18 de dezembro de 2011

Que crente pode cantar na Globo?



Já dizia Chesterton, que quando se procura uma novidade, deve-se cavar em cemitérios. Não existe nada de novo debaixo do sol, e a internet é uma prova real disso. Duvida? Reconte aquela piada de 3 anos atrás e verá que muitos acharão a coisa mais engraçada do mundo, replicando em minutos como a maior novidade do momento.

O saudoso Raul Seixas cantou isso há décadas, informando que já era um "protestante" a mais tempo ainda.

Hoje, cantores conhecidos do meio evangélico tiveram um pequeno espaço na maior emissora de TV do país. Não demorou muito para que nas redes sociais começassem protestos por pretensos "formadores de opinião" sobre as motivações que implicaram aquelas apresentações.

A primeira vez que ouvi uma música "evangélica" foi por uma rádio secular, e depois, no programa da Xuxa (vergonha... acontece...)

Eu era um adolescente e morava em um centro de Umbanda, já que minha família era espírita como eu. A música era "Consagração" cantada pela então menina de 14 anos, Aline barros, e lembro-me perfeitamente que ouvia e chorava, me trancava no quarto e aumentava o volume, gravei pedaços em fita K7 (talvez você não saiba o que seja isso) e ouvia até a Aline ficar rouca.

Anos depois, convertido, ainda choro ao tocá-la.

Não sabia das motivações da menina - ou da igreja onde congregava - quando a ouvia, não sei o que fez com os cachẽs, não é da minha conta. Só aquela música me enchia a alma. Não entendia a máquina midiática que estava por trás daquela simples canção (que a própria Xuxa insistia em divulgar).

Hoje eu entendo. E continuo cantando a canção, e louvando a Deus intimamente.

Como li em uma rede social, o povo cristão começa a reclamar sistematicamente, sem lembrar como Deus trabalha. Parecem hebreus no deserto.

Afinal de contas: Qual tipo de crente poderia cantar louvores a Deus na Globo? Que tipo de contrato ele teria que assinar com os inquisidores das redes sociais para provar que cantam legitimamente? 

Em suma: tem crente que é chato prá caramba.

Pronto...desabafei...

por Zé Luís