13 de março de 2015

Eu, um crente, em meio a homossexuais

Tinha quase quarenta quando fui promovido na empresa onde trabalhei por quase dez anos.

Crentes e gays no trabalho

Trabalhava prestando serviços de informática nas lojas de uma grande rede de varejo, quando recebi um telefonema no meio de uma viagem: retorne, pois o gerente geral quer falar com você. Era uma proposta para trabalhar com os coordenadores da área que eu exercia. Acabariam-se as longas viagens e eu, finalmente, auxiliaria na organização do trabalho dos meus colegas de rua, internamente, com mesa, computador e ramal.

Era conhecido por eles como crente, embora isso nunca tenha feito me sentir diferenciado ou mais santo. Muitas vezes me sentia um impostor, pois ser chamado cristão é parecer com cristo, o que não é coisa para muitos. 

Na época que era técnico de rua, haviam viagens e eu não tinha por hábito sair com os colegas de serviço depois do expediente, ou mesmo beber socialmente. Não que isso fosse pecado (mesmo o álcool),mas antes da conversão eu não tinha controle com a bebida, e ganhar esse controle era algo extremamente gratificante, Para eles, que diziam ter controle, não havia sentido em minha abstinência, mas conseguir ficar sem algo no qual eu era obcecado era um milagre e coisas sacras devem ser respeitadas. 

Esses pequenos detalhes, creio eu, me deram a fama, e essa fama em ser evangélico me trouxe alguns problemas nessa nova fase.

Alguns dos colegas do departamento eram homossexuais: assumidos sabidamente eram três, e eles me evitavam. Não: não pense você que haviam alguma energia em mim que causava repulsa naqueles senhores. eles não me olhavam na cara, e sem que eu abrisse a boca, me ignoravam sistematicamente.

Tempos depois aconteceu algo.

Foi quando um dos meus encarregados, que sabia exatamente do que se tratava, teve uma ideia: precisamos de um supervisor de cada setor na filial que será inaugurada. O trabalho durará três dias até que a loja esteja pronta. Quem vocês sugerem que eu envie? perguntou ele à equipe, e como sempre tem um gaiato no grupo, não demorou a sugerir meu nome e a do Gerson (nome fictício), um dos gays mais idosos do setor. Quando cheguei ao setor, já estava tudo decidido: nos próximos dias, eu e Gerson estaríamos visitando a loja que seria inaugurada em Guarulhos, São Paulo.

No dia seguinte, Gerson estava mudo no utilitário que eu dirigia de São Caetano para a loja. Fui eu que puxei papo, perguntando seu tempo de empresa (ele era um senhor), e estranhou muito quando fiz isso. Falava ressabiado, como esperasse de mim alguma agressão. Eu não entendia essa reação.

Minutos depois ele contava a historia da empresa, na qual passara mais de quarenta anos prestando serviços. Como era no começo, ele conhecia todo o processo de transição, fofocas de antigos funcionários (daquelas que acontecem nos jantares e festas de confraternização). Quando se deu por conta, tinha esquecido a guarda abaixada. A conversa fluiu, aprendi muitas coisas, mas em nenhum momento a sexualidade precisou ser citada, nem tão pouco a religião.

Descemos na loja em fase de acabamento e seguimos para vistoria dos setores que nos cabiam. Gerson já era de certa idade e tinha seu próprio ritmo. Mesmo assim, exerceu as tarefas de forma eficaz um pouco além do horário previsto. Entramos no carro e nos encaminhamos de volta a base.

- Onde você mora, Gerson? - perguntei para puxar assunto.
- Passaremos em frente quando estivermos voltando...- respondeu ele.
- Eu te deixo lá então e sigo sozinho...explico que ficou tarde e era melhor para você.
Ele então ficou me encarando enquanto guiava a Saveiro. 
- Você é crente mesmo? Sabia que eu sou gay? - disse ele tentando me alertar de algo que eu soube desde o dia que fui empregado na empresa, haviam cinco anos.
- Gerson...eu ia estranhar se você dissesse que era hétero. Seus trejeitos te denunciam...Você é uma "fofa" - brinquei.
- Mas por que está sendo gentil comigo?

