10 de outubro de 2010

Aladdin e seu assessor de Marketing


O que um trecho de um desenho da Disney estaria fazendo neste confuso blog?

Aladdin era um ladrão que roubava para comer, e devido aquelas sortes que a vida oferece aleatoriamente, encontra a lâmpada mágica, e ganha o direito a três desejos.

Ele, interessado na princesa, pede em seu primeiro pedido que o gênio o torne um príncipe, o que o gênio consegue em um passe de mágica.

O que chama a atenção é que a transformação em príncipe não consiste apenas em encantamento: a população de Ágraba tem que acreditar que é um princípe que chega, e não existe magia que faça com que as pessoas acreditem em uma mentira.

Então, o gênio se disfarça em múltiplos personagens e vai temperando a população com histórias sobre as vantagens daquele moço: se faz de donzela, ermitão, criança, tudo para espalhar a mentira que ali ia um legítimo príncipe, com seus exércitos ilusórios, seus súditos feitos de pirlimpimpim, e seu reinado que só existia pela mandinga do ser azul.

O Gênio não era só dono de poderes mágicos fenomenais, mas o poder de sua persuasão - através de sua simpatia - só não funcionava com o vilão da história, o Grão Vizir Jafar, que parecia imune àquele tipo de apresentação espalhafatosa, talvez por ser declaradamente personagem do mal e soubesse como essas mentiras funcionam.

Não. Não estou fazendo uma caça as bruxas da Disney (já caí nessa bobagem antes, e tenho conhecimento suficiente da Palavra para saber que posso beber de qualquer fonte, e só sorver as proteínas).

Usei da antiga animação para exemplificar o simples golpe, onde a propaganda é mais poderosa do que se imagina. Em um mundo de realidades relativas, enquanto você estiver com a lâmpada, você será o que ELA puder proporcionar. Só lembre que o tempo das magias e ilusões é limitado.

Assim como o próprio gênio aconselhou a Aladdin: “Fique com a verdade, Al...enquanto é tempo...”

Mesmo o mais poderoso dos seres mágicos sabe que té seu poder é uma grande ilusão.