8 de junho de 2013

E então, a morte aparece...



É cômico? Sim, claro! Mas nesse momento, enquanto você riu vendo o trecho dessa velha esquete, ela - a morte -  já levou mais alguns, as vezes discretamente, absurdamente em outros casos.

O mais absurdo? É que: o que ela disse - que em 120 anos, não haverão mais nenhum dos que estão vivos agora, milhares de milhares que respiram sobre o planeta - não nos comove, é sempre ao outro que ela se refere. Como os assaltos da TV: que triste acontece com "os outros".

Sim - eu creio: um dia nos encontraremos com o Criador das almas, e lembraremos com exata noção o quanto ignoramos o justo viver nessa terra, já que quando éramos criança sabíamos instintivamente o certo e o errado a não fazer. Preferimos as malicias aprendidas com a digestão dos nacos do fruto do conhecimento do bem e do mal, e que nos traz inevitavelmente à ceifadora de almas.

Já, já, meu amigo, seremos nós.

Eu, o que redige essas letras pobres, uma presença invisível em sua mente que distingue e decifra letras em português, posso estar apenas, sem saber, escrevendo um chato epitáfio. Ou você, que como toda criatura criada por Deus, por mais que se esforce, não consegue crer que é realmente mortal, e pode estar diante de sua última leitura, o que seria realmente deprimente

Por isso, procure ler coisas melhores... (sorrio enquanto redijo isso).

Experimente Dostoiewsky, Saramago, C.S.Lewis, Fernando Pessoa, Gabriel Garcia Marques, e tantos outros que cometerei a injustiça de não citar.

Procure encher seu corpo com coisas mais saudáveis, permitir que sua mente beba apenas o que realmente vale a pena, não deixando que um cérebro perfeito como o seu seja devastado por lixo derramado por tudo quanto é porcaria que inunda nossos cinco sentidos.

Que você possa avaliar o momento em que você esteja fechando os olhos e diga: vali a pena?

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