31 de março de 2010

O Perdão

por Ariovaldo Ramos

A paixão de Cristo foi a demonstração, na história, limitada pelas dimensões da história, do que aconteceu, por necessidade, antes da história.

A paixão de Cristo demonstra, limitada pela história, o castigo que a Justiça impôs a Deus, a comunidade eterna, por decidir perdoar o transgressor.

Custou muito mais caro do que na história se pôde demonstrar.

A paixão de Cristo fala do custo do perdão.

Nenhuma das criaturas perdoadas tem o direito de não perdoar.

Todo perdão que é proferido está incluso na conta que Cristo pagou e que sua paixão demonstrou. Porque tudo o que necessita de perdão é suficiente para que a existência sofra solução de continuidade, porque fere a Justiça.

Justiça não é um "deus", é uma demanda ética da qual o Deus triúno, por força do seu caráter, não pode se furtar.

Sem a paixão de Cristo nenhum perdão poderia ser proferido.

Por causa do demonstrado pela paixão de Cristo nenhum perdão pode deixar de ser proferido.

Não é mais a justiça que norteia o relacionamento entre as criaturas que foram perdoadas.

Nem é mais a justiça que norteia o relacionamento entre Deus e as criaturas que perdoou.

Um comentário:

  1. Glória a Deus por essa paixão que, por mais que tentemos, não conseguimos compreender.
    Essa paixão que nos prende a ele.
    Essa paixão que não se pode comparar a paixão humana.
    Ha, esse Deus...

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