29 de agosto de 2011

O tipo de louvor que não gosto, mas faço questão de tocar


Não curto esse tipo de som, não aprecio o tipo de "vestimenta" que a cantora está usando. Numa análise fria, tiraria duas ou três análises negativas da letra, encontraria revanchismo, ou confusões na concordância teológica talvez.

O clipe? Jamais escolheria este tipo de figurante, mesmo porque alguns ali poderão ser reconhecidos como detratores de alguém, em algum momento, e pagam o preço a sociedade por isso, vivendo empilhados no excelente sistema carcerário nacional.

Mas foi com lágrimas nos olhos que recebi esse registro - e confesso: com vergonha. Não sou homem suficiente para meter-me dentro de um presídio para falar de Jesus, seja com boa oratória, com a teologia correta, ou mesmo com português incorreto.

Minha arrogância talvez seja capaz de caçoá-los por suas tendências estranhíssimas a meu entendimento, mas como estaria o Brasil se houvesse uma dúzia a mais desses loucos de terno com bíblias ensebadas nos presídios?

Ah...sim... 

"muitos desses presidiários não estão se convertendo legitimamente, para alguns é só uma artifício para redução de pena...". 

Pode ser, mas tem os poucos que são legítimos, ou poucos que vão encontrar o Caminho, que não voltarão para o crime, e apesar de seu passado, serão pessoas melhores que muitos não criminosos.

Por esses poucos, não vale a pena?

A indicação do canal onde existe esse vídeo foi da "personagem" @pipa_aunt, jornalista carioca, qual já tive a agradável oportunidade de manter debates virtuais sobre espiritualidade e sobre a altura real dos Avatares...rsrsrsr

8 comentários:

  1. Oi Zé como vai?? Quanto tempo não venho aqui e já estava com saudades. Mas, o que me trouxe aqui foi este seu artigo.
    Sabe porque?? Me convidaram para ir ao presídio mês passado e eu ainda não tinha ido levar uma palavra de conforto , de refrigério de Salvação em um local deste, ja fui em morros e favelas aqui no Rio com os irmãos da minha comunidade de fé evangelizar, mas em presídio ainda não tinha entrado. E fui, maninho quando agente chega lá é muito forte a sensação, pois quando você entra e ver aquelas portas se fecharem atrás de ti, da um nervoso tão grande, uma dor no peito como um grito sufocado que dá vontade de sair correndo de lá. Mas, com tudo isso vale a pena. Mesmo que seja apenas uma alma que realmente se converta vale a pena. Eu pensei que não conseguiria. Mas agora quando me chamarem de novo irei com certeza! E quanto ao louvor também não gosto muito, mas é o que eles mais cantam nas cadeias, creio que seja por causa de Marcos Pereira que sempre esta lá dentro com sua equipe. Adorei o artigo. Paz querido!

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  2. Cara, sua reação foi exatamente a mesma que a minha ao ver esse vídeo. Às vezes o que se tem de teologia ruim é superado, em muito, por amor a Deus e ao próximo.

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  3. É um trabalho pra quem tem o chamado, senão...
    Já visitei prisão, já trabalhei com esposas de detentos, já hospedei ex-detento em minha casa e hoje digo: nunca mais!!
    Sem preparo e chamado não dá: "cada macaoco no seu galho!"
    Admiro quem permanece firme e oro para que Deus os abençoe e os capacite, pois é um terreno "perigoso".

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  4. o vídeo arrebentou

    sem palavras, e as lágrimas abundantes já dizem tudo.

    abs, apz.

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  5. Sem palavras,D+ da conta.Nos faz refletir.
    Tomei a liberdade de republicar em meu blog, com os devidos créditos.
    Paz!

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  6. Ah Zé, sempre coerente, moderado, pacifista. Tenho grande admiração por ti. Também não compraria este CD, nem acho que as "vestes" dela sejam sinonimo de santidade, mas o amor é prático, diferente de alguns teologos e apologetas por aí. Pena que nem todo mundo tenha esse teu equilibrio. Abraço.

    Eder

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  7. Realmente, é com vergonha q admito: preciso de mais amor prá absolver esse tipo de necessidade na minha vida.

    Conheço gente séria envolvida com missões integrais, e comovente ouvir eles falarem sobre seus ministérios, até que você vai de encontro ao trabalho deles.

    Lembro de um trecho do livro "Evangelho Maltrapilho"(se não me falha a memória) quando um empresário foi a uma ilha-leprosário ver como os missionários trabalhavam suas doações, e após uma longo passeio, ele diz a freira que o acompanha:
    -Não faria esse trabalho de vocês por todo dinheiro do mundo...
    -Eu também não... respondeu a senhora.

    Tem coisas realmente que o dinheiro não serve como estímulo.

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  8. Este "Eu também não" foi tremendo. Paz!

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