20 de abril de 2012

Feito Homem

Por Ariovaldo Jr.

Recentemente adquiri uma máquina de escrever. Alguns dias depois, um mimeógrafo. Em pleno século XXI ainda tento entender como algumas coisas que fizeram parte de minha infância foram sucateadas tão velozmente. É, sei que não precisamos mais de uma máquina de escrever quando temos computador, mas se faltar energia, provavelmente serei a única pessoa da minha rua que é capaz de “imprimir” uma página.

Algumas coisas que os antigos tinham como parte do seu dia a dia ainda me deixa curioso. Como por exemplo o meu avô fazendo barba utilizando aqueles velhos barbeadores de metal, com lâminas que cortam de verdade. E acabamento de navalha. Tecnicamente navalhete. Popularmente, navalha mesmo.

Adquiri recentemente um uma navalha e timidamente me arrisquei a utilizá-la. Acredite… a sensação é mais intensa do que os brinquedos do Hopi Hari. Você segura entre os dedos algo que pode te fazer sangrar de verdade. Bem diferente daquelas porcarias plásticas que fomos doutrinados a usar durante toda a nossa vida.

A liberdade do cristão é como essa navalha. Multiuso. Capaz de te proporcionar certo prazer, ou muita dor.

Agir feito homem (ou mulher) significa assumir a responsabilidade dos riscos que corre. Sem terceirizar a responsabilidade em nenhuma circunstância, mas vivendo com a plena convicção de que escolher aquela lâmina (ou qualquer outra) foi sua decisão.

Quanto aos que tem medo de se cortar, bom seria que tivessem tal temor em todas as oportunidades da vida. Por que é melhor usar um barbeador vagabundo de plástico do que cortar a própria jugular por falta de domínio próprio (ou habilidade).

Minha oração não é para que Deus traga pessoas habilidosas. Espero apenas ser parte de um grupo que conhece seus limites e não corre riscos desnecessários.

O Pastor Ariovaldo, autor desse devocional, não é o também conhecido Ariovaldo Ramos. Esse é outro, e você pode acessar seu blog clicando no nome dele, acima.

8 comentários:

  1. Ufa, ainda bem. Fiquei feliz em saber que esse Ariovaldo não é o mesmo esquerdiota... digo, Ramos. hehe

    ResponderExcluir
  2. O que foi, Zé? Ficou chateado só porque falei do esquerdismo do seu "miguxo" Ariovaldo Ramos?

    Fica triste, não viu... já já toda essa corja de falsos crentes lambe-patas de Fidel (nem vou perder meu tempo em fazer a lista, você não publica mesmo... hehe) serão desmascarados.

    Viva o capitalismo!

    ResponderExcluir
  3. Oi Rodrigo.

    Desculpe a demora para responder (valeu pelo post lá no seu blog, mas me enrolei aqui com meu tempo, e acabei não conseguindo postar um comentário).

    Compreenda: sou cristão. Ponto. Não tenho partido ou preferência, esse seu vocabulário aí é próprio de quem tenta aborrecer algum desses tais seguidores que você tanto odeia e abomina.

    Você não parece ser tão velho a ponto de ter vivido qualquer uma dessas coisas que você contra-milita, parece que assumiu meia duzia de ideias para fazer disso uma bandeira a ser defendida, e se posta como fiel escudeiro para qualquer vestígio disso na rede.

    Quando fala sobre o "capitalismo" como ideal, você fala sério? Ou acha que isso soa provocador?

    Por exemplo, meu querido: Um dos países mais beneficiados atualmente pelo regime que você defende é a... China. São capitalistas? Mas dominam atualmente o mundo?

    Lembra que a maioria dos relatos políticos são trazidos de uma fonte sueca? Sabe porque?

    Essa sua cruzada parece contra moinhos de vento, mas pode ser impressão...

    Um abraço

    Desculpe a demora.