Eis o segredo que eu não sabia: meus colegas gays de trabalho esperavam algum tipo de reação contra eles. Eles viam o intenso trabalho de alguns - autointitulados - líderes evangélicos na mídia e esperavam que eu tivesse uma reação semelhante. Que eu fosse repreender o diabo, a pomba-gira, discursar que odeio o pecado mas amo o pecador (seja lá o que isso signifique nos contextos). Esperavam aspereza verbal seguidos de um sorriso sínico de compaixão falsa dizendo "vou orar para que Deus mude sua vida".

A TV, sempre ela, ensinou que nossos políticos crentes estão preocupados apenas com a forma que as pessoas mantém suas relações íntimas. Via em programas religiosos e políticos a militância feroz contra qualquer um que fosse homossexual.

O Espírito que sopra na minha vida não falou nada PARA MIM a respeito do que fazer com esses homens. Pela cartilha popular de crente, deveria falar das coisas que a igreja ensinava para que eles fossem convencidos a fazer parte da minha denominação. Tentar gerar mais um membro da minha religião. Mas na cartilha que eu li, a mais antiga, o Espírito sopra onde quer e Ele faz, e não eu.

Passado a tarefa externa designada, os homossexuais passaram a me tratar normalmente, e as vezes ficavam bons minutos na minha mesa conversando sobre coisas cotidianas, serviço, novela, filmes, noticias. Era sempre um papo agradável e nada sedutor.

Um dia, Laerte, um senhor alto e forte, que lutou muitos anos para se manter no armário (com direito a tentativas de suicídio) portador de um cavanhaque bem desenhado, cruzou na saída do trabalho. Ele estava a pé e eu, de carro com minha esposa. Estava parado no trânsito, buzinei para ele e mandei um beijinho.

Ele parou seu itinerário, e veio em direção ao carro. Abaixou na janela e disse, olhando nos olhos da minha esposa:
- Você cuida dele, senão roubo esse gatão pra mim,

Minha mulher e eu caímos em sonora gargalhada. Ele deu uma piscada , sorriu e foi pegar seu ônibus.

Era comum a partir de então que alguns, gays ou lésbicas - entre eles filhos de crente, viessem conversar comigo sobre a Palavra. Sempre tinham duvidas, mas não sobre a sexualidade. A bíblia não se resume a isso, acredite.

Quando fui demitido, saí de lá em paz com essa turma bacana. E eles ainda curtem, quando em vez, uma postagem ou outra por aqui. Não sei o que o Espírito pretende. O que ele mandou fazer, eu fiz. E o que ele não mandou, esse também deixei de fazer.

26 comentários:

  1. Cara, muito bacana isso e ao mesmo tempo triste em saber que somos julgados intolerantes por conta desses ~representantes evangélicos~.


    Mas compartilho com seu pensamento e amor às pessoas, independente de qualquer coisa.

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  2. Simplesmente top...

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  3. Um texto que resume de forma competente a maneira simples que temos que viver nossa vida de fé. Sem tirar nem por. Trabalhamos na mesma firma e também sempre optei por essa postura - até porque, pra discípulos de Jesus, não há outra.
    Aliás, os funcionários declaradamente homossexuais daquela empresa, com raras exceções, eram profissionais exemplares.


    Se bem que, numa daquelas vezes em que você cobriu minhas férias, bancou o engraçadinho e me deixou numa saia justa com um colaborador lá de Criciúma...

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  4. O mais estranho é ver uma pessoa emocionada por não sofrer rejeição. Muito triste mesmo.

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  5. O João de Criciúma? Ele queria tomar uma champanhe com você. Pôxa... aquele era doido mesmo...rs

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  6. Expresso aqui um posição particular minha e não uma concordância de uma postagem de alguém... Creio que a tatuagem não é pecado!!!
    Mas agora conjecturando, se Jesus estivesse de corpo entre nós neste mundo pós moderno, ele faria uma tatuagem?....Deus se alegra em sua tatuagem, seja com versículos, desenhos bíblicos ou não? Agora quero levar VC a pensar, qual a real motivação que leva VC a desenhar em corpo algo eterno? Será que a vaidade não esta de mão dada com essa ação? É claro que dificilmente vamos falar que sim, somos hábeis em dar motivos para nossas ações, enganando a nós mesmos. Para aqueles que escolhem desenhos bíblicos, versículos etc....será que Deus não se alegraria com mossa conduta,fomos chamados para ser seguidores de Cristo, seguidores em ações ou não? Estou repleto de ver crentes com tatuagens de desenhos da seita nova era,tribais e orientais, onde os significados são satânicos e nem sabem,consultem na internet....agora te pergunto novamente, Jesus hoje faria uma? Qual a motivação real que leva vc a querer fazer uma tatuagem, Deus se alegra? Ore a Deus pergunte a ele....

