25 de dezembro de 2014

12 curiosidades sobre o natal

Eu sei:
“Tempo de consumismo numa data criada para se vender mais e ganhar mais dinheiro“,
Ou:
“Tempo de hipocrisia: Jesus deve ser comemorado todos os dias. Além do mais, não existe essas datas festivas na Bíblia. Isso tudo não passa de paganismo”.
Deixa de ser chato!

Se há uma oportunidade de comemorar Cristo fora dos nichos é essa. Se você preferir mudar o aspecto religioso, pense se existe um dia melhor para vermos familiares há muito não encontrados (que não seja velório ou casamento). São nessas festas de fim de ano que, durante um curto período de tempo a maioria de nós se empanturrará e verá aqueles parentes, e se lembrará bem o porquê de não os vê o resto do ano.

Somos seres dados a extremos e, algumas vezes, saber equilibrar isto é uma arte que precisa ser apreendida e praticada.


Na lista abaixo, dez itens curiosos que passam a nos rodear nesse período. Espero que não faça deles argumento para ser mais chato do que já é. São só curiosidades que não mandarão ninguém para o inferno. Você conhece todos?

12. O Presépio original só tinha um bebê e dois animais vivos.

A tradição católica diz que o presépio surgiu no século XIII, quando Francisco de Assis quis celebrar um Natal o mais realista possível e, com a permissão do papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, um boi e um jumento vivos perto dela. Com o sucesso, foi celebrada em 1223 a missa de Natal, e rapidamente essa representação do presépio se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e aos poucos se popularizando entre as classes mais pobres.

Também é atribuída a Francisco de Assis a criação da missa do galo, chamada assim pelo horário em que ela é encerrada, quando o galo já canta. Pela tradição conta-se que o galo cantou quando Jesus nasceu. 

11. No nascimento de Jesus, os 3 reis magos não eram 3, não eram reis, nem magos: eram astrólogos (claro: não estavam presentes no presépio).

magos do oriente astrologosA Bíblia, origem dessas informações, não conta quantos eram. Relata que traziam três presentes: ouro, incenso e mirra. Os tais sábios do Oriente – vindos possivelmente de Babel, atualmente o Iraque – seguiam sinal nos céus até chegar a criança divina. Algumas bíblias têm em sua tradução que esses homens eram “astrólogos”, o que começou a ser suprimido por alguns tradutores, por considerar a prática inaceitável para algumas doutrinas cristãs.

Houve certa demora na chegada dos sábios: o encontro aconteceu quando Jesus já tinha, no mínimo, dois anos. Curiosamente, os “orientais” foram primeiro a Herodes, crendo que um “rei” dessa magnitude seria reconhecido por governantes, mas o tal governante viu na noticia trazida pelos astrólogos ameaça a sua posição, e mandou matar todos os primogênitos da cidade, na qual Jesus escapou, fugindo para o Egito. Herodes tentou fazer com que os planos de Deus não se realizassem.

10. Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, nem no ano Zero.

Bilhões de pessoas em todo mundo celebram o aniversário de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro quando na verdade ele não nasceu nesse dia.
"A teoria mais forte atualmente é que a data tenha sido escolhida para ser contraponto da principal festa religiosa dos romanos, do Sol Invencível, que se dava na noite do dia 24".
É o que firma Valeriano Santos Costa, diretor da faculdade de Teologia da PUC-SP. Na data, os romanos celebravam o solstício de inverno, quando acontecia a noite mais longa do ano.

E não para por aí. O ano de nascimento de Jesus, que marca o início da contagem do nosso calendário "depois de Cristo" - provavelmente está errado. "Os evangelhos não fornecem datas precisas, apenas indícios. Muitas variáveis devem ser consideradas: diferença de calendários adotados por judeus e romanos à época", afirma o historiador Júlio Cesar Chaves, mestre em Ciências da Religião e pesquisador do cristianismo primitivo. Declara:
"Tanto Lucas quanto Mateus relatam que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, o que provavelmente situaria o nascimento entre os anos 6 e 4 a.C. (antes de Cristo)".
Sendo assim, possivelmente Jesus tenha sido crucificado quase aos 40, e não nos emblemáticos 33 anos. 