    ResponderExcluir
  4. Bem, pela demora... errr... tá desculpado!kkkkkkkk

    Quanto ao capitalismo: sim, eu acredito nele como melhor forma de defender o mercado. Aliás... o mercado. A princípio sou contra a existência de Estado. Prefiro pensar que o mercado faz o melhor papel, nos beneficiando direta e indiretamente. Já pensou: pagamos impostos (caros, inclusive) para ter saúde, segurança, educação, estradas manutenidas, etc. Se quisermos qualquer uma dessas coisas com qualidade, teremos de pagar - de novo? Já não pagamos ao Estado? Oras, então, acabemos com o Estado, e cada um vai trabalhar para garantir o seu.

    Mas, como isso é utópico demais, prefiro me agarrar a uma esperança mais sólida - a de que um dia, novamente, esse país vai reencontrar aquela revolução redentora de 1964, quando pela primeira vez, o Brasil teve como foco: Ordem e Progresso!

    É isso que passa na minha cabeça. Sonho com outro golpe militar, para nosso país entrar nos eixos.

    Comentário final: saudades de General Figueiredo, melhor presidente que esse país já teve.

    Grande abraço

    ResponderExcluir
  5. Caro Rodrigo.

    Recomendo,como cristão que sei que é, que pare imediatamente com o consumo de maconha e drogas alucinógenas...kkkkkk

    Então você foi um dos poucos brasileiros beneficiados com aqueles anos?

    Meurmão, Um desafio prá vc, militante ferrenho da volta do militarismo brasileiro, embora seja contra a necessidade do estado(???):
    Ponha essas ideias em ordem e divulgue no seu blog. Garanto que você vai ter uma audiência boa... tsrsrsrsrsrs...

    Mas nem pense em usar o nome "confuso". Isso me pertence. kkkkk

    Tô tentando levar sua declaração a sério, mas você não colabora...

    Abraço

    ResponderExcluir
  6. Pois é, cara. Eu queria mesmo era que o Estado fosse pro brejo... mas não tem jeito, né? Existe um jogo de interesses em que o Estado continue forte. E que ferramenta tenho para lutar contra isso?

    Então, eu atiro pro outro lado - governo militar. Seria melhor que a alternativa. Nosso país passa pela pior fase de sua história! Calcule a fórmula: Créditos facilitados + gente achando que pode = desastre! Tem um leilão de carros perto da minha casa... nunca esteve tão cheio! Afinal, o governo do Grande Molusco (Companheiros) abriu as portas para os pobres financiarem o carro e a casa, e depois de três meses... tcharán! Busca e apreensão!

    Enquanto no Vale do Paraíba, onde moro, o desemprego assusta e cresce, no Maranhão (do Sarney), jagunço é fichado em carteira e recebe bolsa-família. Tá bom, eu exagerei. Enfim...

    Alguma vantagem nisso? Eu não vejo. Prefiro meus pés no chão.

    Quanto a maconha e drogas alucinógenas... Você não é minha mãe, tá legal! risos...

    Você não é o único que me chama de confuso. Meu amigo Diogo, do Semeador12.blogspot.com vive dizendo que sou calvirminiano... hehe

    Abraço, Zé

    ResponderExcluir
  7. Tu gosta é de polêmica, assumindo posições antagônicas: no lugar do anarquismo( o não-governo), a ditadura (?????/).

    Creio que calvirmiano é uma ótima definição.

    Creio também que essas opiniões são meio fortes e podem despertar a ira de um imenso grupo de pessoas beneficiadas com a saída do aluguel, ou poder parar de depender de um vizinho para buscar o botijão de gás que acabou no meio da janta.

    Também não tem muito sentido você ficar irritado com um nordestino desconhecido que ganhou do governo o valor que você gasta em um tênis, ou em um passeio a algum Wet'&'Wild da vida.

    O estado de SP foi construído às custas de mão de obra "semi-escrava", que oferecia emprego a um povo que estava imerso na miséria(sabe aqueles nordestinos que ganham aquela "fortuna" do governo?).

    Talvez você não tenha percebido, mas o comando desse país está nas mãos de algo um pouco mais sutil aos nossos olhos: Mídia. Conhece? Toda a sua concepção vem disso (incluindo o aprendizado político, do que serve e o que não serve).

