, xamãs, ou sacerdotes de alguns poucos em algum ritual secreto.

01 – O rato rei


Diversos museus do mundo possuem alguma peça “que já foi viva”, mas nada como a pseudo-legendária bestialidade comum na Idade Média chamadas de “Rato rei”, formada de várias ratazanas amontoadas pelo rabo (por nós ou colados um ao outro), resultando em uma pequena horda de ratos presos a um nó central, correndo simultaneamente para fora, dando a falsa impressão de se tratar de uma espécie de demônio assustador. Contam que entre os ratos sempre havia o “alfa”, o líder, que era suspenso entre os outros e atuava como direcionador do pequeno bando, o que causava muito mais que medo, considerando as doenças provenientes desses roedores.

O maior desses “artefatos” contém 32 ratos e pode ser visto no Museu Mauritianum em Altenburg, Alemanha. Algumas dessas peças foram mumificadas, enquanto outros são preservados em frascos. Ratos reis foram encontrados na Alemanha, França, Polônia, Holanda, Bélgica, e inclusive fora da Europa, na Indonésia. Em todos os casos, exceto Indonésia, os ratos eram de pelagem negra da raça Rattus rattus. No caso da Indonésia, eles eram pequenos ratos de campo.

Recentemente, em 2005, um fazendeiro chamado Rein KÕIV encontrou um rei rato composto por 16 animais (nove dos quais já estavam mortos) por baixo das tábuas do chão de sua fazenda na Estónia: suas caudas foram coladas umas as outras por areia congelada. Rato reis nem sempre são compostos de ratos; esquilos também foram relatados. Em junho de 2013, uma clínica de animais no Canadá recebeu um choque quando um trabalhador da cidade trouxe seis esquilos fundidos com rabos uns dos outros pela seiva da árvore.

Eles conseguiram salvar os esquilos, onde suas caudas foram parcialmente raspada.

Traduzido por Zé Luís do Listserve

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