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  7. Miriam Rocha De Oliveira14 de março de 2015 10:40

    Maravilhoso Zé, tenho no mínimo 2 experiencias com homossexuais que se tornaram meus amigos, e um deles, tem em nós aqui em casa, sua segunda família, (filho de crente também) conforme ele foi crescendo e se tornando adolescente e seus trejeitos já não dava mais pra disfarçar, ele me comentou, que então foi convidado a se retirar da igreja e do coral no qual ele amava participar, tanta dor e sofrimento, já nos fez chorar abraçados na rua, um dia em que ele me disse, que seria mais feliz se Jesus o levasse logo, teve um dia que ele sentado na minha cozinha, enquanto eu preparava um lanche, me perguntou, porque vc me ama assim de graça e não me aponta o dedo?! respondi querido, vc conhece os quartos escuros do meu coração?! ele respondeu, não, eu disse tenha certeza querido que todos nós os temos, e pelo fato do "seu quarto" ter portas abertas e todos poderem ver dentro dele,ninguém tem o o direito de te julgar, mas, uma coisa eu sei meu querido, o que me resta é te amar, todo o resto será unica e tão somente ação do doce e amado Espírito Santo, e assim seguimos nossa caminhada, linda e cada dia mais pautada no respeito e no amor.

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  8. Se jesus tivesse entre nós ele teria cabelo e barba grande? Ele viria como homem? Ou será que ele ia estar sempre barbeado, com cabelo curto e usando camisa social? Se jesus viesse mulher ele teria furado as orelhas para por brinco? Será que se jesus viesse mulher ele se deixaria levar pela ditadura da depilação e da magreza feminina? Jesus veio para falar para aqueles que a igreja considerava indignos ou impróprios sobre o amor de Deus. Na época de Jesus eram os samaritanos e leprosos ou a mulher isterio, será que na atualidade esses são os com tatuagens,piercings e cabelos coloridos??
    A vaidade faz aa mulheres colocarem silicone os homens gastarem horas na academia e eu n vejo nenhum texto ou discurso falando q isso é "ruim"? Cadê o texto dizendo q lipo e silicone são agressões ao corpo?

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  9. Muito difícil, Miriam. Belo testemunho

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  10. eu tenho uma tatoo que hoje jamais faria ... a fiz na ignorancia mas hoje jamais !!!!

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  11. Jonatha Chevalier Neves16 de março de 2015 11:34

    Tatuagem não é pecado, na vida e nas religiões exitem varias vertentes, propósitos e opiniões diferentes em que cada pessoa vê e interpreta diferente. Na vida tudo pode ser questionado, compreendido ou não. A questão é "o que é certo ou errado?". Siga seu coração pois sua vida é unica aproveite o máximo que poder e do jeito que achar melhor. Importante é ser feliz mas que a felicidade não prejudique o próximo.

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  12. Opinião pessoal, achei interessante a forma como este assunto foi tratado neste artigo, porém lamentável
    quando este posicionamento parte de um cristão. Romanos 12 diz: “Rogo-vos pois,
    irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um
    sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não
    vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente,
    para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

    Nesse verso, Paulo ensina aos
    cristãos que eles não devem se conformar, se amoldar, em hipótese alguma, serem
    como o mundo é. Ele ainda diz a expressão “rogo-vos”, que pode ser trocada
    pelas palavras imploro, suplico, choro à igreja para que ela não seja como o
    mundo, NÃO COPIE O MODO DE VIVER DO MUNDO. É isto que está na Bíblia que os
    cristãos dizem que acreditam....

    Agora, na prática o que se vê é
    um desejo enorme da igreja de se parecer com o mundo, parecem viúvas, órfãos,
    rejeitados, sem identidade, tendo que seguir o mundo, como se fosse uma
    necessidade urgente, com mesmos padrões, formas de pensar dos ímpios...Cadê a
    noiva de Cristo, ataviada, adornada, sem ruga, nem mancha, nem mácula? A grande
    característica do que se diz Cristão é que ele não se parece com o mundo, ele é
    distinto do mundo, ele é invulgar.