    Mas sei que você realmente não crê em nada disso, está só botando pilha...

    ResponderExcluir
  8. Creio sim... não tô botando pilha, não, querido.

    Eu sei do poder da mídia, e tomo cuidado para não ser manipulado. Você sabia que nessa nossa "maravilhosa democracia", o político é eleito pelo marqueteiro, e não pelo povo. Sabe qual é a conversa entre marqueteiros depois da eleição? "Quantos você elegeu?" "Ah, eu elegi três, e você?" "Só isso, eu elegi oito!".

    Dá pra acreditar?

    Quanto a posições antagônicas, eu QUASE concordo com você. risos. Não há nada errado em tratar assuntos polêmicos, não sei porque as pessoas demonizam a polêmica, mas enfim... só me abri com você e expressei o desejo do meu coração. Já que não dá pra acabar com o Estado (seria uma guerra de meia-dúzia contra 7 bilhões), eu ficaria com a outra opção: fortalecer ainda mais o Estado e entregar o governo a força bélica do país. Isso nos garantiria segurança pública.

    Meu tio foi sargento no regime militar. Meu pai foi soldado. Peguei um pedaço do regime... e lamentei quando acabou. Naquela época, meus amigos não usavam drogas, podia andar nas ruas a noite, o ensino público tinha qualidade - você sabia que um pai sentiria orgulho de ver seu filho se formando em escola pública? O aluno que não tivesse condições de acompanhar o ensino, tinha que ir para escolas particulares.

    Mas, acho que você não crê em nada disso, né Zé (agora eu tô botando pilha. risos). Brincadeiras a parte, acredito em tudo isso que expressei aqui.

    Sim, meu caro, eu fico irritado quando vejo um nordestino ganhar do governo (do nosso dinheiro, entenda-se) o valor que pago no meu tênis. Deveria haver políticas diferenciadas para tirar o nordeste brasileiro da miséria. Aliás, nem os próprios nordestinos querem isso. Vide a quantidade enorme de políticos nordestinos que estão literalmente "c@9@nd0 e @nd@nd0" para seus conterrâneos... Ademais, o estado de São Paulo, com nosso "maravilhoso governo de esquerda", ainda emprega mão de obra semi-escrava - sabe os nordestinos?. Principalmente cidades litorâneas, como Bertioga. E como eu sei disso? Meu amigo, aquele do semeador12.blogspot.com mora em Bertioga... bate um papinho com ele!

    Sim, meu caro, eu fico irritado quando vejo jagunços e outros criminosos sendo beneficiados com nosso dinheiro, sejam eles nordestinos ou não. Então, não estou me referindo apenas aos nascido no nordeste, mas aos criminosos em geral, que se beneficiam de dinheiro público.

    Sim, meu caro, eu fico irritado com um governo de me faz pagar duas vezes para manutenção de nossas estradas, enquanto envia dinheiro para concertar estradas de Cuba!

    Sim, meu caro, eu fico irritado com um governo que faz reuniãozinha com líderes de narcoterrorismo colombiano em dia de clássico no futebol...

    Sim, meu caro, eu fico irritado com um governo que coloca Renan Calheiros como integrante da Comissão de Ética; que dá blindagem política para o Palloci; que tenta eleger como governador um criminoso (sim, estou falando do José Genuíno); que quer passar a imagem de que realmente é um partido político quando na verdade não passa de uma máfia (mídia, né?).

    Sim, Zé Luis, eu fico irritado. Não me recrimine por isso. Fico irritado com um governo que favorece grupo de assalto a caminhões de carga no meio da estrada, que invade terreno alheio e, depois que ganha o terreno do governo, vende-o e parte para outro terreno, passando a imagem de "coitadinhos" que não tem onde ficar (mídia, né).

    Irei postar parte desse meu comentário no meu blog, como se fosse artigo... é que eu gostei da maneira como escreví... risos.

    Abraço (abraço de verdade, sem "pilha")

    P.S.: meu blog tem uma miríade de exatos 36 seguidores (risos), enquanto o seu tem quase 800... que raiva! rs

    ResponderExcluir