9 de abril de 2015

Como será - ou está sendo - o fim do mundo?


 Há décadas, pesquisadores alertam sobre os riscos à humanidade que a superpopulação pode trazer. Por volta de 1972, o cientista John Calhoun elaborou um famoso experimento com ratos, construindo um paraíso para os animais – um grande cenário com edifícios e alimentos ilimitados. 


Inicialmente o cientista introduziu apenas 8 ratos a população. Dois anos depois, um inferno surgiu.


O enorme cenário, conhecido como Universo 25, foi feito com o objetivo de ser uma utopia roedora, mas com o passar do tempo, a caixa, com suas rampas que iam até os apartamentos, foi ficando superlotada. No dia 560 do experimento, a população era de 2.200 animais. Foi o auge. Daí em diante, a população foi diminuindo até ser extinta. 

Por que isso aconteceu?

No auge da população, os roedores passavam todo instante em bandos de até cem ratos. Se reuniam nas principais praças para serem alimentados, e não era difícil os ver se atacando. Poucas fêmeas conseguiam dar a luz, e as que faziam, simplesmente, abandonavam seus filhotes.

Em certo ponto, os ratos não faziam nada além de comer ou dormir. Quando a população foi diminuindo, os sobreviventes perderam totalmente seus comportamentos sociais, como ter relações sexuais ou cuidar da prole.

Aplicando à realidade

Será que a humanidade pode ter o mesmo fim? O controverso experimento na época foi algo assustador, pois concluiu que se a fome não matar todo mundo, os indivíduos da espécie vão se destruir mutuamente.

Recentemente, resgatou-se da memória o Universo 25 e concluiu que, no geral, o cenário não era superlotado. Os apartamentos em cada corredor dos edifícios tinham somente uma entrada e saída, o que os faziam fáceis de se guardar. Isso fez com que os machos territoriais limitassem o número de animais em cada apartamento, o que fazia superlotar o restante da caixa.

Portanto, ao invés de superpopulação, cientistas agora argumentam que o Universo 25 possuía um problema de distribuição, algo que, segundo os pesquisadores, também pode acontecer com os humanos, que são exímios em desigualdade.