9 de setembro de 2012

Marketing Social

Normalmente, evito sites como Folha ou Estadão, por ver totalmente tendencioso um tipo de coisa que deveria ser totalmente imparcial - jornalismo, mas tenho que me render: O texto divulgado por Pastor Marcio de Souza, através de sua página do Facebook é de Luiz Felipe Pondré e particularmente é um texto que gostaria de ter escrito...se tivesse cacife para tal.

1. Ser gay está na moda. 2. Ter filha solteira é legal. Mulher não precisa de homem. 3. Não dou valor a dinheiro. 4. Não tenho preconceito. 5. Os homens hoje lidam bem com mulheres que ganham mais do que eles. 6. Minha tia é muito bem resolvida. 7. Vivemos uma crise de valores. Meus valores não são materiais. 8. Existem pessoas que não se vendem. 9. Meu pai me ensinou a ser digno. 10. Não tenho religião, tenho espiritualidade.

Eis alguns exemplos de papo-furado contemporâneo. Trata-se de marketing social. Filho do politicamente correto, grande exercício de lixo cultural.

O marketing social vende mentiras como verdades porque serve a agendas ideológicas de quem as produz. As outras pessoas apenas as repetem para aliviar seus fracassos pessoais ou para vender uma boa imagem social de si mesmas.

Como sempre, a mentira rege o mundo. Não somos mais pecadores, mas continuamos mentirosos. Eliminou-se da agenda moral a consciência do mal como parte de nós mesmos, ficou apenas o hábito contumaz da mentira.

Eis dez teses contra o marketing social:

1. Ser gay não está na moda. A maioria esmagadora do mundo é indiferente ao tema. Isso não significa nada "contra". Se não fosse o fato de grande parte das pessoas que trabalha com cultura (mídia, arte, universidade) ser gay, ninguém daria bola para o assunto. A própria "teoria de gênero" que afirma que você pode ser sexualmente o que quiser é uma invenção de militantes gays e feministas.

Além, é claro, da grana que grande parte da população gay tem por ser constituída de profissionais altamente qualificados que não têm filhos, até "ontem". Agora, ficarão pobres como os héteros.

2. Mãe solteira é péssimo. E, sim, mulher precisa de homem. Sem homem, a maioria revira no vazio da cama. E vice-versa. Mãe solteira é opção para quem não tem mais opção afetiva ou é coisa de gente altamente narcisista. E para a criança é péssimo. Gente que abraça o marketing social, além de mentirosa, é muito egoísta. O mundo inteligentinho está cheio de gente ressentida que prega essa bobagem.

3. Todo mundo dá valor a dinheiro, principalmente quando não tem. Quem mais diz que não dá valor a dinheiro, é justamente quem mais dá. Dizer "não dou valor a dinheiro" prepara o terreno para se pedir dinheiro emprestado ou justificar dívidas não pagas.

4. Todo mundo tem preconceito. Quem diz que não tem, normalmente acha meninas virgens doentes, mulheres que cuidam dos filhos umas idiotas, religiosos burros, os EUA uma nação do mal e Obama um santo. A maioria continua tendo preconceito contra gay, mulher que transa muito e homem chorão. Eu, por exemplo, tenho preconceito contra gente bem resolvida e que diz que não tem preconceito.

5. Nenhum homem lida bem com mulheres que ganham mais do que ele. A menos que ele tenha problema de caráter. É sempre um sofrimento que se enfrenta dia a dia, sonhando com seu fim. Nem as mulheres bem-sucedidas lidam bem com homens fracassados. Muitas "rezam" para que seus maridos falidos ganhem mais ou, pelo menos, o mesmo que elas.

6. Ninguém é bem resolvido, somente os mentirosos, principalmente tias solitárias que fingem ser donas de seus afetos.

7. Valores são sempre materiais, ligados a poder, patrimônio, sucesso, reconhecimento. Não existe "crise de valores" porque nunca existiram valores sólidos, a moral pública sempre foi fundada na hipocrisia e na superficialidade de julgamento do comportamento alheio.

8. Todo mundo tem um preço, sempre menor do que se imagina. Às vezes as pessoas se vendem por muito menos do que dinheiro, se vendem por afetos baratos, promessas falsas e deuses vagabundos.

9. Aprende-se muito pouco com os pais, na maior parte do tempo, o que nos define é o temperamento e as circunstâncias da vida. Aristóteles mesmo dizia que ética é uma ciência imprecisa dominada pela contingência. Quem elogia demais os pais, está ocultando suas vergonhas.

10. Esse negócio de "espiritualidade" é religião sem compromisso. Produto de butique. Pessoas "espiritualizadas" são normalmente as piores e mais indiferentes.

2 comentários:

  1. Me desculpe,mas esse texto foi a coisa mais ridícula que já li.Sou cristão desde sempre,nasci em uma família evangélica ,sei que o mundo está sendo consumido por essas idéias,por exemplo,que ser gay é normal,e obviamente,nós sabemos que não é,mas mesmo assim,eu respeito os homossexuais,não por sua prática,mas por que,antes dele ser gay,ele é um ser humano e na bíblia diz que deus ama o homossexual,o que ele não ama é a prárica do homossexualismo,então,se Deus ama o gay,por que eu deveria repudia-lo.Não ,claro que não,vou respeitá-lo da mesma maneira.O que devemos reaver,é que muitos gays,acham que ser você não for afavor no homossexualismo,você deveria ir preso,e eu acho isso muito injusto.Devemos respeitar e não aceitar,e em relação aos que agridem os gays,devem ser punidos ,mas sabemos que a justiça em nosso país é cega,surda e muda,então não acredito que isso irá acontecer de verdade,pois não vivo em um utopia.Em relação a questão de ser solteir,acho que a mulher não precise do homem para ser feliz e sim ser ainda mais feliz,ou seja,a mulher so depende de Deus e dela mesma,então acho sim que uma adolescente ou mulher podem solteira ,só não acho legal mãe solteira e a mulher pode sim ganhar mais que o homem,o que? vivemos ainda no século xv onde a mulher só prestava para ter filho e arrumar a casa e não podia se expressar e nem tinha direitos? Acho que você deve reaver os seus preceitos e depois julga-los certo ou não

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  2. Caro anônimo.

    De que texto está falando?

    Obrigado por me fazer rir.

    Zé (o editor do blog, mas não o autor do texto)

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