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  13. Robert Alves da Costa17 de março de 2015 01:58

    Boa tentativa irmão, mas sua exegese é muito ruim, e só prova que faltar a EBD se torna pecado, pq depois a gente é obrigado a ler esses comentários escrotizados de achismo teológico, o texto de Romanos esta claro a respeito da metanoia, e não se aplica a tatuagens, o mundo é um sistema, quando vc não tem práticas mundanas, mas vc não faz nada para mudar a realidade a sua volta, vc não promove o Reino de Deus na Terra (boa perfeita e agradável vontade Dele) seu culto não é mais racional pq o pecado cauterizou sua mente e seu coração e vc se conformou com o mundo. Vc ainda foi mais infeliz em citar viúvas e órfãos, como uma forma pejorativa sedo que eles são o alvo principal da verdadeira religião citado em Tiago 1:27 seria interessante você conviver com cristãos tatuados para vc entender o que eu estou falando, trabalho com evangelização e re-socialização de profissionais do sexo e população em situação de rua a 18 anos, e quem eu mais vejo nas ruas de madrugada em prostíbulos e cracolândias sendo relevante para o Reino e produzindo frutos dignos de arrependimento, são os crentes que vc marginaliza achando que eles se parecem com o mundo por causa de suas tatuagens. Eu presenciei em Brasília um pastor que tem 60% de todo o seu corpo tatuado incluindo cabeça e pescoço (a maioria das tatuagens feitas após sua conversão) orar, e ressuscitar uma criança de 3 anos q havia morrido afogada, infelizmente irmão, a igreja brasileira cai sempre no erro de Samuel, quando foi ungir Davi, Samuel 16:7... Lamento profundamente por comentários como este pq mostra como a igreja no Brasil é pre-conceituosa e conhece bem pouco da Bíblia e muito menos o poder de Deus, o seu jesus é "distinto do mundo, ele é invulgar".... Já o Jesus da Bília que eu sigo e falo sobre ele, andava e se sentava para comer com prostitutas e ladrões, se as tatuagens são tão mundanas assim como vc pensa, muito provavelmente Jesus só andaria com essa galera, e imagino que Ele não seria aceito pelo irmão, afinal olha com quem ele anda?? Religião mata, brother, mas Jesus salva e dá vida eterna, procure se relacionar com Ele, através de um culto racional, dizer que quem tem tatoo se parece com o mundo, é um comentário irracional, e digno de pena, estarei orando por vc irmão, espero q faça o mesmo por mim...

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  14. Os brother escrevem um jornal para isto? Sem dúvidas depois de convertido a pessoa não tem desejo de se marcar como gado! Absurdo

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  15. Obrigado pelas palavras irmão, mas parece que os cristãos ainda não entenderam o verdadeiro significado do evangelho. O maior método de evangelismo que a igreja possui é o seu TESTEMUNHO.


    As tatuagens ou qualquer outra coisa que nós fizemos antes de conhecer Cristo não tem problema algum. Mas após a conversão, tem que haver mudança de conduta, mostrando os frutos de Cristo.


    E essa conversa de que “temos que ser igual ao mundo para atrair o mundo” é anti-bíblica. Sabe o que atrai o ímpio? É ver na igreja algo que ele não vê em lugar nenhum: um povo santo, um povo puro, um povo feliz, um povo cheio do Espírito Santo, um povo diferente! E quando o mundo vê, na igreja, um povo que não é como ele, pela obra do Espírito Santo, aquilo atrai o mundo. Os perdidos vão dizer assim: “Eu quero esse Jesus que você tem, eu quero essa paz que você
    tem, eu quero esse padrão de moralidade que você tem, essa pureza....”

    Agora, quando a igreja adota ser igual o mundo, para trazer
    o mundo, a igreja fica mundana e ninguém se converte. No fim da 2ª Guerra, a Igreja Católica tentou isso e não deu certo. Somente quando a igreja é sal da terra, luz do mundo, o pecador olha aquela luz, aquele caráter, e diz “eu preciso daquilo, eu preciso desse Jesus...” Eu sei disso porque foi assim que me converti.

    A bíblia diz, em Tiago 4.4, que aquele que tem amizade com o
    mundo, que ama as coisas do mundo (bebidas, sexo ilícito, drogas, roupas indecentes, tatuagens, mentiras, comportamento mundano, etc), que tem uma ligação emocional forte com o mundo, é inimigo de Deus. Meu irmão, você consegue visualizar a clareza do versículo? Portanto todo aquele que for amigo do mundo, estiver ligado com o mundo, tiver exalando o perfume do mundo, com as marcas do mundo, se vestindo como o mundo, tendo formato e características do mundo,
    torna-se inimigo de Deus! Isso é sério, e não precisa analisar exegese de ninguém para entender isso.