09. Arvore de Natal tem origem pagã...ou não?

Costume propagado pelos ingleses, a origem do uso de árvores de natal é variada:

Há quem diga que foi o próprio Martinho Lutero que começou com isso em meados de 1500, quando o Brasil estava sendo descoberto oficialmente.

Algumas ligam que a tradição de relacionar árvores a divindades vem da mitologia grega: As plantas, para os gregos, intermediavam o céu e a terra e simbolizavam a evolução e a elevação do homem. O carvalho homenageava Zeus; a oliveira, Atena; e a videira, o deus Baco. Para os chineses, o pinheiro significa longa vida.

Outros ainda defendem que o pinheiro seria símbolo do bíblico Ninrode. Em Genesis, o “grande caçador segundo o Senhor” teria sido morto por contrariar a ordem de Deus em edificar Babel, entre outras cidades. Segundo textos apócrifos, a mãe – e ao mesmo tempo esposa - de Ninrode defende que dos restos mortais do filho-marido teriam gerado uma árvore, e esta seria a mesma espécie da qual ainda hoje usamos para celebrar, como símbolo do nascimento de Cristo, o que seria uma contradição, já que o personagem é símbolo de rebeldia contra Deus.

08. Papai Noel usava roupa de padre. E a Coca-Cola? Mudou para vermelho seu uniforme?

papai noel antes da Coca Cola
Imagem de 1923: bem antes da Coca-Cola
Papai Noel ou Pai Natal? Depende em que português você está falando. Em Portugal, a segunda opção é usada quando se quer falar do arcebispo turco Nicolau, que viveu no Século IV e dito santo pela Igreja Católica. Nicolau costumava ajudar em seu aniversário (06 de dezembro), anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras. Colocava o saco com moedas de ouro a ser ofertado na chaminé das casas. Foi declarado santo depois que muitos milagres lhe foram atribuídos. Sua transformação em símbolo natalino aconteceu na Alemanha e daí correu o mundo inteiro, associando a data de Natal a seu aniversário que eram no mesmo mês.

Santa Klaus? É chamado assim nos Estados Unidos devido a semelhança fonética com o nome São Nicolau.

Diz a lenda que Pai Natal usava camisa e gorro verde, mas numa campanha publicitária da Coca-Cola no Natal de 1931, a empresa usou as cores da embalagem do produto para fazer seu uniforme hoje tão conhecido, deixando-o vermelho e rechonchudo (nada mais justo: quem a Coca-Cola não engorda?). O problema é que em 1823 já se tinham gravuras com a tradicional cor vermelha do velhinho. Ou seja, a história do golpe publicitário possivelmente é um golpe publicitário...

07. Polo Norte ou Finlândia?

Quer arrumar uma briga com um finlandês? Afirme que a casa de Papai Noel fica no Polo Norte. Não que eles acreditem em alguma coisa dessas, mas um dos pontos turísticos mais visitados no país é a residência de Santa Klaus.

Conforme a lenda, Papai Noel mora no Extremo Norte, numa terra de neve eterna. Na versão americana, ele mora em sua casa no Polo Norte, enquanto na versão britânica frequentemente se diz que ele reside nas montanhas de Korvatunturi na Lapônia, Finlândia.

Papai Noel vive com sua esposa Mamãe Noel( o que torna questionável essa eternidade em paz e harmonia causada pela santidade), incontáveis elfos mágicos e oito ou nove renas voadoras. Não. Eles nunca estão em casa durante as visitas. Isso pode reforçar a ideia de que eles passam mais tempo no Polo Norte do que na Lapônia...

06. Ceia de Natal

A ceia de Natal começou por causa de uma tradição europeia.

Na noite da celebração, as portas das casas eram deixadas abertas para que desabrigados e viajantes pudessem entrar e jantar junto aos moradores, já que os pais de Jesus não tiveram a mesma acolhida no dia que chegou em Belém, tendo que pousar em um estábulo.

