22 de dezembro de 2010

Romanos: Um mundo de hedonistas

por Zé Luís

A carta que Paulo escreve aos Romanos trata inicialmente com três tipos de pessoas.

Ele fala inicialmente a um tipo de pessoa cada vez mais comum nesse mundo ocidental: o hedonista.

O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

Mas o que o apóstolo dos gentios diz a eles, gente que depende do ter para ser, povo que aceita qualquer coisa, de Deus ou diabo, desde que isso signifique lucro pessoal e egoísta, é que Deus dá para estes exatamente o que eles querem e, abundantemente. Isso é sua Ira.

Muitos devem estar se perguntando qual o problema do querer ter e ter, como cantado na canção do Nickelback, no seu hino “I wanna be a rockstar”: dezenas de carros caríssimos na garagem, prostitutas a vontade, cartão de crédito sem limite, abundância e fortuna, reconhecimento e tudo que o dinheiro pode comprar.

Poucos alcançam, mas muitos desses que conseguiram descobre que isso não significa tanto quanto pensaram quando se puseram nessa busca: dinheiro, sexo, poder qualquer coisa.

Deus, em sua Ira, deixa-os para se afundar, chafurdar nisso, e com sorte, descubrir desgraçadamente que sua vida, a base de busca de prazer a qualquer preço tem um limite que não podia admitir. Paulo diz que aqueles que assim procedem em seus desejos são entregues a nenhum limite, e tudo aceitam em suas relações, sejam parceiros ou parceiras.

Estranhamente, o mundo contemporâneo vive a Roma de 2000 anos atrás. O hedonismo impera, tanto dentro como fora da igreja. Duvida? O que procuram os que enchem as igrejas a procura de prosperidade? 

Paulo ainda se refere aos judicialistas e aos legalistas.

Mas isso é assunto para outro dia.