    Porque os cristãos querem ser assim? Porque seguir tanto o
    mundo? Porque venerar tanto este sistema falido, adúltero, pedófilo, caído? Porque cristãos têm necessidade de ser como ele? Irmão, nós somos o povo de Deus! Lembre-se sempre disso! Abraço.

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  16. Se abandonarmos todos os ensinamentos mosáicos então, podemos matar quando quisermos! Podemos ter relacionamentos sexuais com membros da família! Descartamos então os 10 mandamentos? Não estão misturando alhos com bugalhos? Quem se tatuou quando não era evangélico, se não tem condições financeiras de retirá-las, que fique como está. Mas sendo cristão nascido de novo vai tatuar para quê? Saciar algum desejo pessoal? Para ter autoridade entre os do mundo? Por que em Jesus sou livre? Então posso sair por aí com o dedo no nariz ou em outro lugar!

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  17. Gostei de seus argumentos. mas me diga uma coisa para que um pastor quer se tatuar? Ele não deve ser exemplo? Sendo assim, todos devemos fazer tatuagens! Creio que esse pastor seja um homem de Deus e como todo homem, tem falhas e peca. Isso não o impede de ser usado por Deus. Além do mais "nem todos os que disserem Senhor, Senhor entrarão no reino de Deus". Não que eu duvide desse que você citou. Mas ninguém é perfeito. Nem por isso vou defender as falhas dos outros.

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  18. Vou seguir meu coração. Tenho vontade de andar na rua igualzinha a mulher maravilha ou Valesca Popozuda e com o dedo no nariz. Cumpri meu papel de cristã. Então tudo bem?

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  19. Basta ver as consequências e os motivos pelo qual fizeram! " Não gastem seu dinheiro com aquilo que não é pão! Isaías 55

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  20. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Se você foi tocada pelo Espírito realmente, saberá o que fazer. O que Ele soprar, você fará. Ser livre traz esses medos mesmo, Ciara. Natural.

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  21. maria eduarda moraes preira31 de maio de 2015 18:10

    Eu achei esse conteúdo bem legal , me ajudou bastante nessa causa de querer pensar ,repensar tudo de novo .Eu sempre era aconselhada a não fazer por que era diabólico mais eu pensava "a minha irmã tem duas tattoo ,uma no ombro outra na costa .Sera que ela vai pro inferno ?" , depois de uns tempos eu mude de ideia e resolvi deixar o tempo me dizer a resposta

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  22. Você é um anjo, Miriam! Chorei aqui, porque era isso que eu sempre esperei dos meus pais, mas eles eram tão religiosos e só me fizeram julgamentos a vida inteira. :(

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  23. Minha irmã já tem duas tatuagens, eu fui totalmente contra quando ela as fez e ainda sou, pois as vezes ela pensa em fazer outras. Aprendi num retiro espiritual que fui no passado, que quando se fax uma tatuagem está dando seu sangue a satanas (É louco eu sei), Então fico sempre muito apreensiva sobre as tatuagens da minha irmã, não que eu pense que ela sera condenada ao inferno por isso, mas que as tatuagens possam atrair algum (Ou alguns) demonio para vida dela, ela também c

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  24. Igualmente a Renato Vargens vejo outro blog cristão ficar em cima do muro por conta de tatuagens...é realmente lamentável que hoje em dia o povo não queira expor o verdadeiro evangelho, tudo por conta do "bem estar geral".
    É bem complicado alguem ir evangelizar uma senhorinha todo tatuado...mas se a senhorinha perguntar vc pode dizer...ISSO FAZ PARTE DO MEU VELHO HOMEM...coisa que não fazemos mais, para não nos tornar como o mundo.
    Ou seja, tatuagem não te direciona para o inferno, porem, ela não te serve de testemunho para levar pessoas ao céu.

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  25. Dentro do seu contexto, os únicos habilitados a falar de Jesus são os que tem pele limpa, roupas sociais dentro de um padrão social aceitável, vocabulário impecável?

    Mas não é esse o perfil de tantos picaretas?

    Fazer do sua opinião padrão de procedimento social global não seria um pouco de pretensão? Escolher em que tipo de pessoa o Espírito deve agir cabe a quem? A nós?

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