05. Nem todos estão vivenciando o mesmo ano que os cristãos.

Para os muçulmanos, Cristo é uma espécie de profeta, mas os fieis não possuem uma data especial para comemorar seu nascimento. As duas principais festas da religião são a Eid el-Fitr, celebração do desjejum realizada após o Ramadã, e o Eid el-Adha, que marca o encerramento da peregrinação a Meca.

Os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Filho de Deus e, portanto, não comemoram seu nascimento. No período do Natal, eles realizam o Chanuká, ou a Festa das Luzes, que relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após 3 anos de guerras.

04. Testemunhas de Jeová, mesmo usando a bíblia, ignoram a data de celebração.

Por entender que festas de aniversário são um costume pagão, as Testemunhas de Jeová não comemoram nada no dia 25 de dezembro.

Embora tenham uma tradução própria da bíblia, com ajustes que justificam sua compreensão, os membros da Torre da Vigia dizem que prestam homenagens a Cristo, mas não aceitam sua natureza divina, reduzindo-o a mera criatura.

É bom ressaltar que são direcionados a não celebrar nem seus aniversários, achando respaldo na interpretação bíblica para isso.

03. Afinal, quais os costumes que são realmente obrigatórios no Cristianismo?

Não poucas são as igrejas, além da Católica, com suas tradições acumuladas pelos séculos, que possuem suas próprias “doutrinas” e “costumes”. Uma infinidade de denominações e grupos – seitas - que implantam suas regras e normas que acabam se tornando sagradas e, portanto, obrigatórias.

As missas, os horários, tradições incorporadas de culturas e lendas locais, anteriores ao Cristianismo. Mas, biblicamente, o que realmente tem obrigação ritualística?

Batismo e Ceia. Só.

Recomenda-se que o batismo seja feito quando a pessoa seja capaz de optar por isso, como sinal público de reconhecimento de seus pecados.

A outra é a ceia: o ajuntamento periódico entre os que creem em Cristo para celebrar seu sacrifício em prol de nossas vidas. As igrejas evangélicas chamam isso de Ceia do Senhor, a Eucaristia católica.

No mais, todos os outros feriados relacionados a religião não tem obrigação bíblica.

Claro : não estamos aqui incluindo os dias, meses e anos judaicos do Antigo Testamento. Além do sabath, o sábado sagradol judeus (e de algumas outras religiões como os Adventistas do Sétimo Dia) existem casos onde um ano de feriado tem que ser observado.

02. O costume dos presentes natalinos

Começou no século XIX nos Estados Unidos e por causa dos bêbados baderneiros.

Os evangélicos puritanos e calvinistas americanos, na intenção de abolir o feriado com data pagã, incluiu uma série de outros datas, o que causava baderna entre os desocupados que bebiam demais e exigiam dos moradores prendas para que eles os deixassem em paz. Não demorou para que implantasse a ideia que Santa Klaus só presentearia crianças com bom comportamento, e as de mau comportamento, palmatória.

01. Para celebrar o Natal, a guerra parou e os inimigos se juntaram para celebrar no campo de batalha.

A trégua aconteceu durante a 1° Guerra Mundial em 1915.

Durante a semana que antecedeu o Natal, soldados alemães e britânicos trocaram saudações festivas e canções entre suas trincheiras; na ocasião, a tensão foi reduzida a ponto dos indivíduos entregarem presentes a seus inimigos. Na véspera de Natal e no Dia de Natal, muitos soldados de ambos os lados - bem como, unidades francesas ainda que em menor número - se aventuraram na "terra de ninguém", onde se encontraram, trocaram alimentos e presentes, e entoaram cantos natalinos ao longo de diversos encontros. As tropas de ambos os lados também foram amigáveis o suficiente para jogarem partidas de futebol.

É sobre esse evento que Paul McCartney canta em Pipes of Peace.



Fontes: CuriosidadesUOL, Historia Digital.

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