9 de junho de 2013

Pai entrega a filha ao noivo

 Do filme: A Megera Domada


Convivência em família nem sempre é fácil. Sei bem disso(sei que se alguém me conhece bem, essa declaração parece estranha, mas não é: faço questão de manter a distância exata para não incomodar ou ser incomodado de forma insuportável. O problema é que temos a tendência a aproximação).

Entregar uma noiva apaixonada a um bom homem que a ama não é tarefa difícil... desde que você seja um bom pai, esse homem bom a quer como sua noiva, e o mais importante: que essa mulher tenha se submetido ao pai nos ensinamentos e se manteve dentro daquilo que o pai o ensinou...

A Igreja, a reunião de pessoas em volta da ideia que Jesus Cristo é Deus, é comumente conhecida como "Noiva".

Creio que essa analogia poderia ser aplicada aqui, mas é o Pai do Noivo quem prepara a "futura esposa". O pai da noiva, na analogia, quer mais é que a noiva se perca solteira, drogada, bêbada e prostituída.

Certamente, se a noiva que ali está fosse a Igreja, o pai da mesma não estaria ali, nos emocionando com um discurso apaixonado. Ele, esse mundão que nos gera, se pudesse estaria lá, proferindo insultos e maldições, lamentando a brancura dos vestidos daquela que costumava andar imunda pelos cantos da terra, e agora, imaculada, linda, é entregue ao Noivo três vezes Santíssimo.

Mas por que uma cena do filme  - baseado na obra de Willian Shakespeare - A Megera Domada?

Quando a noiva é vendida ao noivo ela se mostra uma mulher horrível, e o homem soube lidar com isso. Se ela sabia ser ruim, o então marido, podia ser bem pior. Até que um dia, depois de muita tribulação, ela soube o que era ser uma esposa, a ponto de ensinar as outras beldades como deveriam se portar diante de um homem.

Filme velho e bom.