23 de janeiro de 2015

Oficial: Governo monitora Facebook na busca de intolerância religiosa

Governo monitora intrigas religiosas

Quem serão os primeiros penalizados por conta dessa vigilância contra agressões religiosas pela Internet? Fosse no fim das eleições, ia faltar cadeia...

A intolerância religiosa nas redes sociais será acompanhada mais de perto pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). De acordo com a ministra Ideli Salvatti, boa parte da intolerância religiosa é propagada pela rede. O monitoramento será feito pelo grupo
de acompanhamento dos crimes de ódio pela internet, formado no final do ano passado.

Participam do grupo de trabalho a Polícia Federal (PF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e defensorias públicas dos estados. Segundo Ideli, quando couber inquérito, os caminhos legais serão acionados. Nesta semana, o grupo de trabalho, cujo funcionamento ainda está sendo estruturado, faz sua terceira reunião.

Além de monitorar crimes de intolerância religiosa, o grupo atua em ocorrências de violação de direitos humanos como homofobia, racismo, machismo, apologia ao nazismo e questões de pedofilia e pornografia, que já têm ações estruturadas há mais tempo na pasta.

No Dia de Combate à Intolerância Religiosa, líderes alertam sobre discriminação. A ministra ressaltou:
"Temos a convicção de que a questão da intolerância religiosa cresce no mundo. Estamos acompanhando atos terroristas com base na religião. Aqui no Brasil já tivemos fatos lamentáveis de intolerância, envolvendo religiões de matriz africana, e também casos lamentáveis, envolvendo evangélicos e católicos"

Desde 2011, o Disque 100 recebe denúncias de discriminação religiosa e, em 2014, registrou 149 reclamações pertinentes no país. Mais de um quarto (26,17%) no estado do Rio de Janeiro, e 19,46% em São Paulo. O total caiu em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias.